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França 4-3 Portugal: Franceses entram com patim direito na Taça Latina

Diogo Nunes · 6 min

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No jogo de estreia na Taça Latina, Portugal enfrentou uma França que, a jogar em casa, se apresentou muito forte e com um Carlo Di Benedetto em grande, tendo acabado por perder por 4-3. Complicando as contas a conquista da terceira Taça Latina consecutiva.

O encontro começou a um ritmo muito alto e através de uma iniciativa individual, Carlo Di Benedetto, a principal estrela da seleção gaulesa, abriu o ativo. Portugal respondeu e pouco depois, quase que chegava ao empate, mas Vieirinha não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Alvarinho.

A França estava bem e ficou muito perto de aumentar a vantagem para 2-0, mas Roberto Di Benedetto, isolado, não conseguiu bater Pedro Freitas. As oportunidades surgiam e não muito depois, foi Carlo Di Benedetto quem esteve muito perto de marcar. No entanto, foi Portugal a concretizar. Num lance iniciado numa perda de bola a meio campo, Gonçalo Nunes serviu Vieirinha e o número quatro português restabeleceu a igualdade. Contudo, a mesma não durou muito, pois, Carlo Di Benedetto, com uma grande stickada, voltou a colocar os franceses na dianteira.

Em desvantagem, Portugal tentava pegar no esférico e criar perigo junto à baliza adversária, mas não estava a ser fácil entrar no bloco defensivo da França, muito bem organizado. No contra-ataque, le bleus iam colocando Pedro Freitas em dificuldades.

Disputados dez minutos da partida, a França estava por cima e poderia estar a vencer por muito mais do que 2-1. Porém, Pedro Freitas, guardião da Associação Académica de Espinho, ia segurando a seleção portuguesa.

Os minutos passavam e mesmo com as alterações promovidas por Luís Sénica, Portugal continuava sem conseguir mostrar muito na frente, mas apresentava melhorias a nível defensivo. As combinações não estavam a surgir e ainda eram alguns os passes falhados.

A faltarem cerca de sete minutos para o intervalo, a França ficou perto do terceiro, mas Roberto Di Benedetto enviou a bola ao poste. Contudo, logo a seguir, Carlo Di Benedetto chegou ao hat-trick e aumentou a vantagem gaulesa para 3-1. Minutos depois, Roberto Di Benedetto roubou o esférico a meio campo e seguiu isolado para a baliza lusitana, mas Pedro Freitas foi mais forte e impediu o quarto tento francês.

Terminada a primeira parte, a França vencia Portugal por 3-1 sem qualquer tipo de contestação. Foi a melhor equipa durante os vinte e cinco minutos iniciais e poderia estar a ganhar por uma margem bem mais confortável, oportunidades não faltaram, mas um grande Pedro Freitas manteve a seleção portuguesa em jogo. Muito teria que mudar na segunda metade.

Gonçalo Nunes apontou o segundo golo de Portugal na partida, ao concretizar uma grande penalidade
Fonte: Roller Hockey Photos

Retomado o jogo, Portugal parecia ter entrado com uma atitude diferente, mas cedo, poderia ter visto a França aumentar a superioridade no marcador, em virtude de uma grande penalidade, mas Pedro Freitas, com a máscara, negou o golo a Bruno Di Benedetto. De seguida, foi Portugal beneficiar de um penalti. Gonçalo Nunes, especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e reduziu a desvantagem para 3-2. A vantagem esteve quase a ser resposta cerca de dois minutos depois, mas Pedro Freitas, em cima da linha, impediu o golo de Quentin Podevin.

O intervalo fez bem à seleção nacional, pois, regressou dos balneários com um ritmo e atitude diferentes, mas mesmo assim, no ataque ainda continuavam a existir algumas falhas, o que limitava as chances de Portugal criar perigo junto à baliza de Keven Correia. Desta forma, começavam a surgir as stickadas de meia distancia de Gonçalo Nunes. Stickadas que já deram títulos à seleção.

Disputados cerca de onze minutos da segunda parte, Remi Herman cometeu a 10ª falta da França. Alvarinho foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por enrolar a bola ao poste esquerdo.

