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GP Arábia Saudita: Venham mais batalhas destas

Bernardo Figueiredo · 4 min

Max Verstappen Arábia Saudita
Foto: Formula 1

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A CORRIDA: DESTA VEZ VENCEU VERSTAPPEN, MAS A LUTA COM LECLERC VOLTOU A SER DELICIOSA

Vínhamos de um Grande Prémio do Bahrain que já tinha deixado uma luta incrível entre Max Verstappen e Charles Leclerc. Isso ficou um pouco esquecido quando os Red Bull sofreram os seus problemas de fiabilidade, mas havia a expetativa para saber se íamos ter mais disto na Arábia Saudita. Tivemos, sim, com Max Verstappen a levar a melhor desta vez.

Verstappen ultrapassou Carlos Sainz logo no início da corrida para subir ao terceiro lugar, seguindo Leclerc no primeiro stint, com Sergio Pérez a manter a liderança no arranque. As hipóteses de Pérez chegaram ao fim quando o mexicano parou para trocar de pneus (após a Red Bull ter caído no bluff da Ferrari, que estava a instruir o monegasco para parar, com o piloto a acabar por não o fazer depois de perceber que o mexicano tinha parado). Depois da paragem de Pérez, veio o Safety Car para a pista, devido ao acidente de Nicholas Latifi.

Leclerc e Verstappen pararam durante o Safety Car, ultrapassando assim o Red Bull de Pérez, com Carlos Sainz a sair da sua paragem mesmo à frente de Pérez, apesar de o Red Bull o ter passado em pista. Pérez foi assim instruído a devolver a posição a Sainz, algo que o mexicano fez depois do reinício da prova. Depois seguiu-se uma longa fase de gestão dos pneus, uma vez que os dois primeiros classificados da corrida tinham parado mais cedo do que o esperado, devido ao Safety Car. Até que Fernando Alonso e Daniel Ricciardo tiveram problemas, parando os carros à entrada do pitlane, levando a um período de Safety Car Virtual.

Assim que houve bandeira verde para a corrida recomeçar, Verstappen não mais largou a sua presa. Leclerc começou por repetir aquilo que tinha feito no Bahrain, deixando o neerlandês passar na última curva antes da linha de DRS, de modo a poder passar na reta seguinte com a ajuda do DRS. Na ocasião seguinte, ambos travaram para tentarem evitar chegar primeiro à linha de DRS, com Leclerc a manter a liderança. Só na volta 47 (de 50) é que Verstappen levou a melhor, conseguindo o DRS sem perder ímpeto e passando para a frente.

Leclerc recusou-se a desistir, mantendo-se perto, mas sendo prejudicado por bandeiras amarelas decorrentes de uma colisão entre Lance Stroll e Alex Albon que levou ao abandono do tailandês. Assim, o campeão conseguiu a sua primeira vitória do ano, com Leclerc em segundo. Sainz e Pérez mantiveram o terceiro e quarto lugar, mas ainda vão ser investigados por não terem eventualmente abrandado o suficiente durante o período de bandeiras amarelas.

George Russell terminou num solitário quinto lugar para a Mercedes, com Esteban Ocon a ganhar uma luta com Lando Norris e a acabar em sexto, à frente do piloto da McLaren (sexto lugar que era a posição ocupada por Fernando Alonso antes do seu problema). Valtteri Bottas também estava bem posicionado para terminar nos pontos, mas também abandonou. Pierre Gasly fechou em oitavo, à frente de Kevin Magnussen e Lewis Hamilton, que teve uma corrida cheia de incidentes que vai ser abordada mais à frente, quando chegarmos à desilusão do dia.

Referir ainda que apenas 18 carros alinharam para esta corrida. Depois do acidente de ontem na qualificação, Mick Schumacher não participou na corrida em Jeddah (o piloto está bem e esteve inclusivamente no paddock, mas o carro foi poupado para a próxima ronda, na Austrália). Também Yuki Tsunoda foi impedido de participar, depois de o seu carro ter tido um problema na volta de ida para a grelha.

O PILOTO DO DIA

Max Verstappen (Red Bull) – O neerlandês teve um Grande Prémio do Bahrain amargo, acabando por abandonar devido a problemas que foram alheios ao piloto. Contudo, já aí tivemos um pequeno aperitivo do que podiam ser as lutas com Charles Leclerc ao longo do ano. Hoje tivemos mais um episódio desses e foi o campeão do mundo que levou a melhor, fazendo-se valer da sua persistência e inteligência.

A DESILUSÃO DO DIA

Lewis Hamilton (Mercedes) – O britânico começou a corrida em 15.º e terminou em 10.º, num Mercedes que Hamilton descrevia ontem como “inguiável”. Dito isto, o resultado pode nem parecer mau, mas podia ter sido bem melhor. Hamilton começou de pneus duros, ganhando posições no arranque e decidindo manter-se em pista na altura do Safety Car (tal como Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, que também tinham começado de pneus duros).

Hamilton estava em sexto, depois de ter ultrapassado o dinamarquês da Haas, mas falhou a hipótese de parar durante o Safety Car Virtual (VSC), antes de fecharem o pitlane. Quando parou, já com a corrida em andamento, caiu para 12.º e só conseguiu recuperar para 10.º, atrás de Magnussen (que também está a ser investigado por poder não ter abrandado em situação de bandeiras amarelas). Mas fica a ideia que o resultado podia ter sido melhor caso tivesse parado durante o VSC.

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

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