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George Russell: O líder da nova geração na Fórmula 1

Clara Maria Oliveira · 3 min

George Russell: O líder da nova geração na Fórmula 1
Foto de capa: Williams Racing

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O título pode parecer paradoxal. Afinal, é verdade que George Russell ainda não chegou aos pontos enquanto piloto de Fórmula 1. Porém, existem dados e diversas provas que fazem do britânico a maior aposta para se tornar a cara da competição a médio/longo prazo.

O domínio começou desde tenra idade, nas categorias inferiores do karting. Aos 11 anos, George já tinha conquistado um campeonato nacional de Cadetes e foi sendo promovido de escalão em escalão. O talento fez com que a evolução surgisse naturalmente e até venceu diversas competições contra nomes como Max Verstappen e Esteban Ocon.

Em 2014, o inglês subiu ao escalão de Fórmula 4 e desde logo se sagrou campeão. No entanto, foi na Fórmula 3 que George Russell sentiu que poderia ter o futuro em risco. Sem patrocínios e com as poucas possibilidades dos pais, o jovem continuou com muito esforço, mas depressa encontrou solução para os problemas.

A recém-criada academia da Mercedes-AMG aproveitou a situação e confiou no piloto. Depressa a aposta foi considerada um tiro certeiro da equipa alemã, que pelo meio “emprestou” o jovem à Force India para correr em treinos livres. Depois de brilhar nas primeiras voltas com um carro da F1, era certo que mais tarde ou mais cedo esse seria o seu lugar.

No meio do caminho até ao sonho de chegar à categoria principal estava uma época na Fórmula 2. Além de ser anunciado como piloto reserva da Mercedes, George também competia pela ART, onde dominou e quebrou diversos recordes da categoria de F2. Apesar da feroz competitividade, o britânico sagrou-se campeão.

Os 287 pontos conquistados bateram o anterior máximo de Charles LeClerc. No último Grande Prémio, em Abu Dhabi, o britânico também empatou o feito do monegasco no número de grandes prémios vencidos (sete). A qualidade foi demonstrada, mas faltava um lugar no carro dos sonhos.

Foto de capa: Williams Racing

Depois de algum impasse nas negociações, George Russell assinou pela Williams Racing para ser colega de Robert Kubica. Com nenhuma ambição ou expectativa de vitórias, esperavam-se algumas conquistas de pontos na temporada. Contudo, a falta de sorte e a pouca estratégia da equipa não facilitaram a adaptação ao mundo dos graúdos.

Na temporada de estreia na Fórmula 1, o britânico foi o último classificado da grelha e acabou como o único piloto que não pontuou. A verdade é que ter o carro mais lento do paddock não ajudou, mas mesmo assim demonstrou alguns flashes da qualidade que sempre demonstrou nas categorias inferiores.

Em 2020, Russell ainda luta para conquistar o primeiro ponto na categoria rainha. Entretanto, o jovem de 22 anos já garantiu mais um ano como piloto da Williams, mesmo depois de alguns rumores sobre uma possível troca de equipa. Os poucos patrocínios que rende quase atiraram um dos pilotos mais talentosos para fora das pistas.

Seria natural os fãs dos desportos motorizados martirizarem alguém que não demonstra serviço. Mas, pelo contrário, o britânico é um dos favoritos do público, principalmente para aqueles que acompanharam o seu percurso nas categorias inferiores. Um dos maiores exemplos foi sentido após o erro em Imola, onde colegas e adeptos acarinharam e deram força ao miúdo.

O começo pode ter sido negativo, mas o futuro é risonho para George Russell. Se tudo correr como é previsto, espera-se que o britânico possa agarrar o lugar de Lewis Hamilton ou Valtteri Bottas na poderosa Mercedes. Todos sabem o carinho que Toto Wolff tem pelo piloto, numa ligação quase paternal.

Até lá, vamos ver o inglês vestido no fato branco e azul da histórica Williams. Quem sabe se depois do erro não possa surpreender e conquistar os tão ansiados pontos. Faltam mais quatro etapas para terminar a temporada, mas ainda temos muitos anos para conseguirmos ver todo o talento de Russell ao volante.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Clara Maria Oliveira

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