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Serão as qualificações «sprint» realmente necessárias? | Fórmula 1

Depois de uma ideia inicial de seis sprint qualifying para o presente ano, a Fórmula 1 anunciou no dia 14 de fevereiro que o campeonato contará com três corridas de 100km e que irão definir a grelha de domingo. Mas serão mesmo necessárias?

Para os mais desatentos: as sprint qualifying ou sprint races são corridas de 100km cujo grid é definido numa qualificação feita na sexta-feira. No sábado haverá ainda um treino no início da manhã e logo a realização da corrida que irá definir o grid de domingo, que contará com a corrida principal.

Esta sprint também tem pontos atribuídos – antes da mudança de dia 14, somente os três primeiros ganhavam pontos (1º – 3/ 2º – 2/ 3º – 1). Agora, são os pilotos de primeiro a oitavo pontuam (1º – 8 / 2º – 7 / 3º – 6…7º – 2/8º – 1).

As três corridas anunciadas serão realizadas nos GPs da Áustria, Emília Romagna (Ímola) e Brasil, com as seguintes alterações: sexta-feira com o primeiro treino livre de 60 minutos, seguido da qualificação com Q1, Q2 e Q3; sábado com o segundo treino livre, também de 60 minutos, seguido da sprint qualifying, que define a grelha de domingo; domingo com a corrida principal.

Este novo sistema, porém, poderá trazer algumas desvantagens: uma delas, o facto de o campeonato poder ser decidido mais rápido que noutras circunstâncias pelo número de pontos que o primeiro lugar recebe. São 24 pontos no total que o piloto que acabe as três corridas em primeiro lugar pode receber. Depois, o piloto que ficar na pole de sexta poderá não começar em primeiro lugar na corrida de domingo, dependendo das circunstâncias de sábado. E por último, é algo que desagrada à maioria dos fãs que segue o desporto.

Apesar dos protestos, a categoria rainha do desporto motorizado avançou com a ideia. Não acredito que as sprint qualifying possam dar mais interesse ao fim de semana, para além de tirarem tempo de treino para novas peças ou estratégias, uma vez que teremos novos monolugares para este ano. Monolugares esses que, segundo as regras, foram feitos de propósito para existirem corridas mais emocionantes, roda com roda, descartando completamente a ideia de uma qualificação em estilo de corrida.

Áustria, Ímola e Brasil poderão provar o contrário, mas até agora, não existe benefício em continuar com este método de qualificação. Pode ser que mudem de ideias para 2023, depois de vermos a verdadeira performance dos carros deste ano.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo redigido por Ana Catarina Ventura

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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