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Fórmula 1 em 2021: Ver, rever e voltar a ver

Duarte Amaro · 6 min

Fórmula 1
Foto: Formula 1

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Uma vez que a temporada 2021 findou e estamos aqui todos ansiosos que chegue março para podermos voltar a sentir as emoções calorosas de um grande prémio, hoje trago aqui aquelas que, para mim, foram as corridas mais entusiasmantes da temporada de 2021 e aquelas que deves ver, rever e voltar a ver.

Numa temporada que coincidiu com diversas corridas maravilhosas e incríveis procurei focar-me em corridas que tivessem sido únicas e históricas. Neste sentido, trago o GP da Hungria com a vitória de Esteban Ocon, o GP de Itália com a vitória de Daniel Ricciardo, e o GP do Brasil com a vitória de Lewis Hamilton.

Contudo e a meu ver não seria justo que Max Verstappen não figurasse com uma vitória nas corridas do ano e nesse sentido decidi fazer uma menção honrosa ao GP de Abu Dhabi, não tanto pela corrida em sim, mas pelo significado que esta teve.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo redigido por Duarte Amaro

1. GRANDE PRÉMIO DA HUNGRIA

Hungria, uma das corridas mais caóticas do ano. Esteban Ocon, da Alpine, aproveitou o caos gerado na primeira volta e de uma estratégia falhada por parte da Mercedes para assegurar a sua primeira vitória na Fórmula 1, sendo que os restantes lugares do pódio ficaram entregues a Lewis Hamilton e Carlos Sainz, respetivamente.

Ocon partiu da oitava posição e beneficiou dos acidentes provocados por Bottas e Lance Stroll, logo na primeira curva da corrida, atirando para fora da corrida Leclerc, Norris e Pérez, com a bandeira vermelha a ser mostrada. Quem também saiu prejudicado desse momento foi Max Verstappen que não conseguiu melhor que um nono lugar, devido a problemas no monolugar.

O interessante do GP da Hungria é que parecia ser mais uma corrida tranquila para Hamilton que partira da pole position, contudo uma estratégia falhada da Mercedes após a bandeira vermelha na primeira volta atirou o piloto britânico para último. Sendo que Hamilton ainda conseguiu um surpreendente segundo lugar, após a desclassificação de Vettel, após o final da corrida.

Curiosidade: Hamilton foi mais rápido que todos ao longo de toda a corrida após o seu recomeço e parecia ter ritmo para chegar ao primeiro lugar, contudo os esforços de Fernando Alonso (Alpine) para o conter tiveram um papel-chave na vitória do francês da Alpine, Esteban Ocon.

2. GRANDE PRÉMIO DE ITÁLIA

Tal como tinha acontecido em 2020, O grande prémio de Itália ficou marcado, mais uma vez, por conceitos como imprevisibilidade ou surpresa. O que parecia impensável aconteceu com Daniel Ricciardo a vencer a prova e a Mclaren alcançar um 1-2 que irá ficar eternizado na sua história. Desde 2012, no Brasil, que a Mclaren não ganhava uma prova na Fórmula 1.

Com os dois primeiros lugares a cargo dos homens da Mclaren, o último lugar do pódio ficou para Valteri Bottas da Mercedes que, apesar de ter arrancado de último, terminou a corrida no quarto lugar, contudo devido à penalização de cinco segundos dada a Pérez, ascendeu à terceira posição e por consequente ao último lugar do pódio.

Estranho não ver Hamilton ou Verstappen a acabar no pódio, certo? Certo é que nenhum dos dois terminou a corrida depois do forte embate entre ambos a meio da corrida. Hamilton saiu das boxes entrando na primeiro curva lado a lado com Max com os dois a colidirem e a abandonarem a corrida, existindo assim uma segunda bandeira amarela (já depois do choque de Giovinazzi com um dos ferrari).

Já sem os líderes, a corrida recomeçou com uma série de ultrapassagens entre os pilotos do pelotão da frente, contudo sem nenhum ameaçar a liderança de Daniel Ricciardo que, não se restringindo à vitória, ainda foi atrás do ponto extra da volta mais rápida, conseguido na última volta da corrida.

