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As 5 cartas mais complicadas de defrontar no FIFA22 Ultimate Team

Pedro Gonçalves de Andrade · 6 min

Foto: Pedro Gonçalves de Andrade / Bola na Rede

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Após um mês de FIFA 22 e três edições do novo formato da FUT Champions, já há uns quantos jogadores surpreendentes que se candidatam ao Hall of Fame de cartas adoradas pela comunidade FIFA. Cartas como Ben Yedder no FIFA 20, Romain Alessandrini no FIFA 18, Moussa Sissoko do FIFA 19 até ao FIFA 21, ou então a tripla ofensiva da Roma no FIFA 15 de Gervinho, Doumbia e Ibarbo.

Neste artigo vou mencionar cinco cartas que nesta fase inicial do FIFA 22, surpreendentemente têm causado o pânico na minha defesa, controlado o meu meio-campo ou dominado o meu ataque.

Deixo já aqui o aviso que não vou falar de Lacroix nem de St. Juste, excelentes opções para o eixo da defesa, contudo não os tenho considerado assim tão complicados de defrontar.

1. NABIL FEKIR

Antes de começar, gostava apenas de esclarecer que esta lista é de ordem aleatória, contudo, em termos de irritação pessoal este primeiro jogador é aquele que mais me tem afetado sempre que jogo. Em primeiro lugar, a carta base de Fekir já era complicada o suficiente de defender, quando a EA decidiu publicar um Desafio de Construção de Plantel, a um preço acessível por uma carta com possibilidade de melhoria, Fekir tornou-se o jogador mais utilizado pela comunidade.

Com a nacionalidade com melhores ligações do jogo, uma liga repleta de jogadores meta, Fekir é pedra basilar em muitas equipas neste ciclo de FUT. Jogando atrás do avançado ou mesmo como referência ofensiva, os seus atributos de drible em conjunto com o seu remate, força e capacidade de rematar com o seu pior pé, tornam-no uma constante ameaça à baliza. A sua força permite aguentar a carga mesmo dos defesas mais fortes, a sua agilidade permite virar mais depressa que o seu marcador, e o seu remate parece encontrar sempre o caminho para o fundo da baliza.

Em caso de melhoria, esta carta de Fekir é bem capaz de aguentar mais uns bons meses como opção válida no Ultimate Team. Para os visionários que completaram o DCP antes dele expirar têm, neste momento, o melhor avançado/médio ofensivo da Liga Espanhola no jogo.

2. VINICIUS JR

Outro jogador que nesta fase inicial do jogo já tem uma carta especial em seu nome, e tal como no caso de Fekir, tanto a carta especial como a base são opções válidas para qualquer equipa. Durante a primeira semana de jogo, joguei com Vinicius e tenho a dizer que era sem margem de dúvidas o meu jogador mais desequilibrador.

A sua velocidade, agilidade e drible tornam-no um dos jogadores mais complicados de apanhar pelo flanco. Sabe usar bem os dois pés, o que ajuda a sua imprevisibilidade dentro da área. Contudo, o que torna esta carta o melhor extremo esquerdo num baixo orçamento são as suas 5 estrelas de movimentos técnicos. Apesar de vários jogadores terem 5 estrelas de movimentos técnicos, as fintas em Vinicius parecem ser mais rápidas que os restantes, e acima de tudo mais controladas que as restantes.

O único ponto contra Vinicius no FIFA 22 é a sua capacidade de remate e passe, que fica aquém da concorrência. No fundo, Vinicius encontra o espaço para o remate ou passe de rutura melhor e mais depressa que os outros, porém, no momento decisivo os seus atributos não o ajudam e por muitas vezes vacila.

No entanto, a sua forma na vida real significa que mais cartas da Equipa da Semana podem surgir, o que significa que Vinicius continuara a ser a melhor opção para o flanco esquerdo no seu campeonato.

3. JULES KOUNDÉ

Apesar de aqui a expressão surpreendente poder não ser a mais correta, pois já no ano passado tinha uma carta especial impressionante, e os seus atributos serem perfeitos para a defesa central neste jogo, sempre que jogo contra Kounde sei que os meus avançados não vão ser capazes de receber sem ser no mínimo pressionados por ele, e que os meus alas não lhe vão ganhar um sprint durante todo o jogo. Kounde, em jogo, parece Maldini no seu auge.

Posicionamento irrepreensível, desarmes fortes e precisos, mas o que torna Kounde um dos melhores centrais do jogo é, sem dúvida, a sua conjugação de velocidade e agilidade quando comparado aos restantes centrais do jogo. Há centrais mais rápidos, há centrais mais ágeis, mas em jogo são poucos o que se comparam a Kounde.

A única coisa que o pode prejudicar é a sua falta de força, contra avançados possantes como Halland e Lukaku a sua falta de força leva-o a perder alguns duelos, contudo, saliento que são só alguns, pois a sua falta de força nem sempre é notada.

Tal como Fekir, Kounde é abençoado por muitas ligações de qualidade, tanto dentro como fora do campeonato, uma peça importante em planteis de múltiplas ligas pois garante qualidade e ligações de valor como Varane, Upamecano, Theo Hernandez, entre outros.

4. KOEN CASTEELS

O primeiro que não é do campeonato espanhol, e o primeiro cuja carta base é acima de 85 de pontuação geral e está aqui porque tem sido o guarda-redes que mais problemas me tem dado. Allison, Ederson, Neuer, Navas, Donnarumma, entre outros, são todos melhores em pontuação geral que Casteels, já joguei contra todos, e em todos os casos já os vi cometer erros ou fazer defesas impossíveis. Porém, nenhum com a consistência com que já vi Casteels fazer.

Na verdade, sempre que me deparo com um guarda-redes imbatível o meu pensamento não vai para nenhum dos guardiões acima ou ícones, mas sim para o guarda-redes belga cujo principal motivo para a sua utilização é Lacroix.

No ano passado Pope era o guarda-redes meta, no FIFA 20 era Ter Stegen, se a EA continuar a lançar cartas defensivas da Bundesliga com procura, acredito que Casteels ocupe a posição de guarda-redes meta desta edição do jogo.

5. AURELIEN TCHOUAMENI

Para concluir este artigo de cinco jogadores que me surpreenderam pela positiva neste primeiro mês de FIFA 22 acabo com mais um jogador francês, o terceiro desta lista, e possivelmente o que mais me surpreendeu, porque não estava a espera que fosse tão bom.

Tchouaméni é uma âncora defensiva impressionante, o seu físico tornam-no num trinco temível, apesar dos atributos de velocidade não serem os mais impressionantes, a sua passada larga fá-lo parecer mais veloz do que na realidade é, o que em conjunto com a sua força o fazem recuperar bolas mesmo aos jogadores mais rápidos.

Com a bola o médio defensivo não é o mais dotado, não é jogador para levar a bola para a frente em posse como De Jong, Wijnaldum e mesmo Kanté. É um médio de recuperar e distribuir rapidamente, o que quando emparelhado com um jogador de transporte, como os acima mencionados, fazem dele um jogador essencial para o meio-campo.

Agora que o ciclo de Moussa Sissoko como melhor médio centro do FIFA acabou, se Tchouaméni continuar a desenvolver e continuar a ter cartas especiais, é bem capaz de ser um médio defensivo decisivo numa equipa do campeonato francês, ou de alguém que queira ligar Mbappé de forma mais original do que com Neymar Jr.

Foto de Capa: Pedro Gonçalves de Andrade / Bola na Rede
(retirado de FIFA22)

Pedro Gonçalves de Andrade

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