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CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part III

Vítor Miguel Gonçalves · 5 min

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Há cerca de ano e meio, em conversa com o Mário Cagica, calhou em conversa falarmos sobre CM01/02, ou Championship Manager 01-02, em Tó Madeira e em fazer algo sobre o mesmo aqui no Bola na Rede.

Na altura seguia o trabalho que o Ian Macintosh fazia (e faz) no Set Pieces, e onde começou um projecto no Everton FC na tentativa de o levar à glória em Terras de Sua Majestade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part I

O início do projecto no CM0102 foi marcado por altos e baixos, mas a chegada de duas “Superstars” ao José Gomes voltou a colocar as esperanças, e as exigências, em altas.

A derrota em Coimbra contrastou com uma sequência de vitórias e, a meio de Outubro, o Estrela vive momentos de tranquilidade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part II

OUTUBRO 2001

A semana teve sempre o jogo com o FC Porto na cabeça e, na receção ao FC Marco, o único ponto foi mesmo conhecer Avelino Ferreira Torres.

Em campo, a equipa acusou a saída do “centralão” Nélson Veiga por lesão e sofreu dois golos nos únicos remates à baliza dos visitantes. Num jogo em que o meu dueto Madeira-Antchouet não brilhou, foi João Paiva a assumir o destaque da partida.

Foram os primeiros pontos perdidos em casa, mas faço mea culpa porque a semana de treinos não foi produtiva e a nossa cabeça não estava onde deveria estar.

Fonte: Bola na Rede

O próximo jogo implica mais uma visita ao norte, para visitar o SC Espinho. A equipa dos Tigres da Costa Verde está nos lugares cimeiros e havia perigo no horizonte.

A lição do jogo anterior estava bem estudada e não queria voltar a perder pontos. Assim, e enquanto no balneário se ouvia Shaggy e o seu “It wasn’t me”, preparo um discurso de motivação para o jogo que se adivinha: Há que ganhar para nos mantermos focados. O jogo frente ao FC Porto ainda vem longe e o que quero é subir de divisão, a Taça fica para depois.

Na véspera do jogo, reúno a equipa numa das salas do hotel e coloco a cassete do filme “Meet the titans”. Quero que a equipa comece a criar laços e a crescer como um só organismo. No dia seguinte, o resultado parece nulo…

A equipa parecia amorfa, e para alguém que jogou durante décadas futsal, em momentos só apetecia pedir um time-out. O desespero levou-me a rabiscar a passagem para um 3-4-1-2 e, enquanto escrevia cabisbaixo, João Paiva fazia o 0-1 já para lá dos 45.

No balneário volto a falar de união e demonstro confiança, mas a equipa volta a entrar a dormir. O golo de Bolinhas faz-me gritar palavrões a plenos pulmões e penso em mexer no ataque. Já depois da entrada de Antchouet para o lugar de Semedo, Tó Madeira decide aparecer na partida e dar mais três pontos.

Fonte: Bola na Rede

No regresso, o bom ambiente no autocarro contagiou-me. Ao ouvir a Bola Branca percebo que estamos no segundo lugar mas com os mesmos pontos da Académica OAF e a dois do FC Maia. Curiosamente, o nosso próximo adversário.

Fonte: Bola na Rede

NOVEMBRO 2001

O jogo com o Maia era assim um dos mais importantes da época e tinha duas baixas importantes na defesa. Tanto Ricardo Esteves como Nélson Veiga estavam lesionados e tinha que voltar a mexer no meu sector mais fraco.

Raul Oliveira e Rui Neves, dois jogadores que iam sair do clube em Novembro, são chamados para o onze e o jogo até começa bem. Logo com meia dúzia de minutos, Tó Madeira faz o gosto ao pé e tranquiliza-me no banco de suplentes.

Continuamos a mandar no jogo, sem nunca criar grande perigo e a resposta dos visitantes foi eficaz. Kika, aos 38 minutos, fez o primeiro remate da equipa e valeu logo um golo. Ao intervalo refiro que voltámos ao vício de nos acharmos superiores e que em campo, onde realmente conta, nada nos fazia ser melhores.

De nada vale, e a segunda parte faz-me lembrar o jogo de Espinho. Aos 69 minutos faço três substituições de uma assentada e, com meros segundos em campo, Marajó faz o 2-1. A terapia de choque parece ter surtido efeito e, com o apito de Paulo Costa, respiro de alívio.

Fonte: Bola na Rede

Algarve em Novembro. Uma viagem que nunca tinha feito na minha vida. Na comitiva voltava a estar Nélson Veiga e, chegados a Portimão, fui com a equipa passear pela deserta Praia da Rocha e até o Zézé Sports Café estava encerrado.

Voltamos para o hotel e a noite foi passada a ouvir a chuva, enquanto jogava Age of Empires no meu portátil.

No dia seguinte, o jogo correu de forma tranquila. Logo aos 4′, o suspeito do costume fez das suas e fez o 1-0 num livre directo. O golo de Tó Madeira acalmou a equipa mas fê-los procurar mais e, perto da meia-hora, o 2-0. O central Veiga subiu à área e respondeu da melhor forma ao livre apontado por Marajó.

O resto do jogo foi de controlo da partida, uma vez que na quarta havia jogo grande na Amadora, frente ao FC Porto.

Fonte: Bola na Rede

No caminho de regresso já rabiscava num papel a forma de controlar Pena e Paulo Costa. Sentia que este FC Porto estava ao alcance do melhor Estrela e que a verdadeira força dos dragões estava na defesa. Chegados a casa, nada melhor do que olhar para a classificação.

Fonte: Bola na Rede

O FC Porto chegou à Reboleira com uma mini parada de estrelas. Ricardo Carvalho, Baía, Deco e Jorge Andrade, um filho da casa que recebi de braços abertos.

Estava confiante num bom resultado e que podíamos vencer o jogo, tentei motivar a equipa mas a verdade é que – raramente – as camisolas ganham jogos.

Um remate à baliza em todo o jogo e o pior CF Estrela da temporada. O meu médio defensivo, Binho, jogou a 4 e o jogo soube-me a pouco.

O golo de Paulinho Santos, mesmo em cima do intervalo, foi um rude golpe e, de forma muito honesta, Hugo Pinheiro foi dos melhores em campo.

Caiu o pequeno sonho da Taça, mas a verdadeira lição é que há um longo caminho a percorrer para chegar e bater o pé aos grandes.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Hora de voltar a focar no nosso campeonato e manter a liderança da Segunda Liga. Mas, para isso, é preciso receber e vencer o CD Aves no José Gomes…

Foto de Capa: Bola na Rede
Vítor Miguel Gonçalves

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