Curiosidade: Desde 2018, no Mónaco que o piloto da Mclaren, Daniel Ricciardo não alcançava o primeiro lugar numa corrida.

3. GRANDE PRÉMIO DO BRASIL

Grande Prémio do Brasil, na minha opinião, o melhor da temporada. Um fim-de semana de emoções fortes para os amantes de fórmula 1, Lewis Hamilton levou a melhor sobre Max Verstappen, ganhando o grande prémio do Brasil, e as esperanças da mercedes e do piloto britânico em revalidarem o título de campeões tinham encontrado uma porta de saída.

Impressionante! Assim pode ser descrita a performance do piloto britânico durante todo o fim-de-semana, passado em terras onde a língua portuguesa manda.

Para muitos foi “só” mais uma vitória de Hamilton que chegou à sexta vitória na temporada, mas tudo o que se passou durante o fim-de-semana foi algo de memorável. Depois de um ótimo desempenho nos treinos livres, o heptacampeão mundial teve uma penalização de 5 lugares na grelha de partida por ter efetuada a quinta troca de motor na temporada, sendo que o máximo de trocas permitas são quatro. Posteriormente e apesar de ter feito o melhor tempo na qualificação, alcançando assim o primeiro lugar, o piloto britânico levou nova penalização, desta vez por uma alteração na asa traseira do W12, o que o levou a partir de último na qualificação sprint realizada no sábado.

Dava a sensação que ia ser um fim de semana terrível, mas rapidamente Hamilton refutou tal afirmação depois da sua performance no Sprint de sábado. Passou de vigésimo para quinto em apenas 24 voltas e, no fim, disse para a sua equipa que “it’s not over net”. Chegávamos a domingo, onde Bottas partira de primeiro e Max de segundo com Hamilton no décimo lugar. Assim que os semáforos se apagaram e a corrida iniciou, Hamilton começou a ganhar posições e terminou em primeiro, seguido de Verstappen e Sergio Pérez.

Curiosidade: Desde 2007, quando Raikkonen partiu de terceiro, que não assistíamos a um piloto que não estava na primeira fila de partida a vencer o GP do Brasil.

4. GRANDE PRÉMIO DE ABU DHABI

Para terminar, não seria justo da minha parte não eleger uma corrida que tivesse sido ganha pelo campeão do mundo de fórmula 1, Max Verstappen e daí a minha menção honrosa ter sido Abu Dhabi, a última corrida do ano. Não por ter sido uma corrida espetacular, mas sim pelo que representou.

O piloto da Red Bull começou na pole position, mas assim que os semáforos se apagaram foi ultrapassado por Hamilton, que liderou praticamente durante toda a corrida, mas que viu um safety car nas últimas voltas arruinar uma temporada.

O safety car entrou após um embate violento de Latifi, quando a vitória parecia entregue a Hamilton e atirou para a última volta a decisão do campeonato. Max vinha em segundo, mas facilmente ultrapassou Hamilton devido aos pneus novos que tinha montado e não deu hipóteses a Lewis. A corrida terminou com o então coroado campeão do mundo Max Verstappen em primeiro, Lewis Hamilton em segundo Lewis Hamilton e a fechar o pódio o espanhol da Ferrari, Carlos Sainz.

Curiosidade: Max Verstappen é o primeiro piloto neerlandês a conquistar um campeonato do mundo de fórmula 1 e desde 2013 que a Red Bull, com Sebastian Vettel, não tinha um piloto campeão do mundo.

Um ano marcado por corridas sensacionais, incríveis e surpreendentes. Um ano de emoções fortes que despoletou o carinho de cada fã por este desporto. Um ano marcado por uma disputa pelo título que não se via há muitos anos no universo Fórmula 1. Estes podiam ser certamente os meus desejos para a nova temporada de 2022, mas foi o que se passou em 2021 e que deixou todos os fãs com água na boca para a nova temporada. Por isso, que venha daí a nova temporada.

Duarte Amaro

Redação Bola na Rede · ver artigos