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A ANTEVISÃO: BOTTAS DOS TREINOS VS HAMILTON DAS QUALIFICAÇÕES
Chegou o fim-de-semana antecipado há 24 anos. A Fórmula 1 está de regresso ao nosso Portugal, desta vez no fantástico Autódromo Internacional do Algarve. Os veredictos já começam a chegar, em termos daquilo que é desenho do circuito, e os pilotos estão apaixonados, apesar de dúvidas relativamente aos pneus e ao asfalto.
Como em qualquer circuito novo, onde as equipas não possuem dados significativos, os treinos livres serviram para explorar onde estava a velocidade e como melhor abordar as subidas, as descidas, as curvas e as curvas com subidas e descidas que esta montanha russa disfarçada de circuito tem para oferecer. Como tal, nas sessões de treinos livres, vimos vários erros dos pilotos, imensas voltas anuladas por ultrapassar os limites de pista e muitas queixas relativamente aos pneus enviados pela Pirelli, os 3 compostos mais duros, que não tinham o maior nível de tração num circuito com asfalto muito recente.
O Status Quo parecia definido, com as diferenças a serem uma Ferrari muito mais próxima do topo e uma Renault a cair para trás daquela batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Na qualificação, foi assim que se desenrolou.
Após um atraso devido à reparação de uma tampa de escoamento de água solta durante a última sessão de treinos livres, finalmente conseguimos ver a performance total dos bólides mais rápidos do mundo em Portimão.
Valtteri Bottas (Mercedes) parecia o homem a bater, após liderar todas as sessões, incluindo a primeira e segunda Qualificação. Contudo, um tal de Lewis Hamilton (Mercedes) conseguiu a sua 97.ª pole position, na última volta da sessão. Os dois Mercedes, que mais uma vez fecharam a primeira fila da grelha, foram seguidos de muito perto pelo suspeito do costume, Max Verstappen (Red Bull), que começa em terceiro.
A rapid final run, and a 9️⃣7️⃣th pole for @LewisHamilton 💪
The moment he put it on pole at @AIAPortimao 👏#PortugueseGP 🇵🇹 #F1 pic.twitter.com/kgZtq2431b
— Formula 1 (@F1) October 24, 2020
Ao lado do homem da Red Bull, em quarto, começa um fantástico Charles Leclerc, que espremeu ao máximo as novas actualizações do seu Ferrari. Leclerc ficou a menos de meio segundo dos líderes, seguido de muito perto por Sergio Perez (Racing Point), que, mais uma vez, mostra o quão incompreensível é o facto de ele ainda não ter contrato para 2021.
Alexander Albon (Red Bull) começa em sexto, ainda muito longe do seu colega de equipa. Albon está sobre ainda maior pressão já que Christian Horner, o chefe de equipa da Red Bull, afirmar que o piloto tem duas corridas para provar que merece continuar na equipa. Os homens da Mclaren fecham a quarta fila, com Carlos Sainz em sétimo e Lando Norris em oitavo. As actualizações que a equipa tem testado não parecem estar a fazer efeito, estando a equipa britânica no mesmo sítio de antes, ou até ligeiramente menos competitiva.
Os últimos lugares do top 10 ficaram reservados para Pierre Gasly (Alpha Tauri), com mais uma excelente sessão de qualificação e luta por preciosos pontos em vista, e para Daniel Ricciardo (Renault), que, após um despiste na segunda sessão de qualificação, conseguiu manter-se dentro do top 10, mas sem realizar uma volta na Q3.
A Renault aparenta não se ter adaptado tão bem ao circuito quanto era esperado. Após várias corridas (nas quais foi solidamente a terceira melhor equipa), voltou a cair para a retaguarda da batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Esteban Ocon acabou em 11.º.
Whoa! Danny Ric goes for a spin at the end of Q2
He bips the rear wing on the barrier, but he gets out of the gravel, and he’s made it into Q3 😅#PortugueseGP 🇵🇹 #F1 pic.twitter.com/XQ5e3tsKKI
— Formula 1 (@F1) October 24, 2020
Daqui até ao final da grelha, são os suspeitos do costume. Destaco a má performance de Lance Stroll (Racing Point), que ficou muito longe do colega de equipa e do ritmo que aquele carro proporciona.
Para a corrida, há dois parâmetros que podem definir a história da mesma: os pneus e a primeira volta. Os pilotos queixaram-se da falta de tração dos sapatos durante todo o fim-de-semana. E com uma pit-lane bastante curta, há a possibilidade de se arriscar uma estratégia de duas paragens, dependendo de como terminar a primeira volta.
A pista tem várias curvas um pouco apertadas e “às cegas”, por isso, quando 20 carros tiverem de as contornar, há uma real possibilidade de uma situação semelhante à de Mugello… E um pouco de caos para baralhar a ordem estabelecida é sempre muito bem-vindo.
How things stand at the end of qualifying!
Just a tenth between the top two 🤏#PortugueseGP 🇵🇹 #F1 pic.twitter.com/iXHoaTxNAw
— Formula 1 (@F1) October 24, 2020
Foto de capa: Mercedes AMG
EQUIPA A TER EM CONTA

Racing Point – A equipa sediada em Silverstone é estupenda em estratégias. Com Sergio Perez no seu tour de despedida, um pódio era algo bonito de se ver. Lance Stroll está mais atrás, mas o ritmo verdadeiro do carro não é aquele. Em dia de corrida, veremos que facilmente se desembaraça dos adversários mais lentos. Um bom conjunto de pontos mesmo ali à mão, que pode criar uma vantagem confortável no terceiro lugar dos construtores, quando os rivais diretos não parecem estar no seu melhor fim-de-semana.
PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Max Verstappen – É um pouco bater no ceguinho a constante esperança de que Max Verstappen poderá destruir o domínio dos Mercedes. Contudo, ele já o fez pelo menos uma vez este ano e, amanhã, começa numa estratégia diferente dos homens em seu redor (com macios em vez de médios). Era sobre ele que falava quando toquei no ponto de se fazer mais do que uma paragem.
Se Verstappen conseguir ficar no meio de dois Mercedes, certamente ganhará motivação para forçar a equipa alemã a fazer as duas paragens. Funciona? Não sei, não sou engenheiro de corrida. Mas é deveras curioso que a Red Bull não tenha decidido apostar nos médios na Q2…
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