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Anulação de golo limpo entrega título ao FC Porto

Diogo Nunes · 6 min

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Cabeçalho modalidadesNo jogo de todas as decisões, o Sporting recebeu o Benfica num pavilhão do Alverca Futebol Clube completamente cheio. Numa partida onde os leões foram melhor na maior parte do tempo, uma grande reação dos encarnados na parte final chegou mesmo a permitir a reviravolta para 6-5. Todavia, o golo de João Rodrigues que garantia o título foi anulado e fez com que a festa da conquista do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins regressasse aos dragões.

O Sporting entrou com tudo e desde cedo mostrou intenção de rapidamente abrir o marcador. As águias tentavam responder ao ímpeto leonino, por intermédio de iniciativas individuais de Diogo Rafael e Nicolia, mas sem grande perigo.

Perto dos primeiros cinco minutos de jogo, Diogo Rafael viu um cartão azul devido a uma falta sobre Tuco. No respetivo livre-direto, Traball conseguiu João Pinto, mas ao não saber onde estava o esférico, o guardião espanhol deitou-se, movimento que o arbitro, erradamente, considerou penalti. Na primeira tentativa Traball ainda defendeu, mas à segunda Sergi Miras fez o 1-0. O Benfica respondeu e um minuto depois, seticada do meio campo de Nicolia que desviou em Tuco e traiu Girão. Estava restabelecido o empate.

Mesmo com a rápida resposta encarnada ao golo dos leões, o Sporting era a melhor equipa em pista e a vantagem foi restabelecida. Caio aproveitou um passe de João Pinto, resultante de uma perda de bola de Nicolia, para fazer o 2-1. Logo a seguir, o Benfica esteve perto de voltar a empatar, mas Girão travou a seticada de Nicolia.

Só com o aproximar dos dez minutos de jogo os encarnados começaram a mostrar-se mais. Sinal disso foi uma seticada, à entrada da área, de Miguel Rocha que Girão travou.

Mais cinco minutos e tudo igual, apesar de agora o Sporting não procurar o golo da mesma maneira como no inicio, continua a ser a equipa com mais tempo de posse, logo ia controlando o jogo.

A cerca de oito minutos da pausa, o Benfica voltou a querer dar mais e melhores sinais de perigo, com o guarda-redes do Sporting a ser chamado a intervir algumas vezes. Apesar desta melhoria, os leões não se recolheram, bem pelo contrário, continuando a assustar a defensiva contrária em alguns lances.Ainda antes do intervalo, já com menos de cinco minutos para se jogar, a reentrada de Nicolia veio revitalizar os encarnados, que a partir do seu stick, tiveram várias oportunidades para marcar, mas não sem conseguir concretizar. Num lance de transição rápida, à entrada para o último minuto, Poka esteve perto de fazer o 3-1, mas Traball fechou-lhe a porta.

Chegado o intervalo, o Sporting vencia e muito bem por 2-1, tendo em conta tudo aquilo que os leões fizeram na primeira parte. Os últimos minutos da primeira parte mostraram um Benfica em crescendo, algo que poderia ser o sinal de que poderia vir a ocorrer nos segundos vinte e cinco minutos.

O retomar demonstrou o bom ritmo dos dois conjuntos, com ambos a terem oportunidades para marcar e tal como ocorrera na primeira metade, foi o Sporting a marcar. Aos quatro minutos, Pedro Gil tenta uma iniciativa individual que termina com uma seticada ao lado, mas João Pinto aproveitou o ressalto da bola vinda da tabela para fazer o 3-1. Volvido um minuto, o conjunto benfiquista teve oportunidade de voltar a colocar a desvantagem na margem mínima, em virtude da 10ª falta do Sporting, mas Jordi Adroher não conseguiu bater Girão.

Apesar do enorme calor que se fazia sentir do pavilhão, o ritmo continuava alto e parecia ir aumentado à medida que os minutos passavam. O Benfica sentia o tricampeonato a fugir-lhe, visto que, o Porto esteve quase sempre na frente do marcador contra o Riba d’Ave, e passava a procurar assumir um maior índice de risco.

Os dois números nove de leões e águias foram dos mais importantes jogadores do campeonato Fonte: SL Benfica
Os dois números nove de leões e águias foram dos mais importantes jogadores do campeonato
Fonte: SL Benfica

O tempo passava e o Benfica ia carregando e Girão brilhando, em lances de contra-ataque o Sporting ia criando muito perigo, mas sem aumentar o score.

