
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Chegou 2023, e com eles, chegaram também os preparativos para a nova temporada da Fórmula 1. Dez equipas preparam-se para nos mostrar o melhor que podem dar para este ano, mas, primeiro, durante todo o mês de Fevereiro (e Janeiro, à excepção da Haas), deram-nos a conhecer as primeiras imagens dos seus respetivos monolugares.
Enquanto esperamos pelo regresso às pistas, desencadeamos, neste artigo, as liveries das equipas para 2023.
Artigo redigido por Angelina Barreiro, Bernardo Figueiredo, Carlos Lopes, Filipe Pereira e João Magalhães
RED BULL
Em termos de livery, nunca há nada a dizer sobre o carro da Red Bull. O esquema de cores é o mesmo de todos os anos (e o mesmo esquema de cores da marca Red Bull), com o amarelo, o vermelho e o azul. A novidade é que a equipa vai apresentar uma livery nova (ainda não conhecida) nos três Grandes Prémios que vão decorrer nos Estados Unidos em 2023: Miami, Austin e Las Vegas. O carro só vai para a pista nos testes do Bahrain e só aí será possível ver mais novidades, mas a equipa que defende ambos os títulos em 2023 será condicionada (veremos até que ponto) pelas penalizações decorrentes do facto de terem ultrapassado o teto orçamental.
FERRARI
O carro da Ferrari para atacar a época de 2023 foi apresentado a 14 de fevereiro. O suspense em torno da cor do carro era pouco, já que até o próprio Diretor da equipa, Féderic Vasseur tinha dado a garantia o vermelho característico da marca italiana continuaria a ser o tom escolhido para o SF-23.
Todavia, o novo carro da vice-campeã do Mundo dos construtores apresenta também uma presença maior da cor preta na livery, seguindo uma tendência que se veio a verificar nos demais carros. Desta forma, a Ferrari aposta na fibra de carbono exposta, com vista a reduzir o peso do veículo. Esse investimento encontra-se, por exemplo, nas asas traseira e dianteira do carro assim como nas partes laterais do carro. A Ferrari tomou ainda uma decisão invulgar e mostrou já aos “Tifosi” o SF-23 em ação em Maranello. Vasseur acrescentou que o trabalho passou muito por melhorar aspetos como a segurança do motor, uma área que o Diretor admite que não foi o ponto forte da Scuderia Ferrari em 2022.
MERCEDES
“Back in Black” para a Mercedes em 2023. A equipa germânica volta a um esquema de cores com o preto como base, juntando assim o útil ao agradável e tornando-se o expoente máximo de uma tendência emergente: a fibra de carbono sem tinta, naquela que é mais uma tentativa por parte das equipas em reduzir o peso dos carros e recuperar alguns milésimos de segundo. Dois detalhes aerodinâmicos importantes no novo carro da Mercedes são o abandono da filosofia “anti-sidepods” de 2022 e a aposta num desenho de “peça única” desde o “halo” até ao escape traseiro.
ALPINE
Quem se lembra dos Dallara Fórmula 3, ou dos GB3 da época passada? Pois bem, para 2023 a Alpine apresentou um monolugar com uma entrada de ar lateral mais agressiva que a competição, em fibra de carbono e a fazer lembrar os antecessores das fórmulas mais abaixo. Além disso, há alterações na construção da asa e cone dianteiros (mais largos que em 2022), bem como da suspensão traseira (agora em sistema “push-rod” em vez de “pull-rod”). Como em 2023, a livery da Alpine é “dois em um” – predominantemente cor-de-rosa para as primeiras três corridas, e azul para as restantes.
MCLAREN
Evolução na continuidade. Esta parece ser a doutrina da McLaren para 2023, tanto a nível da construção aerodinâmica do carro como da pintura. Ainda assim, há alterações estruturais evidentes na frente do carro, mais “limpa” e estreita para melhor utilizar as modificadas ranhuras que ligam o chassis ao chão do monolugar. Relativamente à pintura, pouco alterada em relação a 2022, as cores mais utilizadas são o já tradicional laranja “papaia” e o preto da fibra de carbono, utilizada sobretudo na cobertura do motor e nas laterais do cone frontal.
