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WWE Money in the Bank: Um PPV que abanou a Nova Era

Redação BnR · 7 min

WWE Money in the Bank: Um PPV que abanou a Nova Era

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Fatal 4-Way – The New Day (c) vs The Vaudevillains vs Enzo and Big Cass vs Karl Anderson and Doc Gallows (WWE World Tag Team Championships)

Fonte: WWE
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A noite começou da melhor maneira, com o combate pelos títulos de Tag Team. Depois de mais uma promo brilhante dos New Day, este foi um combate que conseguiu aquecer o público. Várias  near-falls, todas as equipas a ter o destaque devido e um combate bastante animado, onde a imprevisibilidade esteve sempre presente. No final, os New conseguiram uma vitória limpa, ao fazer o pin em English, no entanto o fim do combate teve um botch. O pin foi em English mas o homem legal era Anderson. Propositado ou não, isso só saberá nas próximas semanas. Os New Day caminham a passos largos para baterem o recorde de equipa mais tempo campeã, um prémio mais do que justo, e devem continuar a rivalidade com o Club.

Dolph Ziggler vs. Baron Corbin

Fonte: WWE
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Apesar de ter demorado mais tempo do que seria “saudável” (o público rapidamente perdeu o interesse) o combate foi bom, tendo em conta o investimento (quase nulo) que a WWE fez nesta rivalidade. Teve boas mudanças de ritmo propiciadas pelo contraste de estilos de Ziggler e Corbin. O “Showoff” foi igual a si mesmo e Baron Corbin mostrou-se bastante agressivo e com alguma ofensiva matreira. A dinâmica entre ambos é bastante boa, pelo que é uma pena que esta rivalidade se tenha arrastado durante tanto tempo sem uma história que o justificasse.

No final, o homem certo ganhou: Corbin estava a precisar desta vitória para retomar a sua ascensão no plantel principal da WWE. Tem características bastante únicas e que podem fazer dele um dos principais heels do midcard e, quem sabe, uma das principais estrelas da companhia. Quanto a Ziggler: este, a meu ver, tem de voltar ao “drawing board”. A sua personagem precisa de uma lufada de ar fresco e uns tempos fora da televisão poderão ajudar a que “Showoff” tenha relevância novamente.

Natalya e Becky Lynch vs. Charlotte e Dana Brooke

Fonte: WWE
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Um combate que não tinha quase nenhuma história e que despertou pouco interesse. A juntar o pouco tempo que as quatro lutadores tiveram no ringue, faz deste o combate mais fraco da noite. Valeu apenas pelo final. A vitória surgiu à Women´s Champion quando Dana Brooke distraiu o árbitro. Uma vitória que reforça o poder dupla, numa altura em que estava no ar a sensação de que Dana e Charlortte podiam-se separar. Mas a melhor parte veio a seguir ao combate. Natalya atacou Becky Lynch, frustrada pela derrota. Um heel-turn que é visto com bons olhos. A personagem de Natalya já estava estagnada e este heel-turn pode dar um novo rumo a Natalya e, principalmente, cria mais histórias e feuds na divisão feminina que tanto precisa.

Sheamus vs Apollo Crews

Fonte: WWE
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Apesar do começo lento foi um combate interessante de se ver. Sheamus cedo impôs a sua agressividade e tamanho a Crews que, com o decorrer do combate, conseguiu ganhar ímpeto e aumentar a velocidade do mesmo. Sheamus, no entanto, foi maioritariamente dominador. Após um White Noise do canto e de um pin do qual Apollo se safou à segunda contagem, Sheamus distraiu-se a reclamar com o árbitro e Crews capitalizou com um roll-up, vencendo assim o combate.

O final permite que a história se desenvolva e eleva tanto Apollo, que conseguiu superar Sheamus, como este último, que pode reclamar que foi vencido por sorte. Se a WWE der tempo a esta feud e a possibilidade de Apollo Crews desenvolver a sua personagem, que ainda não tem nada de distintivo, pode ter uma boa feud de midcard em mãos. Se não o fizer sujeita-se a ter outro Corbin vs Ziggler.

John Cena vs AJ Styles

Fonte: WWE
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Que combate de sonhos! Foi tudo aquilo que se esperava dele: eletrizante, com uma história dentro e fora do ringue muito bem contada e com um final que deixa todos a pedir por mais.

A luta começou com cânticos tanto a favor de Cena como de AJ Styles. AJ, conforme disse várias vezes, deu baile a Cena no que toca a aspetos técnicos dentro do ringue. Sempre que Cena tentava construir ímpeto Styles arranjava modo de contra-atacar a ofensiva da figura maior da WWE.

O combate foi longo mas não se notou. Cena começou a dar luta a Styles, o que fez com que o confronto entre ambos ficasse mais partido e repleto de falsos finais e inversões aos respetivos ataques. Foi uma verdadeira demonstração da arte por dois grandes mestres.

