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Armindo Araújo, Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes. Foram estes os três nomes que chegaram à última prova do Campeonato de Portugal de Ralis, com hipótese do título absoluto. Três nomes diferentes, com três máquinas diferentes. Armindo Araújo em Hyundai i20 R5, Teodósio em Skoda Fabia R5 e Fontes em Citroen C3 R5. Três pilotos, três máquinas e três equipas. Armindo com o Team Hyundai Portugal e com a preparação do carro a cargo dos espanhóis da RMC. Teodósio com a ARC Sport. Por fim, Fontes com a sua Sports & You.
Nas duas rodas motrizes, Rui Raimundo já se tinha sagrado campeão nacional dos navegadores nesta categoria. Agora faltava saber se Daniel Nunes também o conseguia fazer.
Nos troços, o líder do CPR não começou muito bem. Armindo Araújo encontrava-se apenas em sétimo na classificação geral. Quem estava a fazer o seu trabalho de casa bem feito era o piloto local, Ricardo Teodósio. O algarvio, que este ano venceu o seu primeiro rali à geral, estava lançado. No fim do primeiro dia já liderava, com cerca de 26s de avanço sobre José Pedro Fontes. A grande surpresa do rali foi Pedro Paixão, que, nesta altura, se encontrava na quarta posição. O piloto, que fez parte da armada madeirense presente no Algarve, era acompanhado por Jorge Henriques num Skoda Fabia R5.

Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
O segundo e último dia de rali começou com Teodósio na frente, até que, antes da especial oito, o motor do Skoda partiu, fazendo com que o algarvio ficasse de fora das contas do campeonato. Restava assim José Pedro Fontes na luta com Araújo. Nas duas especiais da manhã, Araújo recuperou e já se encontrava nos lugares do pódio. Na especial oito, também Fontes teve problemas. O homem da Sports & You caiu para quarto, deixando Armindo na liderança do rali e com o título nas mãos. O piloto de Santo Tirso limitou-se a rodar, preservando o primeiro lugar e conseguindo a vitória na última prova do CPR.

Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Assim, Armindo Araújo torna-se o primeiro piloto a conquistar cinco campeonatos absolutos, ultrapassando Carlos Bica e Joaquim Santos, cada um com quatro campeonatos.
Nas duas rodas motrizes, Daniel Nunes em Peugeot 208 R2 e Gil Antunes em Renault Clio RS R3T batalharam pelo título. Foi uma batalha um pouco inglória para Antunes, já que o piloto do Peugeot 208 R2 dominou por completo as estradas do rali algarvio, desde a primeira especial até à última.

Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Falando na armada madeirense, eu, há alguns artigos atrás, ponderava como seriam os pilotos madeirenses no CPR. Ora, a questão ficou mais resolvida. Alexandre Camacho veio de Skoda Fabia R5 e garantiu o título do TER, acabando na segundo posição da geral. Miguel Nunes pilotou o Hyundai i20 R5 do campeão de 2017, Carlos Viera, mas, com problemas na bateria, nunca pôde mostrar o seu verdadeiro andamento. A surpresa foi Pedro Paixão, que impôs um andamento fortíssimo. Este estava a rodar perto do pódio quando saiu de estrada na especial seis. Fica aqui mais uma questão no ar: será que em 2019 podemos ver os campeões regionais, Alexandre Camacho e Luís Miguel Rego, a disputarem provas do Campeonato de Portugal de Ralis?

Fonte: Hyundai Portugal Motorsport
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: Hyundai Portugal Motorsport












