
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CORRIDA: PROVA PERFEITA PARA VERSTAPPEN, COM MUITA AÇÃO ATRÁS DO HOLANDÊS
Depois de um pouco entusiasmante Grande Prémio da Estíria no último fim de semana, os pilotos voltavam ao Red Bull Ring para o Grande Prémio da Áustria. E se, tal como no fim de semana passado, a liderança de Max Verstappen nunca foi posta em causa, desta vez houve ação mais do que suficiente atrás do piloto holandês da Red Bull para manter os amantes de Fórmula 1 colados aos ecrãs (ou às bancadas, no caso daqueles que marcaram presença no circuito).
Mas é justo começar pelo vencedor. Depois de conseguir a pole position na véspera, Verstappen arrancou bem, conseguiu suster uma tentativa de ultrapassagem de Lando Norris (McLaren), sobreviveu a um novo arranque pós-Safety Car e nunca mais foi ameaçado. O holandês fez duas paragens, liderou todas as voltas e ainda conseguiu a volta mais rápida da corrida, alcançando o seu primeiro Grand Slam (pole position, volta mais rápida e liderou durante toda a corrida) da carreira.
Lá atrás, e para contrastar com um Grande Prémio da Estíria que foi algo aborrecido, houve ação do início ao fim. Logo no início, foi chamado o Safety Car à pista devido ao abandono de Esteban Ocon (Alpine) que foi ensanduichado pelo Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi e pelo Haas de Mick Schumacher, partindo a suspensão e fechando assim um fim de semana miserável para o francês.
Quando a corrida retomou na Áustria, Sergio Pérez (Red Bull) tentou passar pelo McLaren de Norris, mas acabou na gravilha e perdeu alguns lugares (Norris seria penalizado em cinco segundos mais tarde).
Até à volta 20, assistiu-se a uma luta bastante interessante entre Norris e o Mercedes de Lewis Hamilton, com o campeão mundial a ter dificuldades em ultrapassar o seu compatriota. Quando Hamilton conseguiu passar, deixou elogios na rádio ao piloto da McLaren, dizendo que Norris é um “grande piloto”.
🤜🤛 #AustrianGP pic.twitter.com/HFwVqyqIca
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) July 4, 2021
Na volta 31, os pilotos da frente começaram a parar, com a Mercedes a aproveitar a penalização de Norris para ajudar Bottas (Mercedes). O finlandês e Norris pararam na mesma volta e, como a McLaren teve de esperar cinco segundos para trocar os pneus de Norris, Bottas passou para o terceiro lugar. Hamilton e Verstappen pararam na volta seguinte, saindo respetivamente em segundo e em primeiro (todos colocaram pneus duros).
Quando parecia que Norris ia ficar mais longe dos Mercedes e cumprir a restante corrida num confortável quarto lugar, ambos os pilotos da Mercedes foram alertados para o facto de Hamilton estar com danos no seu carro por ter passado por cima do corretor na curva 10.
À primeira vista, parecia que Bottas ia manter-se atrás de Hamilton (que precisava mais dos pontos para manter a pressão sobre Verstappen no campeonato de pilotos), mas à medida que Norris se foi aproximando dos Mercedes, a equipa alemã deixou Bottas passar para o segundo lugar, com Hamilton a ser ultrapassado por Lando, que ainda tentou alcançar Bottas, mas sem sucesso, contentando-se com o terceiro lugar e terceiro pódio da época.
Atrás do top-4, a corrida da Áustria também teve muito para contar, a começar por Sergio Pérez. Tendo sido ele o protagonista do incidente que levou à penalização de Lando Norris, o mexicano ‘provou do próprio veneno’ duas vezes em dois incidentes separados com o Ferrari de Charles Leclerc (incidentes na curva três e na curva seis levaram a duas penalizações de cinco segundos para Pérez por forçar o monegasco para fora de pista).
Pérez acabou assim em quinto na pista, mas em sexto na tabela, atrás do outro Ferrari de Carlos Sainz, com o espanhol a fazer um primeiro stint longo (50 voltas de médios) e a ganhar lugares nas últimas voltas.
Daniel Ricciardo e Charles Leclerc, que se tinham igualmente qualificado fora do top-10, também acabaram nos pontos, em sétimo e oitavo, seguidos do AlphaTauri de Pierre Gasly. E depois havia a expetativa se seria esta a primeira vez que George Russell conseguiria pontuar com um Williams. Mas ainda não foi desta…
O britânico, que se qualificou em nono e começou em oitavo devido à penalização de Sebastian Vettel (Aston Martin), aguentou o décimo lugar quase até ao final, antes de ser ultrapassado na penúltima volta pelo Alpine de Fernando Alonso, terminando em 11.º. Logo atrás dele, houve um choque na última volta entre Vettel e o Alfa Romeo de Kimi Raikkönen.
Uma última nota para os comissários, que aplicaram penalizações quase que por tudo e por nada. Giovinazzi, Norris, Tsunoda, Pérez e Stroll receberam todos penalizações de cinco segundos (no caso do mexicano e do japonês, foram penalizados duas vezes) e ainda pode haver mais castigos no final da corrida, pelo incidente entre Raikkönen e Vettel, e pelo facto de alguns pilotos não terem respeitado as bandeiras amarelas relativas a esse incidente.
Meanwhile… pic.twitter.com/IJvLVFYlrC
— Haas F1 Team (@HaasF1Team) July 4, 2021
Foto de Capa: Red Bull Racing
PILOTO DO DIA
A podium for @LandoNorris in Austria, but he still wanted more#AustrianGP 🇦🇹 #F1 pic.twitter.com/UQt3vSbhuj
— Formula 1 (@F1) July 4, 2021
Lando Norris (McLaren) – Grande fim de semana para o britânico da McLaren. Depois do segundo lugar alcançado na qualificação, não era esperado que Norris lutasse com os Red Bull e com os Mercedes. Mas Norris dificultou muito a vida a Lewis Hamilton nas primeiras voltas e depois aproveitou os problemas que o campeão mundial estava a ter para voltar a ultrapassá-lo e conseguir o terceiro pódio da época.
DESILUSÃO DO DIA
Noo!! 😔 On the restart Checo attempts a move on NOR but goes into the gravel and drops to P10 😑 pic.twitter.com/4qikGO49sm
— Red Bull Racing Honda (@redbullracing) July 4, 2021
Sergio Pérez (Red Bull Racing) – Já foi aqui referido o facto de os comissários terem estado com a ‘pistola’ apontada às penalizações durante toda a corrida, mas o mexicano da Red Bull teve uma prova para esquecer. Depois de se queixar de ter sido atirado para fora de pista por Lando Norris (e das suas queixas terem sido atendidas), o piloto da Red Bull fez a mesma coisa por duas vezes a Charles Leclerc (numa dessas ocasiões, tocou inclusive no Ferrari).
Numa sessão em que o seu colega de equipa esteve numa classe à parte, a Red Bull precisava de outro Pérez para que a Mercedes não se aproximasse no campeonato de construtores.











