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GP da Austrália: it’s back!

Mariana Fernandes · 3 min

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cab desportos motorizadosA Fórmula 1 está de volta! A Austrália foi o palco do regresso da modalidade e do início da temporada, que conta já com a sua quota-parte de agitação.

E se a pausa de inverno foi pautada pela controvérsia à volta do novo modelo de qualificação, o primeiro Grande Prémio do ano seguiu a tendência. As novas qualificações assentam numa base de eliminação directa – com todos os veículos em pista –, em que os pilotos mais lentos vão sendo eliminados a cada minuto e meio. Na Q3, já com apenas dois carros a lutar pela pole-position, a ideia era criar um autêntico duelo pelo primeiro lugar no grid. Na Austrália, tudo correu mal – antes ainda da corrida, as altas instâncias da F1 reuniram e decidiram que já no próximo GP, no Bahrain, a antiga qualificação estará de volta.

As primeiras duas rondas ainda tiveram o seu “quê” de emoção, principalmente no final da Q1. A novidade e a surpreendente falta de tempo agitaram as equipas e causaram uma confusão positiva. Mas na Q3, os pilotos optaram por realizar apenas uma tentativa, numa estratégia de poupança dos pneus, deixando a pista vazia nos últimos minutos. A bandeira axadrezada acabou por ser levantada apenas pelo simbolismo.

Em pormenores mais pragmáticos, Lewis Hamilton conquistou a 50.ª pole da carreira. Rosberg confirmou a dobradinha da Mercedes, e Vettel, que abdicou da última tentativa, saiu do terceiro lugar da grelha.

O estado do McLaren de Alonso Fonte: F1
O estado do McLaren de Alonso
Fonte: F1

O GP da Austrália iria provar se a hegemonia da Mercedes está viva e pronta para continuar, ou se a Ferrari decidiu que tem uma palavra a dizer. E, pelo menos no arranque, todos acreditaram que a última seria a verdadeira. Sebastian Vettel realizou uma arrancada digna de ver e rever e colocou-se de imediato à frente dos dois Mercedes. Bem pertinho, Kimi Raikkonen aproveitou o embalo do colega de equipa e roubou a segunda posição – à nona volta, os dois Ferrari tinham a corrida controlada a seu favor.

Mas na volta 17, a corrida deu uma volta de 180°. Um aparatoso acidente entre Fernando Alonso (McLaren) e Esteban Gutierrez (Haas) causou a amostragem da bandeira vermelha e a consequente interrupção da corrida. Quando Alonso tentava passar Gutierrez, o mexicano da Haas guinou o carro para a esquerda, causando o embate entre os dois veículos. O McLaren capotou a grande velocidade e ficou praticamente destruído. Ainda assim, e felizmente, Fernando Alonso saiu do monolugar pelo próprio pé.

A corrida recomeça atrás do safety-car mas já nada é o mesmo: Kimi Raikkonen abandona, com o Ferrari a chegar às boxes já em chamas; Sebastian Vettel é prejudicado por uma paragem que demorou mais do que o previsto e regressa à pista em quarto, atrás dos Mercedes; Rosberg é agora primeiro e domina por completo a corrida.

Nas últimas voltas, Vettel correu atrás do prejuízo mas já sem qualquer hipótese. Ainda alcançou o derradeiro lugar do pódio, às custas de Ricciardo, mas deixou escapar a vitória e o tão preterido arranque canhão da Ferrari. Se quiser escrever a sua página na história deste Mundial, o alemão tem de fazer muito melhor do que aquilo que mostrou nas voltas finais.

Rosberg vai em quatro vitórias seguidas Fonte: Mercedes
Rosberg vai em quatro vitórias seguidas
Fonte: Mercedes

Nota positiva para Nico Rosberg. O alemão da Mercedes começa a temporada como terminou a anterior: a ganhar. A frieza das manobras e o controlo absoluto do carro garantiram-lhe a vitória. Espero, tal como muitos entusiastas da F1, que este seja o ano de Nico. Destaque para a Haas e Romain Grosjean, que conseguiram um surpreendente lugar nos pontos, nesta que foi a primeira corrida da scuderia.

No lado oposto da barricada fica Lewis Hamilton. O campeão em título, apesar de prejudicado pelas idas à box, mostrou-se incapaz de fazer frente aos pilotos que o desafiavam. A dificuldade em ultrapassar Max Verstappen e a maneira como foi suplantado por Vettel, depois de este sair da pit-lane, mostram uma possível fragilidade do inglês no regresso à competição. Esperemos para ver o desenrolar do campeonato.

A Mercedes conquistou mais uma dobradinha, Vettel continua a ser “o melhor dos outros”. A F1 regressou em força e atribulada, como já vem sendo habitual. O próximo Grande Prémio é já no fim-de-semana de 1 a 3 de Abril, no Bahrain, com o antigo modelo de qualificação.

Foto de capa: Scuderia Ferrari

Mariana Fernandes

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