A doze minutos do final, Traball parou um livre-direto de Pedro Gil, resultante da 10ª falta benfiquista, mas pouco depois, Sergi Miras entrou pela defensiva adversária e com uma “picadinha” aumentou para 4-1. A resposta surgiu passado um minuto. Penalti a favor do Benfica, por corte com o patim da parte de André Centeno e Diogo Rafael não desperdiçou. 4-2 no marcador e dez minutos para se jogar. As águias, em virtude do golo, voltaram a acreditar e começou a carregar ainda mais. Por seu lado, os sportinguistas respondiam no contra-ataque, mas não conseguia usufruir das várias situações de superioridade numérica.

Por volta dos últimos seis minutos, o Sporting começou a tentar alargar os seus períodos de posse de bola ao máximo e assim, controlar o jogo e manter o esférico longe da sua baliza. Através de um lance de contra-ataque, depois de várias chances, Tuco assistiu João Pinto e o capitão dos leões voltou a marcar. Pouco depois, João Rodrigues reduziu para 5-3, na sequencia de um livre-indireto.

A esperança do tricampeonato ainda estava viva. Mais viva ficou, quando a três minutos do final, o conjunto leonino cometeu a 15ª falta e Nicolia colocou a desvantagem na margem mínima, o que fazia com que tudo voltasse a ficar em aberto. Não preciso passar muito tempo para o Benfica voltar a ter uma oportunidade de ouro. Com pouco mais de três minutos para se jogar, Pedro Gil viu um cartão azul por falta sobre Valter Neves. Nicolia voltou a ser chamado à responsabilidade, mas desta feita não conseguiu marcar.

Em superioridade numérica, mas também em desespero, o Benfica tentou marcar mais não conseguiu.

O FC Porto recuperou um título que já não conquistava desde 2012/2013 Fonte: FC Porto
O FC Porto recuperou um título que já não conquistava desde 2012/2013
Fonte: FC Porto

Com o marcador eletrônico a indicar pouco mais um minuto para se jogar, novo penalti para o Benfica, num lance igual ao do Traball no primeiro tempo. A dupla de arbitragem manteve o critério, mas também o erro João Rodrigues, com a oportunidade de empatar o jogo e relançar a discussão do campeonato, não falhou e apontou o 5-5. Para além do golo, este lance ainda resultou num cartão azul para Tuco.

Havia um minuto para se jogar e o Benfica estava a um golo do título. As águias foram atrás do golo do título e a vinte e três segundos do final, Nicolia assiste João Rodrigues para o 6-5, golo que os árbitros começam por validar, mas acabam por invalidar. Lance limpo e que colocou toda uma época em causa. Ainda antes do final, os encarnados voltaram a dispor de um livre-direto, resultante de um azul visto por Pedro Gil. Todavia, a reviravolta não foi consumada devido a uma defesa de Girão e o jogo terminou empatado a 5-5, resultado que permitiu ao Porto fazer a festa no Dragão-Caixa após derrotar o Riba d’Ave por 11-4.

Se o Sporting foi melhor no âmbito geral dos cinquenta minutos, uns enormes últimos oito minutos por parte do Benfica, não foram suficientes para consumar mais uma reviravolta no marcador. Porém, o desfecho deste campeonato ficará sempre marcado pela anulação de um golo limpo a João Rodrigues a vinte e três segundos do final.

Parabéns ao Porto que, para além de ter sido a equipa que mais pontos fez no confronto com os seus adversários diretos (11), soube aproveitar todos os deslizes que o Benfica teve ao longo do campeonato.

O HC Turquel foi até aos Açores derrotar o Candelária SC por 6-2 garantiu mais uma participação nas competições europeias na próxima temporada Fonte: HC Turquel
O HC Turquel foi até aos Açores derrotar o Candelária SC por 6-2 garantiu mais uma participação nas competições europeias na próxima temporada
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Apontar ainda a subida do Turquel à 8ª posição, em virtude de uma vitória nos Açores por 6-2, que garante mais uma ida ás competições europeias, neste caso, a Taça Cers, assim como a permanência do Valença, que não só venceu o Tomar por 5-0, como beneficiou da derrota do Riba d’Ave no Dragão.

Foto de Capa: SL Benfica

Diogo Nunes

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