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WEC | 1000 milhas de Sebring: Ninguém parou a Alpine e ela venceu

Ana Catarina Ventura · 6 min

WEC | 1000 milhas de Sebring: Ninguém parou a Alpine e ela venceu
Foto: WEC

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HISTÓRIA DA CORRIDA: “WEC” COM TUDO A QUE TEM DIREITO

A primeira corrida da 10.ª temporada do Campeonato do Mundo de Resistência teve de tudo – drama, bandeiras amarelas, bandeiras vermelhas com uma pitada de acidentes. Fica marcada desde já a primeira vitória da Alpine #36. Os portugueses só conseguiram um pódio.

Se recuarmos até ao início da mesma, já estaríamos com um olho na equipa francesa, graças aos resultados nos testes e qualificação. Mesmo com trocas de liderança com entradas nas boxs, a Alpine apresentou um bom ritmo, sendo mais rápida que ambos os Toyota e Glickenhaus. Quem também apresentava um bom ritmo foi a Porsche GT Team #92, que também tinha demonstrado isso em plenos testes e qualificação, ao ficar em primeiro na categoria e acabar também em primeiro.

Com o início de corrida sobre sol e muito calor no estado da Flórida, foi a Alpine quem se tornou logo líder da corrida, estendendo assim a sua pole position com sucesso. Filipe Albuquerque, no #22 da United Autosport tentava ultrapassar o Toyota #8 na partida. Um início de corrida sem problemas e que levou à estagnação.

Quem não estava com muita sorte era o #34 da Inter Europol com Esteban Gutierres, Fabio Scherer e Jakub Smiechowski. O carro verde e amarelo estava com dificuldades em fazer a sua corrida, tendo parado várias vezes em pista, mas retornando sempre à corrida, até que não deu para mais e teve de encostar. Situação caricata em que Eduardo Freitas, o diretor de corrida da WEC, teve de cancelar o Full Course Yellow, pois o #34 voltava sempre a andar e podia prosseguir com a corrida.

Entretanto, mais para baixo, a Porsche e a Corvette lutavam pelo primeiro lugar, trocando de posição sempre que podiam. O #92 e o #64 andavam inseparáveis até ao fim.

Com a corrida a chegar quase a meio, o Toyota #7 envolve-se em dois momentos críticos para a sua corrida – um primeiro toque com o carro #88 da Dempsey Proton Racing que o atira para o muro de pneus e danifica a frente do carro, o segundo momento foi o seu carro não responder ao volante e, com isso, seguiu em frente  e bateu com o carro noutro muro de pneus, capotando o mesmo. Felizmente, saiu consciente e por si. Com isto, foi acionada bandeira vermelha.

A corrida recomeçou com as barreiras já arranjadas. E com uma alteração: ao contrário do esperado, a corrida, que estava a ser contada por voltas (268 no total), passou a ser contada em tempo, para não exceder as oito horas de corrida, já que a bandeira vermelha ainda tomou um bom tempo a ser levantada.

Mas a corrida não demorou muito para receber outra bandeira vermelha, desta vez não por culpa de um acidente, mas, sim, por culpa da trovoada que se aproximava do circuito. A uma hora do fim, Freitas falou novamente às equipas a explicar que a bandeira vermelha que impunha seria mesmo pela “lei”, que pode obrigar à paragem da corrida pela segurança dos marshalls. Ainda se fizeram as últimas voltas debaixo de Safety-Car, mas, mais uma vez, foi decretada a bandeira vermelha e, assim, terminou a corrida, sobre o receio da chuva chegar.

Tendo a corrida chegado ao fim, foi tempo de ver os resultados. A Alpine #36 vence, assim, a primeira corrida do ano, com Matthieu Vaxiviere ao volante, André Negrão e Nicolas Lapierre como companheiros de equipa. Em segundo, nos Hypercar ficou #8 da Toyota com Sebastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hitakawa; para fechar o pódio ficou o #708 da Glickenhaus com Romain Dumas, Olivier Pla e Ryan Briscoe.

Nos LMP2, foi o #23 da United Autosport que venceu a corrida. Nesse mesmo carro estava o mais jovem piloto a vencer uma corrida da WEC: Joshua Pierson, com apenas 16 anos! Ao seu lado teve Paul Di Resta e Oliver Jarvis. Em segundo, terminou a WRT com o #31 de Robin Frijns, Sean Gelael e René Rast; para terminar o pódio, a segunda equipa da WRT, a Realteam by WRT, carro #41, onde se encontra Rui Andrade, Ferdinand Habsburg e Norman Nato.

Para os GTE PRO, quem venceu foi o Porsche GT Team #92, com Michael Christensen ao volante e Kevin Estre. No #64 Corvette Racing, que acabou em segundo, estava Tommy Milner e Nick Tandy. Em terceiro, terminou o segundo Porsche #91 com Richard Lietz e Gianmaria Bruni. AF Corse ficaram nos últimos lugares.

E, terminando as categorias, nos GTE AM, foi o Aston Martin #98 da Northwest AMR que venceu a categoria, com David Pittard, Paul Dalla Lana e Nicki Thim no carro. Em segundo, terminou o #33 da TF Sport com Marco Sørensen no comnado, Ben Keating e Florian Latorre, fazendo assim o 1-2 para a Aston Martin. Em terceiro, ficou o #56 Tewam Project 1, com Brendan Iribe, Ollie Millroy e Ben Barnicoat.

António Félix da Costa, no #38 JOTA com Will Stevens e Roberto Gonzales, terminou em sexto na categoria, enquanto Filipe Albuquerque, no #22 da United Autosport, acompanhado por Philip Hanson e Will Owen, terminou logo atrás, em sétimo.

O PILOTO DO DIA

Matthieu Vaxiviere – O piloto francês fez quase seis horas e meia de corrida, ou seja, grande parte da mesma no carro #36 e levou-o à vitória até ao fim. Conseguiu, em conjunto com os seus colegas, a primeira vitória do WEC e a primeira da equipa. Um bom começo para a Alpine e os seus pilotos.

A DESILUSÃO DO DIA

José Maria Lopes – Um erro gravíssimo que lhe custou a oportunidade de lutar pela vitória ou, pelo menos, pelo pódio. O Toyota #7 fica, assim, com um mau início de temporada, a juntar-se aos resultados menos positivos de testes e qualificação. Acima de tudo, o piloto está bem, e isso é o que interessa depois do aparatoso acidente que se assistiu.

 

Rescaldo de opinião de Ana Catarina Ventura

Artigo revisto por Joana Mendes

Ana Catarina Ventura

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