ALFA ROMEO
A Alfa Romeo traz uma novidade em termos de cores para a época de 2023. Ao contrário do habitual vermelho e branco de temporadas anteriores, o C43 é vermelho e preto. Agora sem Frédéric Vasseur, que saiu para ser team principal da Ferrari, Andreas Seidl, ex-McLaren, entrou para ser CEO da Sauber. Fora a pintura, as principais alterações prendem-se com o sistema de arrefecimento do carro e com a suspensão traseira, com a equipa que mantém Valtteri Bottas e Zhou Guanyu a querer mostrar mais consistência do que em 2022, quando começou bem, mas depois estagnou.
ASTON MARTIN
Na sua nova casa em Silverstone, a Aston Martin, apresentou o carro que irá utilizar na temporada de 2023. O AMR23, apresenta o mesmo traço característico que os restantes carros da grelha, com o seu aspeto mais compacto (em altura), traços aerodinâmicos mais agressivos e pormenorizados e com linhas mais suaves que demonstram um claro esforço na redução do arrasto do carro. De salientar a introdução de uma asa frontal, “sidepods” e cobertura de motor, completamente novos, mantendo o esquema de cores, com uma tonalidade mais escura, aproximando-se da cor pela qual, a Aston Martin, é reconhecida no mundo inteiro.
HAAS
A Haas também traz uma livery com bastantes novidades para o novo ano. Em vez de ter uma base branca, o novo carro é agora predominantemente preto, embora o nariz continue a ser branco. De resto, o vermelho é a cor das asas dianteira e traseira. Agora com Nico Hulkenberg a fazer equipa com Kevin Magnussen (o que cria curiosidade por si só, devido a um episódio anterior entre ambos), a Haas também apresenta novidades no sistema de arrefecimento, sendo também uma equipa que começou bem, mas depois não foi dando sequência. Veremos o que o ano de 2023 traz à formação de Gunther Steiner.
ALPHATAURI
Em Nova Iorque, a AlphaTauri apresentou a decoração que irá aplicar no seu novo carro para a temporada de 2023. O AT04, não marcou presença física no evento, no entanto, as pessoas presentes, tiveram a possibilidade de ver a nova decoração do carro e algumas novidades aerodinâmicas. Apesar de não ter fugido ao conceito que apresentou em 2022, a AlphaTauri fez modificações na asa frontal e traseira e apresentou uns “sidepods” mais compactos em relação ao carro do ano passado. O esquema de cores manteve-se igual, destacando-se, desta vez, o vermelho do seu patrocinador, a Orlen.
WILLIAMS
Ano de mudanças na estrutura da Williams Racing, não só com a chegada de Logan Sargeant à grelha, mas também com a estreia de Julian Vowles como diretor da equipa com sede em Grove, no Reino Unido. E foi na sede da Williams que foi apresentado o FW45, o carro que a equipa desenvolveu para sair do último lugar do campeonato de construtores, que apenas não ocupou por uma ocasião desde 2019.
A Williams apostou na evolução do conceito de “sidepod”, através da otimização do sistema de refrigeração. A formação britânica prometeu ainda uma aposta na aerodinâmica, através de alterações no “layout” da suspensão dianteira do carro, bem como em superfícies aerodinâmicas exteriores. A nível estético, o FW45 segue a tendência dos tons escuros, mantendo a aposta no azul marinho do FW44, ao invés do preto. Mas a maior alteração está mesmo na dianteira do carro, com a inserção do logótipo da “Gulf Oil”, empresa de produção de combustíveis, com a qual a Williams anunciou uma parceria no dia da apresentação da nova “livery”











