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Os 10 melhores pilotos de Fórmula 1 em 2018

Luís Manuel Barros · 7 min

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O campeonato de Fórmula 1 de 2018 terminou e chegou a hora de analisar a época, neste caso, os pilotos. Esta lista baseia-se numa análise de performance durante toda a época relativa ao desempenho do carro, comparação ao colega de equipa e, como é obvio, a classificação final e pontuações no campeonato do mundo de Fórmula 1.

10.

A falta de confiança afetou de forma muito forte Valteri Bottas
Fonte: Paultan

Valteri Bottas – A maior justificação para a posição do finlandês é o simples facto de apenas conseguir um 5º lugar no mundial de pilotos, apesar de conduzir um carro que foi campeão de construtores. Tudo bem, chegou a um ponto na época em que Valteri era sacrificado em prol de Lewis Hamilton, mas tirando uma corrida ou outra em que foi genuinamente mais rápido que o britânico, Bottas nunca conseguiu ter a velocidade e consistência suficiente para bater o seu colega de equipa, tendo muitas vezes dificuldades em chegar aos lugares do pódio, num carro com todas as capacidades para o conseguir. A única razão que não o deixa fora deste top 10 é a falta de sorte que Bottas teve no início da época, onde falhas de motor e furos súbitos lhe tiraram a possibilidade de vitórias, algo que poderia ter significado uma época muito diferente para o Finlandês.

9.

A consistência deu a Sergio Perez o 8º lugar no mundial de pilotos
Fonte: Formula 1

Sergio Perez – Consistência é a palavra que melhor define Sergio Perez. O mexicano da Force India é daqueles pilotos que, sem ser espetacular na sua condução, consegue sempre aproveitar todas as oportunidades e conseguir bons resultados, incluindo um excelente pódio em Baku, Azerbeijão. Apesar de perder nas qualificações para o seu colega de equipa, Esteban Ocon (que por pouco não entrou nesta lista), Perez foi capaz de ser mais consistente nas corridas e conseguir o 2º lugar da chamada “Fórmula 1.5”.

8.

Mais uma época a arrastar maus carros para posições muito boas
Fonte: Formula 1

Fernando Alonso – Promessas e mais promessas foram feitas pela Mclaren, que com motores Renault voltariam ao topo, porque nos anos anteriores tinham o melhor chassis, mas o problema era a Honda. No entanto, aqui estamos, no final da época de 2018, e o carro da Mclaren acaba o ano como o 2º pior do grid, apesar do começo promissor. Se isto não demonstra a habilidade e carácter lutador de Fernando Alonso então não sei o que o faz. Chegar ao 11º lugar do campeonato nestas condições é extremamente difícil, mas Alonso, com a sua clássica inteligência em pista, desafiava muitas vezes as expectativas. Consegiu também o feito notável de se qualificar melhor que o seu companheiro de equipa Stoffel Vandoorne em todas as 21 corridas, e o belga não é um piloto qualquer, é um vencedor de Formula 2 e muito capaz atrás de um volante. Performances como esta, deixam na imaginação o que seria se Alonso tivesse o Ferrari de Vettel nas mãos.

7.

E o prémio de azarado do ano vai para…
Fonte: Red Bull

Daniel Ricciardo – Olhando para as estatísticas, seria difícil colocar Daniel Ricciardo neste top 10. Apenas 2 pódios, que são as suas 2 vitórias, na China e no Mónaco, e muito atrás do seu colega de equipa na pontuação final. No entanto, foi uma época de pesadelo para o australiano, com o seu Red Bull a recusar funcionar bastantes vezes, e quando funcionava tinha de começar no fundo do grid por causa de penalizações de motor. Danny Ric é um dos maiores talentos na Formula 1 e um dos pilotos mais adorados pelos fãs, pela sua condução agressiva mas limpa, com ultrapassagens fantásticas, as chamadas “dive bombs”, e foi doloroso ver uma época que começou com tanto potencial, ficar em cacos tão rápido. Agora é uma questão de a Renault criar um carro competitivo nos próximos anos, para que aquele sorriso gigante e os “shoeys“ do “honeybadger” voltem a aparecer.

6.

Mais uma época muito bem conseguida de Nico Hulkenberg
Fonte: Grande Prémio

Nico Hulkenberg – Nico Hulkenberg tem de ser um dos pilotos mais subvalorizados da última década. Conseguiu o 7º lugar, atrás apenas dos pilotos dos 3 grandes, uma posição razoável tendo em conta o bom carro que a Renault produziu, mas há outro número interessante, que são as 7 corridas que o “Incrivel Hulk” não conseguiu terminar. Isto só comprova o grande talento do alemão e a sua capacidade de obter resultados consistentemente. Se a Renault continuar a sua evolução a ritmo que o tem feito nos últimos 3 anos, é bem provável que vejamos Hulkenberg a conseguir o seu primeiro pódio, e, possivelmente, chegar a uma das grandes equipas da Fórmula 1 que, estranhamente, ainda não conseguiu.

5.

Aos 39 anos, Kimi Raikkonen teve uma das suas épocas mais fortes
Fonte: Formula 1

Kimi Raikkonen – O finlandês voador reapareceu pela primeira vez desde o seu regresso à Ferrari. Após 4 épocas em que serviu apenas como ajudante dos seus colegas de equipa, Kimi Raikkonen mostrou que, apesar da idade, o piloto que venceu o último campeonato mundial pela Ferrari ainda existe e pode ser discutido que, em condições equivalentes a Vettel, Raikkonen poderia ter estado na luta pelo título. Consistentemente no pódio e com uma vitória à qual nem o “Iceman” ficou indiferente, “F***ing finally” disse ele, o finlandês terminou a época em 3º lugar no campeonato e com uma segunda metade da época onde conseguiu mais pontos que o seu colega de equipa. É bom saber que a fantástica personalidade de Kimi vai continuar no grid e, quem sabe, elevar a Sauber a novos níveis.

