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GP Portugal: Miguel Oliveira arrasa a concorrência

Carolina Neto · 3 min

Miguel Oliveira
Foto: KTM Tech 3

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A CORRIDA: Um arranque canhão de Miguel Oliveira, um ritmo alucinante que impediu os rivais de alcançarem o falcão de Almada e “A Portuguesa” a ouvir-se no Autódromo Internacional do Algarve.

Esta crónica podia estar a ser escrita diretamente da bancada oeste do Autódromo Internacional do Algarve, mas a pandemia falou mais alto e todos assistimos ao grande prémio de Portugal através da televisão.

Depois da qualificação de sábado, as expectativas em torno do português Miguel Oliveira aumentaram ainda bem. Já sabíamos à priori que o piloto da KTM Tech 3 seria o que melhor conhecia o traçado de Portimão e que seria muito difícil para o restante pelotão.

Miguel Oliveira conquistava a pole position e os olhos estavam, inevitavelmente, postos em cima da sua moto… O sonho de alcançar a segunda vitória esta temporada estava ali ao virar da esquina, que é como quem diz, ao virar de 25 voltas.

O português puxou dos galões e teve um arranque canhão para se colocar na liderança da prova logo na curva um. E de lá não saiu mais até à bandeirada de xadrez. Oliveira demonstrou um ritmo alucinante durante toda a prova, não dando espaço a Franco Morbidelli ou a Jack Miller para irem à procura da vitória. O piloto da Petronas Yamaha SRT confessou, no final da corrida, que “era impossível alcançar o Miguel.”

A rodar sempre a 1.39 segundos, Oliveira cavou um fosso de mais de três segundos para os rivais diretos numa autêntica masterclass num circuito que tão bem conhece. No final, ouvimos o hino português, sentimos as lágrimas de Miguel Oliveira e fechámos a época de 2020 com a cereja em cima do bolo. Já o piloto português, ruma à KTM oficial e abre-nos a porta dos sonhos para 2021. De relembrar que com esta segunda vitória na classe rainha, o falcão de Almada termina no nono lugar do campeonato de motociclismo.

Se por um lado, Oliveira se tornou implacável, a emoção da corrida voltou a ficar guardada para as duas últimas voltas onde Jack Miller fez o que queria ter feito no grande prémio da Comunidade Valenciana e ultrapassou Franco Morbidelli para terminar a última prova do ano na segunda posição – que deu à Ducati o título de construtores em 2020.

Já o campeão do mundo, Joan Mir, acabou por abandonar a corrida ao fim de 16 voltas realizadas. Um autêntico pesadelo para o espanhol.

Além da vitória de Miguel Oliveira, o grande prémio de Portugal fica marcado por algumas despedidas: Cal Crutchlow abandona a LCR Honda para integrar a Yamaha como piloto de testes; Andrea Dovizioso entra num ano sabático e a lenda Valentino Rossi será piloto da Petronas Yamaha SRT em 2021.

Foto de Capa: KTM Tech 3

PILOTO DO DIA

Miguel Oliveira (KTM Tech 3) – Quem mais poderia ser? Ninguém. O português foi implacável ao não dar espaço aos rivais diretos depois de um arranque canhão, dominou toda a corrida chegando mesmo a fazer a volta mais rápida da prova. Foi senhor e rei em casa, e terminou o campeonato de 2020 na nona posição. Em 2021, ruma à equipa oficial da KTM.

A DESILUSÃO DO DIA

Joan Mir (Suzuki) – Depois de conquistar o título de campeão do mundo, o piloto espanhol parece não se ter adaptado ao circuito de Portimão e depois de uma má qualificação, uma má prestação em prova – cometeu um erro que lhe valeu a perda de várias posições e depois acabou por abandonar a corrida devido a problemas mecânicos.

Carolina Neto

Redação Bola na Rede · ver artigos

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