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Os 3 melhores momentos de Romain Grosjean na Fórmula 1

Angelina Barreiro · 3 min

Os 3 melhores momentos de Romain Grosjean na Fórmula 1
Foto: Formula 1

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2020 tem sido um ano de muitas dificuldades para todos, e essa dificuldade também se fez sentir nas equipas e na comunidade ligada à Fórmula 1. Falo disto, porque, por razões económicas, a Haas F1 Team tomou a decisão de separar caminhos entre a equipa e ambos os seus pilotos, Romain Grosjean e Kevin Magnussen.

Claramente que a saída de uma equipa não invalida a possibilidade de ficar na Fórmula 1 na mesma. Mas, no caso de Romain Grosjean e de Kevin Magnussen, e com as opções e com a renovação de geração a acontecer na Fórmula 1, torna-se pouco provável que os pilotos fiquem na categoria.

Por isso, neste artigo, marcarei três dos melhores momentos de Romain Grosjean na Fórmula 1, porque o piloto francês foi uma das razões pela qual eu me apaixonei pela modalidade e, nisso, não consigo ser imparcial o suficiente para deixar passar a notícia.

Conhecido por ser um dos pilotos mais humildes da grelha, Romain Grosjean irá terminar esta fase da sua vida com cerca de 180 corridas. No seu auge de carreira, o francês também já arrecadou dez pódios, com apenas segundos e terceiros lugares e, no seu percurso, passou pela Renault, Lotus F1 Team e Haas F1 Team.

Em sequência, este artigo acaba também por ser um pequeno agradecimento ao piloto pelos seus anos passados na Fórmula 1 e para lhe desejar toda a sorte do mundo nos seus futuros projetos.

Foto de Capa: Formula 1

3.

Fonte: Haas F1 Team

Grande Prémio de Áustria, 2018 – Talvez um dos melhores momentos do piloto francês, na Haas F1 Team, foi mesmo o quarto lugar conseguido no GP da Áustria em 2018.

Num ano em que o francês ainda não tinha pontuado, e houve toda aquela polémica em Baku do seu despiste durante o safety car, o GP da Áustria trouxe a Grosjean o boost de energia que ele precisava para aguentar o resto da temporada.

A sair de sexto lugar nessa corrida, a verdade é que Grosjean aproveitou que os «tubarões» da altura, como a Mercedes e mesmo Daniel Ricciardo (Red Bull), acabaram por se retirar por problemas no motor e teve a oportunidade de chegar ao quarto lugar, pertíssimo de voltar a fazer um pódio.

2.

Grande Prémio do Bahrain, 2012 – Claramente que teria de escolher o primeiro pódio de Grosjean na Fórmula 1 como um dos seus momentos de ouro.

Não foi apenas por ser o seu primeiro pódio e no seu ano de estreia na Lotus, mas também por ter sido da maneira espetacular que foi. Nessa corrida, Grosjean teve um dos seus melhores arranques da temporada, passando já de sétimo lugar para quarto e ameaçando os homens da frente, que se centravam em Sebastian Vettel (Red Bull), Lewis Hamilton (McLaren) e Mark Webber (Red Bull).

Também se destaca o duelo intenso entre o francês e o seu colega de equipa da altura, Kimi Raikkonen, que acaba por ficar à sua frente e, assim, na linha da meta, Grosjean conquista o seu primeiro pódio, em terceiro lugar.

1.

Grande Prémio da Bélgica, 2015 – Como o meu primeiro lugar, não poderia deixar de falar no Grande Prémio que marca o fim dos pódios de Romain Grosjean.

Mas, para mim, este é o meu momento favorito do piloto francês na categoria. Porquê? Porque o ano é 2015, a Lotus está perto da falência e os resultados da equipa já não são o que eram em 2012 e 2013. Para além disso, com a mudança da Lotus para a Renault, o piloto francês acabaria por decidir rumar para o novo projeto americano, a Haas F1 Team.

Falando dessa corrida particularmente, há algo de espetacular que acontece que acaba por se destacar do resto da prova.

Romain Grosjean está em quarto lugar. Sebastian Vettel (Ferrari) é o alvo a abater, depois de ter subido seis posições e estar colocado no último lugar do pódio. Uma luta entre os dois pilotos está acesa nas últimas voltas. É o tudo por tudo, quando, de repente, nas últimas duas voltas, o pneu de Sebastian Vettel rebenta e o alemão acaba por se retirar e, espetacularmente, Romain Grosjean conquista assim, o seu décimo e último pódio da carreira na Fórmula 1.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Angelina Barreiro

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