Mercedes AMG Petronas: A Perfeição Germânica

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A história do nosso mundo tem uma relação complicada com a Alemanha. Para muitos de nós, eles são os maus da fita das duas Guerras Mundiais do nosso mundo; no meio do século XX cometeram alguns dos mais horrendos crimes contra a humanidade; e dizem os estereótipos, são das pessoas menos bem-humoradas do planeta.

Mas há um lado alemão que é impossível não admirar. Apesar de arrasados por completo na Primeira Guerra Mundial, regressaram, e tornaram-se outra vez uma das potências da Europa; foram para outra guerra, mas mais uma vez perderam. O país ficou dividido em duas partes, e cá estamos no ano de 2019 e eles são novamente a maior potência europeia. Isto é um testamento do foco, cultura e mentalidade alemã que foi trazida em 2010 para a Fórmula 1, que no primeiro ano meteu piada de tão mediana que era, mas agora cansa de tão dominante que é.

Os últimos seis anos de Fórmula 1 a que temos assistido, tem sido sinónimo de apenas uma equipa a levantar o troféu de campeão no final da época, mas esse trabalho teve as origens um pouco antes, antes até de a Mercedes entrar como construtora na Fórmula 1.

Em 2013, tiveram o segundo lugar do campeonato, mas não na beleza…
Fonte: Formula 1

Em 2009, tínhamos acabado de assistir a uma das mais lindas histórias do desporto, quando a Brawn GP, contra todas as probabilidades, venceu o título. Como os motores eram Mercedes, a gigante construtora automóvel alemã, decidiu comprar a equipa, e criar uma equipa de raiz, em vez de ser apenas fornecedora. O projeto parecia ter tudo para resultar. Tinham o nome, tinham a tradição, tinham o Ross Brawn, tinham o Michael Schumacher (acabado de regressar da primeira reforma). Ou seja, tinham tudo para ter sucesso, menos um carro rápido.

A tradição desta equipa na Fórmula 1 era maior do que muitos se lembravam, e não entraram às cegas na competição, tendo quase 20 anos de experiência na construção de motores para outras equipas. Pela primeira vez desde 1955, a equipa entrava na Fórmula 1, e com bolsos fundos para investir. Na altura era Juan Manuel Fangio, agora era Michael Schumacher, mas este não era o piloto que tinha vencido sete campeonatos, não, este era um piloto já envelhecido, e sem velocidade para acompanhar o seu colega de equipa, Nico Rosberg.

Seguiram-se três épocas da equipa a não ser boa o suficiente, com apenas uma vitória em 2012, por Nico Rosberg, e a rondar sempre o quarto e quinto lugar.

Mas em 2013, algo surpreendente aconteceu. Um tal de Lewis Hamilton, que parecia já ter raízes na McLaren, cansou-se da falta de fiabilidade de um carro prateado, e saltou para outro. Na altura, todos lhe chamaram louco, sair de uma das melhores equipas de sempre, para ir para uma que tinha acabado de ficar em quinto lugar no campeonato. Mas qualquer que tenha sido a apresentação de Power Point que mostraram ao britânico, ele aceitou o lugar, e isso, deve ter sido das melhores decisões já feitas por um piloto.

Nesse ano, não conseguiram chegar ao nível da Red Bull, mas ficaram em segundo lugar, uma clara subida de forma comparativamente aos anos anteriores. No ano a seguir, a ordem era mudada, e era criada uma das máquinas mais dominantes já vistas nas pistas.

O único homem a parar Lewis Hamilton desde 2014
Fonte: Formula 1
Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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