O tempo ia correndo e nada mudava. Numa partida muito equilibrada, a França continuava a ser mais objetiva e a estar mais perto de marcar, enquanto que Portugal continuava com problemas no ataque. Não conseguindo criar oportunidades de golo.

A dez minutos do final, foi a vez de Portugal cometer a sua 10ª falta. Carlo Di Benedetto, foi chamado à conversão do livre-direto, mas não conseguiu bater o guarda-redes lusitano.

Já dentro dos derradeiros cinco minutos de jogo, numa fase de tu cá, tu lá, Portugal, com a Luís Sénica a colocar “toda a carne no assador”, ficou perto do empate, mas uma stickada de Gonçalo Pinto acertou em cheio no poste. Pouco depois, numa jogada começada por Gonçalo Nunes, Alvarinho voltou a levar a bola aos ferros da baliza francesa. Volvidos alguns segundos, Gonçalo Nunes viu um cartão azul, em virtude de falta cometida sobre Remi Herman. Desta feita, foi Roberto Di Benedetto o eleito por Fabien Savreux para a conversão do livre-direto e ao contrário do seu irmão, bateu Pedro Freitas e aumentou a vantagem da França para 4-2. Logo a seguir, no seguimento de uma infração feia cometida por Vieirinha, surgiu a 15ª falta de Portugal. Este lance aqueceu os ânimos em pista e tanto Vieirinha como Roberto Di Benedetto viram cartão azul. Desta vez foi Antoine Le Berre a ser o selecionado para a conversão da bola parada e ficou perto de um enorme golo, não tivesse a bola ultrapassado o limite de altura permitido.

Não marcou a França, marcou Portugal. Alvarinho reduziu a desvantagem para 4-3, quando faltavam dois minutos para se jogar.

Com menos de trinta segundos para final e após uma situação em que Carlo Di Benedetto seguiu isolado para a baliza portuguesa, a França beneficiou de uma nova grande penalidade. Remi Herman não conseguiu marcar. Segundos depois, apareceu a 20ª falta de Portugal. Roberto Di Benedetto regressou à marca do livre-direto, mas não conseguiu repetir o lance do quarto golo. No seguimento do lance, a França cometeu a sua 15ª falta. Alvarinho assumiu a marcação do livre-direto, mas não conseguiu bater Keven Correia que, assim, garantiu a vitória francesa.

Vitória mais do que justa da França por 4-3 que foi a melhor equipa em pista durante grande parte dos cinquenta minutos de jogo, sendo muito perigosa no ataque e organizada a defender. Portugal, por sua vez, entrou com o patim esquerdo na Taça Latina, tendo realizado uma exibição para esquecer e que o que o deixa a depender de terceiros para conquistar esta prova pela terceira vez consecutiva.

No jogo de abertura da 29ª edição da Taça Latina, a Espanha esteve muito forte e derrotou a Itália por 6-2.

O calendário da Taça Latina para sábado é o seguinte:

17h30-Portugal vs Espanha

19h30-Itália vs França

Equipas

França: Keven Correia (GR), Quentin Podevin, Bruno Di Benedetto, Roberto Di Benedetto e Carlo Di Benedetto

Jogaram ainda: Remi Herman e Antoine Le Berre

Banco: Lilian Debrouver (GR), Nathan Gefflot e Fabien Barengo

Portugal: Pedro Freitas (GR), Alvarinho, Vieirinha, Gonçalo Pinto e Gonçalo Nunes

Jogaram ainda: Gonçalo Meira, Carlos Loureiro, Pedro Batista e Luís Melo

Banco: Alejandro Edo (GR)

A FIGURA:

Fonte: Marzia Cattini Fotografa

Carlo Di Benedetto – A principal estrela e capitão da seleção da França esteve em grande. Esteve bem a atacar, tendo apontando três golos, tendo sido igualmente importante a defender.

O FORA DE JOGO:

Fonte: Roller Hockey Photos

Alvarinho – O capitão de Portugal é um dos principais jogares presentes nesta Taça Latina, mas realizou uma exibição muito pobre. Raramente se deu por ele em pista. Marcou um golo é verdade, mas desperdiçou dois livres-diretos que poderiam ter alterado o desfecho do encontro.

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos