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Ross Brawn está de regresso!

Mariana Fernandes · 2 min

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Cabeçalho modalidadesPois é, os rumores confirmaram-se. O antigo director da Mercedes, engenheiro da Williams, Benneton e Ferrari está de volta à modalidade rainha do desporto motorizado. Brawn regressa para assumir o cargo de director executivo da Liberty Media – os novos donos da Fórmula 1 – e mostrou-se radiante.

Recorde-se que o inglês tem, no currículo, 19 títulos mundiais; um deles com a sua própria equipa: a Brawn GP.

Ross Brawn vai trabalhar bem de perto com Chase Carey, o novo big boss da F1. E, ao mesmo tempo que surgiram notícias sobre as palavras de apreço que Carey dirigiu a Bernie Ecclestone, rapidamente a relação entre os dois esfriou, de acordo com o notado na comunicação social. Chase Carey afirmou que Ecclestone era um ditador e que, nos últimos anos, dirigiu a modalidade sozinho, sem ouvir opiniões ou permitir-se a outras visões.

Já Bernie mostrou o seu desagrado assim que a notícia se tornou oficial. O britânico, de 86 anos, disse que foi destituído e que tem agora um cargo que nem sequer sabe o que significa: presidente honorário da Fórmula 1.

Entretanto, a Liberty Media já anunciou que tem grandes planos para um novo Grande Prémio nos Estados Unidos. Esta nova prova não interfere com a realização do já existente GP, no Texas, e deverá realizar-se numa destas quatro cidades: Nova Iorque, Miami, Los Angeles ou Las Vegas.

Sean Bratches, Chase Carey e Ross Brawn: os novos patrões da Fórmula 1
Sean Bratches, Chase Carey e Ross Brawn: os novos patrões da Fórmula 1

Para além disto, Chase Carey quer manter os valores e tradições da F1, aliados a uma emoção renovada e a uma adrenalina sem precedentes, sendo de relembrar que a Liberty adquiriu os direitos do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, pela módica quantia de oito mil milhões de dólares.

Sean Bratches, o novo director das operações comerciais da modalidade, já delineou quatro objectivos fulcrais para a próxima temporada. O primeiro é a marca: segundo Bratches, a ideia é polir a marca da F1, trabalhá-la e elevá-la. Para além disso, os novos donos vão apostar no prisma digital, numa abordagem mais democrática em relação aos parceiros e na corrida em si. Mas, o que quer dizer Sean Bratches com “a corrida em si”? Nas suas palavras, “[e]stamos perante uma oportunidade imensa para criar uma vivência na corrida que capte os fãs, quer os espectadores quer os que vêem pela televisão”. Assim, vamos aguardar pelas mudanças.

Para já, em Portugal, as novidades não são muito animadoras. O canal Eurosport 2 Xtra foi descontinuado e ainda não se sabe onde é que a Fórmula 1 será emitida na próxima época. A pouco mais de dois meses do primeiro Grande Prémio da temporada – o GP da Austrália, a 26 de Março–, os fãs portugueses da modalidade ainda não sabem onde é que vão poder assistir às corridas mais emocionantes do mundo.

Artigo revisto por: Diana Martins

Mariana Fernandes

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