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GP Abu Dhabi: Max Verstappen voa na hora da despedida

Angelina Barreiro · 4 min

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A CORRIDA: VEMO-NOS EM 2021!

Na última corrida do calendário, se a qualificação nos disse como é que o resultado iria ficar, a verdade é que as odds estavam certas: Max Verstappen (Red Bull) agarra o primeiro lugar, e nunca mais ninguém o vê. 55 voltas depois, vemos o piloto holandês a passar a linha da meta, com Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (Mercedes) a completar o pódio.

Numa corrida que considero a corrida mais monótona do campeonato, o único incidente de corrida foi o surpreendente abandono de Sergio Pérez (Racing Point), a abandonar por problemas no seu monolugar. Ele que já tinha começado em 19.º, por penalização, não consegue ajudar a equipa cor-de-rosa a alcançar o terceiro lugar do Campeonato de Construtores.

E foi tudo a que esta prova se baseou. É o fim de contas para os Campeonatos de Construtores e de Pilotos da temporada de 2020.

Com o quinto e o sexto lugar da McLaren, Lando Norris e Carlos Sainz (respetivamente), a equipa britânica garante o terceiro lugar do Campeonato de Construtores, por apenas sete pontos de distância do quarto lugar (Racing Point) e apenas atrás da Mercedes e da Red Bull.

Já no Campeonato de Pilotos, Lewis Hamilton já teria sido declarado campeão, como já se sabia, mas esperava-se que Max Verstappen pudesse ultrapassar o finlandês da Mercedes, Valtteri Bottas. Porém, hoje não foi um desastre para Bottas, pelo que Verstappen se singe pelo terceiro lugar do Campeonato, com apenas nove pontos de diferença.

Apesar da incrível corrida de Daniel Ricciardo (Renault), nem o abandono de Sergio Perez bastou para o australiano passar ao quarto lugar da classificação final, pelo que assim, o mexicano termina no quarto lugar, apenas por um diferença estonteante de seis pontos.

Também Abu Dhabi serve para marcar as despedidas para o próximo ano: De lembrar que Sergio Pérez ainda não tem lugar para o ano, e Kevin Magnussen (Haas) também se despede da Fórmula 1, juntamente com o seu colega de equipa, Romain Grosjean, que não pôde estar presente.

Não foi das corridas mais emocionantes do campeonato, muito pelo contrário, acabou por tornar-se numa corrida monótona, em que o único foco de distração foi analisar as estratégias das equipas e fazer as contas para a classificação final.

Assim sendo, acaba assim, mais uma época de Fórmula 1. 17 corridas em cerca de cinco meses, é de louvar o trabalho que milhares de pessoas tiveram para que tal facto acontecesse, sendo 2020 um ano atípico.

Quanto a nós, voltaremos brevemente, em 2021, com mais novidades. Se tudo voltar ao normal, em fevereiro estaremos nos testes de Barcelona, e em março teremos o GP da Austrália para voltar a acompanhar o melhor que há nos Desportos Motorizados.

Para quem perdeu tudo aquilo que foi a temporada 2020 de Fórmula 1, pode rever no nosso BnR Modalidades. Ah, e como diz o título da corrida: em 2021 estamos cá e já perspetivámos algumas coisas. Não percas!

Foto de Capa: Red Bull Racing

PILOTO DO DIA

Daniel Ricciardo (Renault) – É um pouco difícil classificar um piloto do dia. Max Verstappen (Red Bull) também foi brilhante na sua prestação, pois desde que arrancou, ninguém lhe tirou a frente. Mas, penso que hoje a concorrência (Mercedes) não esteve à altura, pelo que é por isso que tiro o chapéu a Daniel Ricciardo e à estratégia arriscada da Renault.

A Renault decide parar Daniel Ricciardo a mais de metade da corrida (volta 41/55), e, mesmo assim, o piloto australiano consegue aguentar o sétimo lugar até ao final. Não lhe chega para ultrapassar Sergio Pérez na classificação geral, mas, numa corrida em que as estratégias foram cruciais, penso que foi mais uma brilhante prestação da Renault, e de Ricciardo. Sem falar de quem fez a melhor volta da corrida.

DESILUSÃO DO DIA

Desistência de Sergio Pérez (Racing Point) – Depois de termos visto Sergio Perez a brilhar e a fazer a sua primeira vitória no GP de Sakhir, ver o piloto mexicano que ainda não tem lugar na Fórmula 1 a parar assim por problemas no monolugar, é uma desilusão.

Claramente que o piloto não é o direto culpado deste incidente, mas, com uma corrida tão constante como esta, penso que escolher este momento é o adequado para dizer que esperávamos ver mais de Checo, principalmente na sua última corrida pela Racing Point.

Angelina Barreiro

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