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Sochi: Mercedes confirma o inevitável, Parte I

Gaspar Ribeiro Lança · 2 min

Sochi: Mercedes confirma o inevitável, Parte I

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“Congratulations on the constructors’ world championship. History in the making!” Lewis Hamilton sabe-o. Aliás, todos o sabem. A Mercedes vive uma época histórica no Campeonato Mundial de Fórmula 1 e a edição inaugural do circuito de Sochi – cidade russa que depois dos Jogos Olímpicos de Inverno está pela primeira vez incluída no calendário da competição – serviu de primeiro palco para a festa da equipa alemã.

Talvez assombrada pelo terrível acidente testemunhado em Suzuka sete dias antes, a corrida decorreu de forma mais tranquila do que, inclusive, era previsto: sem safety car, sem acidentes de maior ou polémica. A corrida de estreia em Sochi fica, sim, marcada por boas razões: foi lá que a Mercedes fez a festa no que ao Mundial de Construtores diz respeito. Confirmou o inevitável, por outras palavras, dado que os resultados de Lewis Hamilton e Nico Rosberg não deixam margem para dúvidas já há alguns meses.

Em pista estavam 21 pilotos e um ‘fantasma’. E que fantasma. Jules Bianchi tinha gravada na pista uma mensagem de incentivo e esteve presente em cada uma das cinquenta e três voltas dos pilotos — talvez por isso não se tenha verificado nenhum acidente de maior e não tenha sido necessária a intervenção do safety car.

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Com o estado crítico de Bianchi presente no pensamento de todos, a edição inaugural do Grande Prémio de Sochi serviu… Para cumprir calendário. Sem acidentes, sem surpresas
Fonte: Sutton Images

Lá na frente, Hamilton viu Rosberg ganhar-lhe o primeiro lugar ao falhar a travagem na primeira curva, motivo pelo qual a Mercedes se apressou a restabelecer a ordem. A partir daí, foi mais um passeio para o britânico, enquanto o alemão fazia o impensável: recolheu à box no final da primeira volta com vibração de pneus e… Não mais terminou. Um jogo de pneus para uma só corrida.

Se à Mercedes tudo corria bem, a Red Bull ajudava a equipa germânica como se assim fosse necessário: nem Ricciardo (7º), nem Vettel (8º) conseguiam fazer frente à irreverente dupla que lidera e, assim, estava confirmada a primeira parte de um filme inevitável – Mundial de Construtores para a Mercedes, que pela nona vez na temporada terminava uma corrida com os dois carros na linha da frente!

No que ao mundial de pilotos diz respeito… É apenas uma questão de tempo. Depois de muita polémica entre os dois, Lewis Hamilton tem agora uma vantagem de 17 pontos sobre Nico Rosberg na classificação geral. O título será certamente entregue a um dos dois, dado que Daniel Ricciardo tem menos 75 pontos que o alemão. Para já, seguem-se 17 dias de pausa até ao GP dos Estados Unidos da América ter início. Depois, Brasil e Abu Dhabi.

Gaspar Ribeiro Lança

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