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McLaren: Depois da tempestade, vem a bonança

Angelina Barreiro · 3 min

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Oito campeonatos de construtores, doze campeonatos de pilotos. São estas e muito mais as caraterísticas que conhecemos, que formam a História da McLaren.

Para além de somar, no seu currículo, mais de 50 anos de existência, a equipa iniciada por Bruce McLaren conquistou, e continua a conquistar milhares de fãs dos desportos motorizados por todo o mundo. Mas, principalmente, os fãs de Fórmula 1.

A somar 182 vitórias e 486 pódios na sua história, o seu último pódio foi conquistado, recentemente, quando o piloto espanhol Carlos Sainz Jr. alcançou o terceiro lugar no Grande Prémio do Brasil, na época passada. Por sua vez, não podemos falar do mesmo sobre as vitórias. Também foi no GP do Brasil, mas a última vez aconteceu em 2012, com Jenson Button a singrar na prova.

2019 volta a ser um grande ano para a McLaren, com a subida de Carlos Sainz Jr. ao pódio, no Grande Prémio do Brasil
Fonte: McLaren

Depois desta pequena reflexão, percebemos que a McLaren tem tido, como qualquer outra equipa a bordo na Fórmula 1, um histórico complicado de altos e baixos.

O «ERRO» DA HONDA?

A verdade é que, a McLaren, na sua História, sempre teve a sua tecnologia reservada para os motores Honda – estes, que deixaram de fabricar para a Fórmula 1 durante algum tempo, mas que, em 2015, voltaram em força.

E assim foi. A McLaren seria a “cobaia” que iria voltar a introduzir a tecnologia da marca japonesa, e, quem sabe, levá-la ao alto nível, novamente, no campo da melhor competição de carros do mundo.

Porém, a receção aos motores japoneses não foi a esperada. Um total de 27 pontos somados entre os outrora campeões do mundo, Fernando Alonso e Jenson Button, e um nono lugar no campeonato mundial de construtores, deram à McLaren um ano para esquecer.

A última vez que a McLaren conquistou uma vitória foi na mão de Jenson Button, em São Paulo, em 2012
Fonte: McLaren

Mas, como tudo é uma questão de tempo, também foi para os motores Honda se adaptarem à nova realidade que se juntava aos tempos modernos da Fórmula 1.

O ano de 2017 seria o ano em que se encerraria a parceria da Honda com a McLaren, que, mais uma vez, mostrou e provou que a Honda não estava preparada para se lançar, novamente, ao mundo complexo que é o da Fórmula 1. No entanto, é de salientar que a marca japonesa impressionou, no último ano, em equipas como a Red Bull e a AlphaTauri (ex. Toro Rosso).

O EQUILÍBRIO DEPOIS DA «GUERRA»

Com a Renault, a equipa inglesa parecia já estar a alcançar novamente resultados. Com um quarto lugar garantido na última temporada, e considerada a melhor equipa do meio pelotão – best of the rest -, a equipa inglesa tem dado esperanças de que, afinal, nem tudo está perdido.

A nível de pilotos, a McLaren, no seu pior momento da década, apostou em ex-campeões para conseguir ajudar a equipa no seu processo de adaptação. E, daquilo que vimos, de quase nada valeu.

Já este ano, a equipa tem lançado as camadas jovens para o sucesso: é o caso aberto de Lando Norris, de apenas 20 anos, e Carlos Sainz Jr., que já provou também estar à altura do desafio proposto.

Lando Norris e Carlos Sainz têm sido as grandes surpresas do Campeonato de Fórmula 1, e toda a gente parece torcer pelo futuro destes dois pilotos
Fonte: McLaren

A verdade é que, a equipa inglesa teve que passar por um mau momento para se aperceber de que deveria ter coragem para apostar e arriscar em mudanças. E, por enquanto, tem-se saído bem.

Tudo indica que, em 2021, a McLaren deixará a Renault, para apostar noutra mudança de motores: desta vez, será a alemã Mercedes que irá dar jus às necessidades da equipa.

Apesar do quarto lugar e do pódio conquistado no ano passado, não prometemos que a McLaren dê o “salto” de forma a ameaçar as restantes três “grandes” equipas. Mas, com o progresso que a equipa inglesa tem feito nos últimos anos, prometemos uma luta intensa entre esta e as restantes equipas, e, apenas posterior a 2021, é que veremos se a McLaren tem garra suficiente para voltar às glórias do passado e juntar-se às grandes da Fórmula 1.

Foto de Capa: McLaren

Artigo revisto por Joana Mendes

Angelina Barreiro

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