Pierre Gasly: A carreira que poderia ser uma montanha-russa

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Pierre Gasly. O nome acaba por nos soar mais familiar nos últimos meses do que nos últimos anos porque é este menino que tem sido um dos grandes destaques do Campeonato de Fórmula 1 em 2020.

De apenas 24 anos, o francês nascido em Rouen tem tido um percurso no Mundo do desporto motorizado que poderíamos totalmente comparar a uma “montanha-russa”, devido aos altos e baixos que são claramente visíveis para quem acompanha bem a modalidade.

Adiante, é importante, assim, explicar aos menos atentos o que é que estes altos e baixos têm trazido a Pierre Gasly, sendo este o propósito deste artigo.

DA TORO ROSSO PARA A RED BULL…

Acabadinho de ganhar o campeonato da antiga GP2 Series (Fórmula 2 atual), em 2016, Pierre Gasly chega à Scuderia Toro Rosso, em 2017, para finalizar a época de Daniil Kvyat, fazendo assim as últimas seis corridas da temporada.

E assim se confirma, para o ano seguinte, como piloto oficial da scuderia italiana, ao lado de Brendon Hartley, levando a Toro Rosso ao quarto lugar logo no Grande Prémio do Bahrain, a melhor qualificação desse ano.

E era assim que Pierre Gasly conquistava a equipa que apostou nele desde os tempos do karting. Desta vez, em 2019, foi-lhe dada a oportunidade de correr ao lado de Max Verstappen, na equipa principal. Parecia um real «mar de rosas» para o piloto.

…DA RED BULL DE VOLTA PARA A TORO ROSSO…

Mas, como sabemos, a vida nem sempre é um mar de rosas, e Gasly sabe bem disso. Ao ser confirmado na Red Bull, podemos afirmar que o ano de 2019 para o piloto francês foi um ano agridoce. E de que maneira.

A pilotar no que se afirmava um dos carros mais competitivos da grelha, Pierre Gasly não atingia resultados dignos de um piloto da Red Bull. Ou seria assim que pensaria alguém que comparasse Pierre Gasly aos resultados de Max Verstappen que, em 2019, tentava dar luta à Mercedes, a equipa que atingiu a hegemonia desde 2014, enquanto que o piloto francês apenas estava ocupado a ceder à pressão.

E, quem pensou assim também foi a direção da Red Bull que, em julho, decide despromover o piloto novamente para a Toro Rosso (algo que também já tinha acontecido a Daniil Kvyat, em 2016), promovendo, então, Alexander Albon para o lugar.

O pior apenas aconteceu. No primeiro fim-de-semana de volta à Toro Rosso, em agosto, no GP da Bélgica, Pierre Gasly perde um dos seus melhores amigos de infância, num acidente na Fórmula 2 que tirou a vida a Anthoine Hubert.

Lembram-se de ter falado num ano agridoce? Aqui está. A mudança de equipa parece ter feito bem ao piloto francês. No final da época, conquista o seu primeiro pódio, no GP do Brasil, classificando-se em segundo lugar, num carro que, à vista do Red Bull, em nada era competitivo. «Há males que vêm por bem», diriam os nossos avós.

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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