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Portugal cumpre sem deslumbrar e fecha o grupo só com vitórias | Portugal 3-2 Polónia

João Pedro Magalhães · 3 min

Portugal cumpre sem deslumbrar e fecha o grupo só com vitórias | Portugal 3-2 Polónia

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Portugal encerrou a fase de grupos do Euro Futsal 2026 com pleno de vitórias, desta vez frente à Polónia, num jogo disputado no Hala Tivoli, em Liubliana, apesar do mesmo ter servido apenas para cumprir calendário e gerir esforços.

Com o apuramento para os quartos de final já garantido após os triunfos frente a Itália e Hungria, a seleção nacional entrou em quadra sem pressão classificativa, perante uma Polónia já afastada da competição e ainda à procura do primeiro ponto da sua história em fases finais de Europeus. O favoritismo português era evidente, mas o jogo acabou por expor alguns momentos de descompressão competitiva, que não passaram despercebidos.

Portugal apresentou-se fiel ao seu modelo, a trabalhar em 4×0, com ataque de grande mobilidade e domínio da posse. Nos primeiros minutos a gestão foi palavra de ordem, tendo sido marcados por um ritmo baixo e poucas aproximações às balizas.

Até que, aos seis minutos de jogo, surgiu o primeiro sinal de superioridade lusa. Pauleta arrancou da direita para o meio, tentou o remate e viu a bola sofrer um desvio que acabou nos pés de Tomás Paçó, que apenas teve de encostar para o 1-0, confirmando aquilo que se previa em termos de hierarquia entre as duas equipas.

Apesar da vantagem, Jorge Braz mostrava-se longe de satisfeito. O selecionador português foi sempre muito interventivo no banco, exigindo mais intensidade e foco a uma equipa que parecia confortável demais com o contexto do jogo. Apesar dos avisos, Portugal manteve-se algo adormecido e permitiu que a Polónia crescesse.

Depois de algumas boas aproximações, entre as quais uma bola ao ferro e uma defesa segura de Edu, os polacos chegaram mesmo ao empate. Livre direto exemplarmente convertido por Sebastian Leszczak, a cerca de seis minutos do intervalo, a estampar no marcador a falta de intensidade apresentada pelos bicampeões europeus.

A resposta portuguesa surgiu de imediato, num daqueles momentos que parecem resolver jogos com um gesto técnico. André Coelho assumiu o protagonismo e, de muito longe, disparou um remate absolutamente indefensável, recolocando Portugal na frente. Um toque de classe que parecia suficiente para levar a equipa em vantagem para o descanso.

Mas o futsal raramente é linear. Ainda antes do intervalo, nova bola parada bem trabalhada pela Polónia e Zastawnik, de primeira, fez o 2-2, aproveitando mais uma desatenção defensiva. Antes da buzina, os polacos ainda ameaçaram a reviravolta numa transição rápida em situação de dois para um, obrigando Edu a uma intervenção decisiva. O empate ao intervalo espelhava uma primeira parte pouco conseguida de Portugal, mesmo que contextualizada pela gestão de esforço que este jogo, inevitavelmente, implicava.

A segunda parte trouxe uma versão ligeiramente mais concentrada da seleção nacional, ainda que longe da intensidade apresentada nos jogos anteriores. Rúben Góis esteve em evidência na procura do terceiro golo, somando várias oportunidades, incluindo um remate ao poste, mas a eficácia continuava a faltar.

O jogo ganhou imprevisibilidade à entrada dos cinco minutos finais, com ambas as equipas a acelerarem e a perderem alguma organização. Foi nesse cenário mais caótico que Portugal voltou a fazer valer a sua qualidade. Pauleta, que minutos antes desperdiçara uma ocasião flagrante, redimiu-se ao encontrar Rúben Góis ao segundo poste, num lance rápido pela direita, para o 3-2 final. Um golo que decidiu o encontro e devolveu a vantagem à seleção das quinas.

Na procura de um resultado mais condizente com a exibição no Hala Tivoli, a Polónia ainda apostou no 5×4 nos dois minutos finais, mas Portugal geriu com maturidade e segurou os três pontos.

Foi uma vitória claramente sem brilho, mais de gestão do que de afirmação, mas suficiente para fechar o Grupo D com nove pontos em nove possíveis. A Polónia despede-se da competição de  cabeça erguida, apresentando-se a um excelente nível frente a Portugal, apesar de sem qualquer ponto somado, o que mantém o registo negativo em fases finais de Europeus.

Portugal segue agora para os quartos de final, onde terá pela frente a Bélgica, já com o foco novamente afinado para jogos a eliminar. Este encontro frente à Polónia serviu para rodar, testar limites e lembrar que, mesmo quando tudo parece controlado, o rigor competitivo continua a ser essencial. A partir daqui, já não há hipóteses de mais jogos “a feijões”, pois o caminho para o terceiro título europeu consecutivo começa a chegar à fase decisiva.

João Pedro Magalhães

Redação Bola na Rede · ver artigos

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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