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A CRÓNICA: PORSCHE DEITA TUDO A PERDER APÓS INFRACÇÃO TÉCNICA

À partida para o primeiro E-Prix do fim de semana em Puebla, México, os líderes do campeonato viam-se atirados para a segunda metade da grelha após mais uma sessão de qualificação animada e imprevisível.

Pascal Wehrlein (Porsche) batia Oliver Rowland (Nissan) e Jake Dennis (BMW) por meros 99 milésimos de segundo, somando assim a sua primeira “Super Pole” desta temporada e mais quatro pontos para a contabilidade do campeonato.

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O arranque via Wehrlein manter a liderança, enquanto Rowland caía de 2.º para 14.º e Nick Cassidy (Envision) trazia para pista o “Safety Car” após um embate forte com o muro. Boas partidas para os dois Jaguar de Sam Bird e Mitch Evans, e ainda para António Félix da Costa (DS Techeetah), todos eles subindo mais de três posições cada.

Recomeço de corrida tranquilo para Wehrlein, que aproveita para activar cedo o seu primeiro “Attack Mode”, com os BMW de Maxi Günther e Dennis nesta altura a fechar os lugares do pódio.

Ao perfil particularmente longo e por isso pouco convidativo da zona de ataque da pista de Puebla, juntava-se um pelotão ainda compacto e parcas oportunidades de utilização da velocidade de ponta adicional por ser um traçado relativamente técnico. Isto levava Günther, Edoardo Mortara (Venturi) e René Rast (Audi), todos no Top 10, a esperar pela passagem do primeiro terço da corrida para activar a injecção de energia suplementar.

Durante este período, dificuldades para Félix da Costa e Nyck de Vries (Mercedes), com o português a falhar a sua primeira activação por centímetros e perdendo posições no processo, e o holandês a cair para 18.º após ser abalroado pelo Envision conduzido pelo então líder do campeonato Robin Frijns (que seria penalizado).

Problemas para o colega de equipa de Félix da Costa, Jean-Éric Vergne, à entrada da segunda metade da corrida, levando um “encosto” de Alexander Sims (Mahindra) logo após a activação do seu “Attack Mode” e descendo às boxes com danos terminais no seu DS Techeetah. Wehrlein ia seguindo em primeiro, ainda mais confortável após a segunda passagem, mais uma vez antecipada, pela zona de ataque.

Novo acidente a 18 minutos do final e novamente na mesma secção da pista, desta feita com Bird a sofrer contacto forte por parte de Alex Lynn (Mahindra), que alarga em demasia a trajectória e empurra Bird para o muro. Abandono para o britânico da Jaguar e de novo o Safety Car conduzido pelo português Bruno Correia entrava em pista.

Segundo recomeço tranquilo para a grande maioria dos pilotos e com 12 minutos de corrida por disputar. Wehrlein ia solidificando a vantagem na frente da corrida, colocando perto de dois segundos de distância entre si e o BMW de Dennis, enquanto Félix da Costa utilizava o seu costumeiro “Fan Boost” para ultrapassar o antigo colega de equipa Sims e subir a 8.º.

Pouco depois, potencial balde de água fria para Wehrlein, com a chegada da informação de uma investigação aos dois Porsche e aos dois Nissan por uma infracção técnica.

A abrir os últimos cinco minutos de corrida, grande ultrapassagem de Mortara a Günther pelo segundo lugar, enquanto os últimos “Attack Modes” (de Dennis e Evans) iam sendo activados.

Günther mostrava dificuldades, defendendo-se dos ataques de Félix da Costa e Dennis, e Rowland entrava nas boxes para abandonar e colocar fim numa corrida muito atribulada. Já perto do final, Lucas di Grassi, que ia fazendo até então uma corrida muito segura mas à margem dos holofotes, passa Mortara para subir, agora ele, ao 2.º posto, e Rast aproveita o convite e passa também Mortara logo de seguida.

Ainda antes do fim da corrida, acidente para Günther que o atira para fora dos lugares pontuáveis e horror para Wehrlein, o primeiro a ver a bandeira de xadrez!

Desqualificação por infracção técnica para os dois carros da Porsche e da Nissan. Um volte-face dramático com consequências nefastas para Wehrlein, que havia dominado a corrida de princípio ao fim, mas felizes para o veterano Lucas di Grassi, que volta a vencer após mais de uma época de jejum.

Júbilo também para o seu colega de equipa René Rast, que junta ao degrau intermédio do pódio a volta mais rápida da corrida, e para o chefe de equipa Allan McNish, que vê a Audi conseguir um 1-2 em mais um E-Prix de atrito e resultado imprevisível.

A primeira corrida de Puebla deixa Robin Frijns ainda no comando do campeonato de pilotos com 62 pontos, agora seguido de perto por António Félix da Costa, com 60 – quatro pontos apenas separam o Top 5!

Igualmente competitivo está o campeonato de construtores, que a Mercedes lidera com 113 pontos, mas agora muito pressionada pela Jaguar (107) e a DS Techeetah (106). A juntar a tudo isto, di Grassi torna-se assim o sétimo vencedor diferente em oito corridas disputadas nesta sétima temporada da Fórmula E, confirmando a imprevisibilidade desta ainda jovem modalidade do desporto automóvel.

Estão lançados, portanto, os ingredientes para um segundo E-Prix igualmente emocionante no traçado de Puebla, que tem início marcado para as 22 horas de Domingo (Portugal continental).

Foto de capa: Audi Sport

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