Publicidade

GP do Japão: pole para Hamilton, último lugar para Alonso

Mariana Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesParece bastante improvável, mas é verdade: Lewis Hamilton nunca tinha conquistado a pole-position no circuito de Suzuka. 71.ª da carreira, décima da temporada, o piloto inglês continua a colecionar qualificações e a cavar uma distância cada vez maior para Michael Schumacher, que até este ano era o recordista absoluto de poles.

Hamilton esperou pela Q3 para fazer um tempo que lhe garantiu não só o primeiro lugar da grelha, como o recorde de volta no Japão: 1.27.319. Valtteri Bottas classificou-se com apenas 0.332s a mais, mas foi penalizado em cinco posições por ter trocado de caixa de velocidades. Sebastian Vettel, apesar de ter sido o terceiro mais rápido, beneficia do castigo de Bottas e arranca ao lado de Hamilton. Em teoria, é uma boa oportunidade para o alemão tentar um bom começo e intrometer-se na tranquilidade do Mercedes. Mas os tempos de Lewis Hamilton e o andamento que mostrou este fim-de-semana vão tornar a tarefa de Vettel quase impossível.

Os Red Bull saem ambos da segunda linha e têm mais uma oportunidade fulcral para conquistar um pódio e, quiçá, incomodar Vettel. Ainda assim, até pelos tempos de Ricciardo e Verstappen vemos que o controlo da Mercedes em Suzuka é claramente superior àquele que vimos em Sepang na semana passada: o australiano ficou a 0.987s de Hamilton, o holandês a 1.013s.

Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport
Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport

E se o segundo carro da Mercedes foi penalizado em cinco posições, o segundo carro da Ferrari não quis ficar atrás. Kimi Raikkonen teve um acidente no último treino livre e, apesar de ter feito o sexto melhor tempo do grid, deve arrancar de décimo.

Cá mais para trás, os dois Force India conseguiram ficar nos dez primeiros e Felipe Massa também fez uma classificação notável. Fernando Alonso nem sequer queria correr – já sabia que tinha uma penalização de 35 lugares para cumprir – mas acabou por fazê-lo por, tal como disse, “querer fazer uma boa qualificação perante os adeptos da Honda”. E cumpriu. Fez o décimo melhor tempo. Vai sair de último depois das várias alterações que a Honda fez no monolugar durante a noite.

O Grande Prémio do Japão tem data marcada para amanhã, com início às seis da manhã, hora de Portugal.

 

Foto de Capa: Mercedes-AMG Petronas Motorsport

Mariana Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.