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A CORRIDA: 49 VOLTAS NA LINHA DO COMBOIO, MAIS TRÊS IMPRÓPRIAS PARA CARDÍACOS
Enquanto preparava esta análise da corrida, sintonizava o meu tom para um desagrado da corrida a que assistimos. Durante grande parte da mesma, vimos um comboio começado em Charles Leclerc (Ferrari) e que terminava em Sebastian Vettel (Ferrari). Lewis Hamilton e Valteri Bottas, levavam confortavelmente os seus Mercedes em primeiro e segundo lugar respectivamente, e em terceiro, estava Max Verstappen (Red Bull), num limbo sem velocidade para apanhar os homens da frente, mas bastante mais rápido do que quem vinha atrás. Tirando algumas ultrapassagens e um ou outro incidente que trouxeram o safety car à pista, pouco acontecia.
A partir da volta 49 da corrida, Valteri Bottas tem um furo no pneu dianteiro esquerdo, e começa a perder posições, deitamos as mãos à cabeça, é a oportunidade de ouro para Verstappen. Poucos segundos depois Lewis Hamilton começa a apresentar dificuldades, mas ainda sem furo, seguindo apenas bastante mais devagar que o normal. Max Verstappen pára, coloca pneus novos, com o simples objectivo de chegar à volta mais rápida para complementar o segundo lugar do pódio, agora que tinha deixado Bottas para trás. Imediatamente após esta paragem, Carlos Sainz (Mclaren) seguia em quarto e tem um furo no mesmo pneu que Bottas, e de seguida, o líder, Lewis Hamilton, aparece com o seu pneu furado.
Max Verstappen ainda tentou apanhar Lewis Hamilton, que na última volta mancava até à linha de chegada, mas terminou a corrida a cinco segundos do britânico, certamente a perguntar-se como teria sido se não tivesse parado.
So close, @Max33Verstappen 👀 😲#BritishGP 🇬🇧 #F1 pic.twitter.com/Qthn6bK9ME
— Formula 1 (@F1) August 2, 2020
No meio de todo este caos, um homem que não esperava um pódio hoje, e mais uma vez, com bastante sorte chegou lá, foi Charles Leclerc, que aproveitou ao máximo a desgraça da Pirelli para conseguir apenas o segundo pódio da Ferrari esta época. O australiano Daniel Ricciardo (Renault) viu-se “preso” atrás de Lando Norris (Mclaren) durante grande parte da corrida, mas foi capaz de ultrapassar o britânico nas últimas voltas, herdando o quarto lugar que pertencia a Carlos Sainz até aos problemas com os pneus, sendo Norris o único Mclaren a pontuar em quinto.
Esteban Ocon (Renault) teve uma das melhores batalhas da corrida com Lance Stroll (Racing Point), um dos pilotos que desiludiu na qualificação e na corrida, dado o potencial aparente do carro cor-de-rosa, terminando assim em sexto e nono respetivamente. O sétimo lugar ficou para o antigo homem da Red Bull, Pierre Gasly, com mais uma excelente performance, acima de Alexander Albon (Red Bull), o homem que o substituiu, e que sai de outra corrida em oitavo, mas com muitos pontos de interrogação relativamente a performance.
O último ponto, fica para Sebastian Vettel, que só com o caos final é que teve hipótese de chegar os pontos, após um mísero fim-de-semana onde teve imensas dificuldades em extrair velocidade do carro. Destaque pelo menos para a forma como evitou que Bottas o ultrapassasse na última volta.
Estes foram os pontos principais de uma corrida bastante monótona, que ganhou uma injeção de adrenalina nas últimas voltas. Por fatores externos, neste caso, porque os pneus Pirelli, que não aguentaram e prejudicaram a boa corrida dos pilotos afetados. Para a semana, a Fórmula 1 regressa a Silverstone, sendo os pneus escolhidos ainda mais macios. A solução? Para já, mais paragens nas boxes.
🏁 CLASSIFICATION 🏁
After an absolutely crazy final two laps, confirmation of Lewis Hamilton’s seventh win at Silverstone
And the first one by crossing the line with a puncture!#BritishGP 🇬🇧 #F1 pic.twitter.com/ueDrd5BwOo
— Formula 1 (@F1) August 2, 2020
Foto de capa: Fórmula 1
PILOTO DO DIA
A dramatic final minute at Silverstone, as @LewisHamilton and his Mercedes hold on for a famous victory! 😮 🏆#BritishGP 🇬🇧 #F1 pic.twitter.com/CmD8hrz2Fw
— Formula 1 (@F1) August 2, 2020
Lewis Hamilton – Estive prestes a escolher Pierre Gasly como o piloto do dia, porém, apesar da excelente corrida que realizou, o sétimo lugar que conseguiu deveu-se muito aos acontecimentos da última volta, mas ainda assim, segue um reconhecimento do trabalho do rapaz. Leclerc e Verstappen fizeram uma excelente gestão da corrida, e aproveitaram os problemas dos homens da frente, mas hoje vai para quem passou a linha de chegada, em primeiro, apenas com três rodas.
Até aos problemas com os Pirelli, Lewis Hamilton seguia em mas um passeio no todo-poderoso Mercedes, e esses passeios podem ser chatos para nós, mas tem de se dar o devido valor. Até bem perto do fim, ninguém o incomodou, havia avanços de Bottas, mas a situação estava controlada, com uma gestão excelente da corrida, como ele nos habituou por várias vezes. Depois no fim, leva o carro em três rodas por quase uma volta até à linha de chegada, que por sorte, era a última. São agora 30 pontos de avanço no campeonato para o segundo classificado Valteri Bottas, e o recorde de Schumacher está cada vez mais próximo.
DESILUSÃO DO DIA
That’s P9! #BritishGP #F1 pic.twitter.com/UZIdJRvIsn
— BWT Racing Point F1 Team (@RacingPointF1) August 2, 2020
Lance Stroll – Na Hungria fiquei surpreendido pela positiva com a qualificação em terceiro lugar de Lance Stroll, mas não senti o mesmo na corrida, em que aquele quarto lugar soube a pouco para o potencial que o carro já tinha demonstrado. Hoje, a história é a mesma, mas sem a satisfação da qualificação. O Racing Point ou Mercedes Cor-de-Rosa, já mostrou em várias ocasiões que a velocidade lá está, mas algo os está a prejudicar e a deixar a Mclaren fugir com o troféu de terceiro classificado.
Se é estratégia ou pilotos? Não sei, até parece um pouco dos dois, e se Lance Stroll quer provar que não está ali só por causa do pai, e que realmente merece estar numa das melhores equipas, têm de elevar o calibre das performances em corrida, e conseguir o pódio para que este carro tem potencial, ainda mais quando a equipa tem o azar de ter apenas um carro em pista, porque Nico Hulkenberg não conseguiu participar na corrida por problemas mecânicos.












