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As 4 mudanças mais empolgantes para 2021 na Fórmula 1

Angelina Barreiro · 4 min

Foto: Red Bull Racing

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A transição de 2019 para 2020, ao contrário do que 2020 se resumiu, foi muito calma, no que toca à grelha de pilotos e equipas na Fórmula 1. Apenas tivemos a saída de Nico Hulkenberg e a vinda de Esteban Ocon para a Renault, e a saída de Robert Kubica e a sua substituição por Nicholas Latifi na Williams.

Porém, se o ano anterior tem poucas mudanças, reza a lenda que o próximo ano tem que ser um ano cheio delas. E 2021 será assim.

Assim, como as trocas são muitas, decidimos fazer uma pequena compilação das quatro mudanças que irão tornar a Fórmula 1 um pouco mais atrativa, por muitos motivos.

Foto de Capa: Red Bull Racing

1.

A vinda de Daniel Ricciardo para a McLaren – Depois da saída da Red Bull em 2018, Daniel Ricciardo parecia ter dois projetos em vista: Renault, e McLaren. Porém, o australiano aceitou o desafio de rumar para a Renault, que parecia ter um projeto mais promissor, depois do quarto lugar no campeonato de construtores nesse ano.

Dois anos mais tarde, Daniel Ricciardo desvincula com a equipa francesa e foi um dos primeiros a anunciar a sua saída em 2020, rumando assim para a equipa britânica em 2021, substituindo Carlos Sainz, que ruma para a Ferrari.

A McLaren acaba a sua performance em 2020 em terceiro lugar do campeonato de construtores, tendo estado em dois pódios. Isto faz-nos pensar que, com o sangue de campeão que continua escondido em Ricciardo e, agora que a Mercedes irá fornecer a unidade motriz, Daniel Ricciardo e a McLaren poderão ser uma combinação fantástica para chegar aos primeiros lugares, e quem sabe, ameaçar a Mercedes.

2.

O regresso do nome «Schumacher» na Fórmula 1 – Depois de Michael Schumacher ter encantado o mundo dos Desportos Motorizados, especificamente o da Fórmula 1, chegou a hora de renovar a geração da família.

Mick Schumacher, atual campeão da Fórmula 2, é um dos novos reforços da Haas F1 Team, substituindo um dos dois pilotos que saíram no final da temporada (Kevin Magnussen e Romain Grosjean).

Apesar da Haas ter acabado o campeonato em nono lugar, e o carro não ser o melhor da grelha, a verdade é que chega a ser emocionante voltar a ter o nome «Schumacher» na Fórmula 1, tendo em conta tudo o que o nome significa na categoria – os recordes batidos, as vitórias conquistadas, em suma, a História da Fórmula 1.

Vai ser bom acompanhar a evolução de um jovem como Mick. Não poderemos esperar uma grande melhoria no carro da Haas, mas poderemos esperar o tudo por tudo de um jovem dinâmico e ansioso por mostrar a todos o seu talento e que «filho de peixe sabe nadar».

3.

A mudança de «paradigma» na Red Bull – Este título pode parecer um pouco suspeito, mas a verdade é que tem uma explicação lógica.

A partir do momento em que a Red Bull decide dispensar Alexander Albon para o substituir por Sergio Pérez (ex-Racing Point), é uma mudança de paradigma por parte da equipa austríaca.

E porquê? Não só porque vamos ver, para 2021, dois «tubarões» na mesma equipa – a sede de Max Verstappen para ser campeão e o talento «veterano» de Sergio Pérez – mas também porque desde a década passada que a equipa tem vindo a pôr jovens do programa Junior da Red Bull, e Perez não é certamente um deles.

Ver Sergio Pérez numa equipa de topo é algo que ficou provado pelo mexicano em 2020 que deveria acontecer. Depois de na temporada passada ter conquistado a sua primeira vitória e ter conseguido o quinto lugar do campeonato de pilotos, não seria justo um piloto com tanto talento ir embora na sua melhor época. Por muito que Alexander Albon não seja mau, sendo jovem, terá mais oportunidades para entrar no círculo da Fórmula 1.

Para além disso, vai ser engraçado perceber em que medida o talento de Sergio Pérez irá pressionar Max Verstappen e causar tensão na equipa, coisa que não tem acontecido ao piloto holandês desde Pierre Gasly e Alexander Albon.

4. 

Adeus, rosa (Racing Point), olá, verde (Aston Martin) e olá, Sebastian – A Aston Martin está de regresso à Fórmula 1, mas, para essa mudança ter acontecido, tivemos que dizer adeus à tão carinhosamente apelidada no ano passado de «Mercedes Cor-de-Rosa».

Neste contexto, é entusiasmante voltar a ver a Aston Martin no grande plano do Desporto Motorizado, com um projeto que parece promissor, e se realmente o for como foi a Racing Point no ano passado (onde vimos o carro rosa a conquistar pódios e uma pole), poderá fazer, mais uma vez, frente aos Mercedes, coisa que esperamos ansiosamente para que aconteça.

Para a equipa, continuamos a ter Lance Stroll, mas, para além do canadiano, dizemos olá a Sebastian Vettel, que depois de severos anos na Ferrari, muda de equipa e este quatro vezes campeão do mundo merece um carro de topo. Será em 2021 que voltaremos a ver Sebastian Vettel no topo? Esperemos que sim.

Angelina Barreiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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