O final foi algo previsível mas perfeitamente justificável: Cena vai para aplicar o Atitude Adjustment a Styles e, acidentalmente e sem se aperceber, derruba o árbitro. Após executar a manobra faz o pin, mas ninguém faz a contagem. Dada a ausência de árbitro, Doc Gallows e Karl Anderson irrompem pela arena, aplicam o Magic Killer e colocam AJ em cima de Cena. O árbitro recuperou a compostura e contou até três, vencendo o líder do The Club.

Era muito difícil AJ ganhar limpo contra John Cena: falamos de John Cena, afinal. No entanto, isso acaba por se tornar irrelevante. Este final garante que estão para vir mais combates entre os dois e isso é verdadeiramente entusiasmante. A rivalidade deverá culminar no SummerSlam e, na verdade, tanto faz quem vence por último. O que importa é que vamos ter a oportunidade de assistir a pelo menos mais duas demonstrações de mestria por parte de ambos. “Só” isso basta

Money in the Bank Ladder Match

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Provavelmente um dos melhores combates pela maleta que a WWE já teve. Imprevisibilidade, spots fantástico e 6 lutadores que deram tudo. Desde powerbombs para as escadas a lutas pela maleta onde ninguém sabia quem ia ganhar, este combate, tal como se esperava, foi dos melhores da noite. Del Rio, Zayn, Cesaro tiveram em grande destaque mas a vitória acabou por surgir a Ambrose. A par de Owens, o grande favorito a esta conquista e um dos wrestlers que mais merece estar no main-event. Mas a noite para Ambrose ainda não tinha acabado.

Rusev (c) vs. Titus O’Neil (US Championship)

Fonte: WWE
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Na antevisão foi dito que esta era uma rivalidade refrescante e para continuar. No entanto, tudo aparenta que a WWE tem planos bem maiores para Rusev neste verão e Titus O’Neill não fará parte deles. Se uma derrota por desistência no primeiro combate e em frente aos filhos não é um final definitivo de uma rivalidade então não sei o que poderá ser. Para além disso, mostra que esta não teve muito propósito para além de dar a Rusev algo que fazer e colocar mais um combate pelo título no cartaz: seria ridículo não disputar três dos cinco títulos da WWE num Pay per View.

O combate foi relativamente acelerado dado o pouco tempo que tinham para estar no ringue e acabou por não ser nada por aí além. Suceder ao combate entre Cena e Styles e ao Money in the Bank já não é fácil, muito menos quando tem de se lutar antes do main event entre Roman Reigns e Seth Rollins. Nenhum deles comprometeu, mas também nenhum deles deslumbrou.

Com esta vitória fácil Rusev mantém a sua onda demolidora e está melhor do que nunca. Apesar do combate assim-assim, o título dos Estados Unidos está em boas mãos e deve ficar com Rusev pelo menos até ao SummerSlam.

Roman Reigns (c) vs Seth Rollins (WWE World Heavyweight Championship)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

7 meses depois, Seth Rollins estava de volta aos ringues. O regresso do “Architect” foi muito saudado pelo público, assim como Reigns voltou a ser apupado. O campeão teve uma atitude quase de heel durante todo o combate, tendo sempre a iniciativa, castigando ao máximo Rollins e mandando imensas bocas, típico de um heel. Uma atitude que se percebe, pois Roman Reigns lutava contra o homem que o traiu, e uma atitude que se vê com bons olhos, pois é este o Reigns que o público quer. O combate foi bastante intenso e se Roman Reigns dominou ao inicio, Seth Rollins também teve o seu tempo para brilhar. Vários finishers, várias near-falls e um público bastante curioso para ver se Roman Reigns voltava a ser o super-homem e salvar-se de tudo ou se Seth Rollins voltava a ter o título que nunca perdeu. E foi Rollins a conseguir ganhar o combate, ao fazer o pin limpo em Reigns. Uma situação que surpreendeu todos, pelo facto de ter sido uma vitória limpa.

Mas se este era um combate entre ex-Shield e num PPV como o Money in the Bank, há sempre um terceiro elemento a ter em conta. Dean Ambrose não esperou muito e fez o cash-in. E o público delirou completamente. Após dois anos a cheirar o título, após dois anos onde parecia que todas as oportunidades escapavam entre os dedos, Dean Ambrose conseguiu o tão desejado título. Uma decisão que abana as coisas na WWE. É verdade que Dean Ambrose já tinha afirmado que se ganhasse a maleta, podia fazer o cash-in na mesma noite, mas a WWE já nos mostrou que quando as coisas são muito óbvias, elas não acontecem, daí muitos não acreditarem numa vitória de Dean e no cash-in na mesma noite(embora após a vitória no combate pela mala, as possibilidades aumentaram bastantes). Com Ambrose campeão, a WWE dá o título a um dos super-favoritos do público, faz reacender aquela que foi A rivalidade há dois anos, entre Seth Rollins e Dean Ambrose e prepara o caminho para no SummerSlam termos o combate de sonho, desejado desde o fim dos Shield, a triple-threat entre os 3 membros.

A WWE queria fazer deste o melhor Money in The Bank de sempre e só pelo final o objectivo foi alcançado. Grandes combates, decisões acertadas e um final que promete abanar o panorama da Nova Era que se vive na WWE.

Redação BnR

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