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As 4 maiores rivalidades entre colegas de equipa na Fórmula 1

Angelina Barreiro · 4 min

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Marcada por 70 anos de existência, e como um pouco de competição nunca pode vir só, muitas foram as rivalidades que marcaram a Fórmula 1, e que continuarão a marcar.

No entanto, estas rivalidades que falaremos hoje, tem uma caraterística distinta de muitas das que conhecemos: apenas falaremos sobre os choques entre colegas de equipa, que, por si só, acabam por dar muitas dores de cabeças às próprias equipas.

É de salientar que os critérios de escolha não foram só as disputas dentro da pista, como colisões e despiques, mas também polémicas fora dela, que acabam por afetar o ambiente que se vive na equipa.

Foto de Capa: Formula 1

1.

Nigel Mansell x Nelson Piquet (Williams) – A rivalidade entre o inglês e o brasileiro tornou-se numa das rivalidades mais intensas, não unicamente dentro de pista, mas, maior parte das vezes, fora dela.

O ano é 1986. Nelson Piquet já ganhou dois campeonatos pela Brabham (1981 e 1983) e decide a mudança para a Williams, convencido de que seria prioridade na equipa devido aos campeonatos. Porém, Nigel Mansell aparece, também com vontade de ganhar títulos pela equipa inglesa.

A situação entre os dois pilotos era tão hostil, que até Piquet achava que a equipa estava a dar prioridade a Mansell por ser inglês. A partir daí, os insultos começaram abertamente, custando até o campeonato desse ano para Alain Prost (McLaren).

E, para melhorar a situação, os dois pilotos continuaram na mesma equipa em 1987.

2.

Fonte: Formula 1

Alain Prost x Ayrton Senna (McLaren) – Esta, sim, é, provavelmente, a maior rivalidade de todos os tempos da Fórmula 1, e não poderia deixar de ser mencionada. Curiosamente, os dois pilotos estiveram na mesma equipa entre 1988 e 1989, porém, a rivalidade foi mais longe, mesmo quando Prost já estava na Ferrari, em 1990.

Podemos dizer que a chama se acendeu logo no GP de Portugal de 1988, quando o piloto brasileiro empurrou o colega de equipa para a parede.

A verdade é que Prost, sendo já duas vezes campeão, também não aguentou ver o seu colega de equipa a ser campeão nesse ano, no seu ano de estreia.

Em 1989, na decisão do título, no GP do Japão, ambos colidiram. Senna acabou por voltar à corrida, mas foi desclassificado, dando o terceiro campeonato a Prost.

3.

Fonte: Red Bull Racing

Sebastian Vettel x Mark Webber (Red Bull) – Chegamos ao século XXI. Os tempos são diferentes, mas as rivalidades não param.

Desde 2009 até 2013 que Vettel e Webber tiveram que aguentar dividir a box da Red Bull, mas, principalmente, nos últimos anos, notou-se uma fricção enormíssima entre os dois pilotos.

Na altura, Sebastian Vettel era «O Prodígio». Talvez um Michael Schumacher 2.0. E a Red Bull deixou isso muito claro, desde que o alemão conseguiu vencer o primeiro campeonato pela equipa austríaca em 2010, e continuou a ganhar até 2013. Sendo assim, isso faria de Mark Webber o segundo piloto, algo que não parecia justo, visto que o australiano já estava na equipa desde 2007.

Pode-se dizer que tudo começou no GP da Turquia de 2010, quando, numa luta entre posições de ambos os pilotos, Vettel viu-se obrigado a retirar-se e a equipa perdeu assim uma dobradinha no pódio.

Porém, as coisas pioraram. Já ouviram falar do «Multi 2-1» do GP da Malásia de 2013? Pois bem, Sebastian Vettel desobedeceu a ordens claras da equipa que diziam para o alemão não ultrapassar o colega de equipa, que liderava a corrida. A partir daí, muitas «indiretas» verbais se ouviram de ambos os pilotos, e o ambiente na equipa não era bom. Mark Webber acabou por se retirar da equipa, e da Fórmula 1 nesse ano.

4.

Fonte: Formula 1

Lewis Hamilton x Nico Rosberg (Mercedes) – Esta é uma das rivalidades mais recentes da Fórmula 1, e carateriza a equipa que mais tem dominado a categoria nos últimos anos.

Nem tudo foi cor-de-rosa para Lewis Hamilton na equipa alemã. A verdade é que, de 2013 a 2016, o piloto inglês teve, certamente, a ameaça vinda do piloto alemão, que se notava com muita vontade de lhe retirar um título.

O GP da Malásia de 2013 deu, mais uma vez, para criar problemas entre colegas de equipa, e a Mercedes não foi exceção, quando a equipa obrigou Rosberg a deixar passar o colega de equipa. No GP do Mónaco de 2014, a tensão intensificava-se, ao ponto de Hamilton declarar que eles não eram amigos.

E por aí, desde a luta muito renhida do título em 2015, que ditou muita fricção entre os dois, e que acabou por pertencer a Lewis Hamilton, até o tão aguardado título de Nico Rosberg, em 2016, que ditou o final da carreira do piloto alemão.

Angelina Barreiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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