Publicidade

Nova época, novos pilotos, velhas maneiras

Hugo Santos · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesA primeira corrida vai acontecer apenas a 26 de Março porém, para alguns, a época de 2017 já começou em Valência, para outros, começou em Sepang. No BnR, começa agora.

Acredito que será, provavelmente, a temporada de MotoGP mais imprevisível de sempre. Não só pelas trocas de pilotos e equipas, como pelas novas marcas, mas também pelas questões técnicas. Mais imprevisível apenas seria possível se, por exemplo, existisse um novo circuito.

Mas vamos ao que interessa: os pilotos e as suas equipas.

A Honda continua com a mesma equipa desde 2013, com o campeão em título Marc Marquez e o seu companheiro Dani Pedrosa. Existe uma grande expectativa para se perceber o que a equipa HRC irá trazer a esta nova temporada, sendo que o foco está na aceleração da nova RC213V.

A LCR Honda apostará apenas em Cal Crutchlow, o único piloto de apoio à Honda oficial. Fazendo ainda parte da Honda, a Marc VDS Racing Team perdeu o seu chefe de equipa, Cristian Gabarrini, para a Ducati, e será Ramon Aurin o seu substituto. Jack Miller e Tito Rabat serão os pilotos oficiais.

Equipa Honda: #93 Marc Marquez e #26 Dani Pedrosa Fonte: Honda
Equipa Honda: #93 Marc Marquez e #26 Dani Pedrosa
Fonte: Honda

Na Yamaha, Valentino Rossi mantém-se por mais uma época, em busca do seu 10º título mundial, a contracenar, com Maverick Viñales, campeão Moto3 em 2013 e que tão bem pilotou a Suzuki no ano passado. Por enquanto, o ambiente na equipa está bem mais tranquilo, desde a saída de Jorge Lorenzo.

O campeão de Moto2 da época passada, Johann Zarco, e o seu colega Jonas Folger (ambos estreantes em MotoGP) ficarão aos comandos na equipa Monster Yamaha Tech 3.

E, obviamente, a notícia mais sonante é a da mudança de Jorge Lorenzo para a Ducati. Após 3 títulos de campeão de Motogp com a Yamaha, este será o maior desafio da sua carreira, até ao momento. Terá em Dovizioso um companheiro de equipa, escolhido em detrimento de Iannone, e provavelmente será o melhor indicador das evoluções da Ducati neste início de época, que se esperará uma moto mais fácil de conduzir, mas com o mesmo desempenho em velocidade de ponta.
O ano de 2016 foi um bom ano para a Ducati, dado que depois de ganhar as duas primeiras corridas desde 2010 e de fazer alguns bons pódios, apostaram em Lorenzo para, este ano, voltar a tentar o feito de Casey Stoner em 2007: o título mundial.

Equipa Ducati: #99 Jorge Lorenzo e #04 Andrea Dovizioso Fonte: Ducati
Equipa Ducati: #99 Jorge Lorenzo e #04 Andrea Dovizioso
Fonte: Ducati

Dentro do mundo Ducati, a OCTO Pramac Yakhnich contará com os pilotos Danilo Petrucci e Scott Redding, a Aspar Team com os pilotos Karel Abraham (de regresso após ter estado sem sucesso nas SuperBikes) e Alvaro Bautista e a Avintia Racing com Hector Barbera e Loris Baz.

A surpresa poderá muito bem ser de Andrea Iannone. Passou de dispensado da Ducati para a Suzuki, que anunciou uma mudança radical na sua máquina para 2017. Terá como colega Alex Rins (promovido da classe Moto2) e ambos vão ter bastante a provar nesta nova temporada de MotoGP. Vamos ver se a máquina corresponde ao pretendido.

A acompanhar com bastante atenção, existe também a Red Bull KTM Factory Racing: um regresso que contratou os experientes pilotos Pol Espargaro e Bradley Smith, colegas de equipa também na Monster Tech 3 em 2016, que terão certamente um período de adaptação, principalmente ao quadro de aço da nova KTM.

A Aprilia irá contar com o estreante Sam Lowes e o antigo piloto da Suzuki, Aleix Espargaro.

Apesar de este ano ainda não pertencer ao MotoGP, temos de dar especial destaque ao nosso piloto Miguel Oliveira, que deixa a equipa da Leopard Racing para voltar à KTM, num novo projecto em Moto2. Já foi dito pelo próprio que o objectivo será fazer o melhor resultado possível para que no próximo ano consiga ingressar na classe rainha. Vamos todos torcer por isso.

Equipa Yamaha: #25 Maverick Viñales e #46 Valentino Rossi Fonte: Yamaha
Equipa Yamaha: #25 Maverick Viñales e #46 Valentino Rossi
Fonte: Yamaha

São poucas as novas regras para 2017 e serão essencialmente para as corridas onde será permitida a troca de motos, sendo que agora apenas poderão estar quatro mecânicos devidamente equipados com os capacetes e em que um deles terá a “missão” de carregar na embraiagem da moto que irá ser utilizada.
Sobre o tema controverso das “asas” banidas, parece que a Yamaha foi a primeira a mostrar uma solução, ao colocar umas “asas” interiores. Veremos se conseguem ter a mesma aerodinâmica.

Digo que será a temporada mais imprevisível de sempre, não só pela qualidade dos pilotos ou pela adaptação das motos, como também pelos pneus Michelin e até pelos pequenos detalhes, pois creio que o foco estará nas saídas de curva, ao contrário do que acontecia o ano passado.

Concluo dizendo que a rivalidade irá certamente aumentar e, por isso, será importante a divulgação do “respeito motard“, que sempre existiu mas que se tem vindo a perder: as velhas maneiras que me foram incutidas quando entrei neste mundo de duas rodas, o cumprimentar e ajudar um companheiro de duas rodas quando parado na estrada.

Apoiem mais, critiquem menos.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Hugo Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.