4.

Debilidades psicológicas arruinaram uma época promissora
Fonte: Formula 1

Sebastian Vettel – Esta escolha foi difícil, porque o argumento de que Vettel merecia estar num lugar mais baixo é muito forte, tendo em conta os erros cometidos pelo alemão, que o retiraram da luta pelo título. No entanto, um 4º lugar é justo tendo em conta que nem tudo foi mau, afinal, não é à toa que se chega a um 2º lugar no campeonato do mundo de Fórmula 1. Basta recuar à primeira metade da época e, apesar de os erros já se começarem a mostrar, a Ferrari tinha um carro ligeiramente superior à Mercedes e parecia que conseguiriam tirar-lhes a hegemonia do desporto, graças a corridas como Bahrain e Silverstone que mostraram um Vettel extremamente focado e pronto a lutar pelo título. Contudo, tudo se desmoronou em Hockenheim, onde Sebastian cometeu um erro amador enquanto liderava, que lhe custou a vitória e a liderança do campeonato. A partir daqui, foi tropeção, atrás de tropeção, ora eram erros estratégicos da equipa, ora era Vettel que se tornava incapaz de lutar roda com roda sem se despistar. Contudo, o início de época do alemão foi fenomenal e é bom lembrar que nem sempre o título esteve nas mãos de Hamilton, muito pelo contrário.

3.

A época de Max Verstappen passou de besta a bestial
Fonte: Formula 1

Max Verstappen – Os 3 primeiros lugares desta classificação são um pouco previsíveis e este terceiro extremamente polémico tendo em conta as opiniões divididas em torno de Max Verstappen. No entanto, só houve um piloto a evoluir mais do que Verstappen e já falo dele a seguir. Após um começo horrível, com acidentes estúpidos e por culpa própria nas primeiras 6 corridas, tudo mudou a partir do Grande Prémio do Canadá. Pareceu até que a Red Bull trocou de piloto sem avisar ninguém, tal a diferença na abordagem que Verstappen fazia a cada corrida. Muita velocidade e consistência traduziu-se numa reviravolta, acabando a época com 11 pódios e 2 vitórias, apesar de merecer 3. Foi uma 2º metade tão forte que apenas Lewis Hamilton fez mais pontos. Agora o que Max tem de fazer é continuar este ritmo no próximo ano e, se a parceria da Red Bull com a Honda correr bem, é bem possível que o belga possa lutar pelo título.

2.

Estamos a assistir à ascensão de um futuro campeão
Fonte: Formula 1

Charles Leclerc – Charles Leclerc é o caloiro do ano! É estranho colocar este piloto em 2º lugar nesta tabela quando ele nem no top 10 da classificação geral acabou, mas há uma explicação. No início da época, a Sauber era a 2º pior equipa do grid e o piloto monegasco nem pontuar conseguia, provavelmente ainda se estava a adaptar aos carros de Fórmula 1. Mas a partir do Grande Prémio do Azerbeijão, em que conseguiu um excelente 6º lugar, Charles Leclerc tomou as rédeas do seu Sauber e passou a estar consistentemente nos pontos e em lugares que ninguém imaginaria que o seu carro chegasse. É um piloto extremamente talentoso, arrisco-me a dizer o mais talentoso que apareceu desde Verstappen, ou até Lewis Hamilton, mas alia isso a uma maturidade nada usual na sua idade. Conseguiu também a maior diferença média de tempos em qualificações para o seu colega de equipa, o já experiente Marcus Ericsson, e Leclerc superou-o por meio segundo, um valor muito alto em Fórmula 1. É ele que ganha o prémio de piloto mais evoluído e a sua recompensa foi um lugar na Ferrari no próximo ano, onde vai ser colega de equipa de Sebastian Vettel, por isso cuidado, Seb, o miúdo está cheio de fome para vencer.

1.

Possivelmente, a melhor época de sempre do britânico
Fonte: Formula 1

Lewis Hamilton – Esta foi a melhor época da carreira de Lewis Hamilton. É uma afirmação ousada, mas justificável. Nas últimas 5 épocas, o britânico da Mercedes teve sempre o melhor carro, de longe, sendo o seu maior rival o seu colega de equipa. Contudo, desta vez a história foi diferente. Na primeira metade da época, houve uma luta constante contra Sebastian Vettel onde a liderança do campeonato trocou de mãos várias vezes. Mas a segunda metade de Hamilton foi magnânima. Pole position atrás de pole position e vitória atrás de vitória, Lewis foi criando uma diferença cada vez maior para o seu rival da Ferrari, até que um campeonato muito disputado se transformou num passeio. Enquanto Vettel sucumbia perante a pressão e cometia erros, Hamilton disfrutava dela, mantendo-se na linha e tendo performances estupendas nas provas de qualificação, onde até em pistas em que a Mercedes não seria tão competitiva, este conseguia uma pole position com uma grande vantagem. É um penta campeonato merecido para um piloto que depois desta época merece ser considerado um dos melhores de sempre.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Luís Manuel Barros

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