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Muro chamado Pedro Henriques garante a 8ª Liga Europeia para o Reus

Diogo Nunes · 3 min

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Cabeçalho modalidadesA final da Liga Europeia colocou frente-a-frente Oliveirense e Reus. Por ventura, os dois outsiders desta competição. Após uma primeira parte equilibrada, que terminou com um empate a 1-1, dois golos seguidos na segunda acabaram com as aspirações lusas e o Reus venceu por 4-1. Além disso, quem tem um Pedro Henriques na baliza, tem quase tudo.

A final começou da melhor maneira possível para o Réus, pois, logo aos dois minutos, Raul Marin com uma seticada forte, fez o 1-0. Porém, Xavier Puigbi não ficou nada bem na fotografia.

A Oliveirense tentou responder, mas não era fácil entrar na defesa catalã, que estava sempre muito fechada.

O jogo estava rápido, mas também intenso e apesar do Reus ter menos tempo de posse de bola, era a equipa que estava mais próxima de marcar.

A primeira parte ia avançado e nada se alterava. O conjunto de Oliveira de Azeméis bem insistia, mas o Reus defendia bem. Através do contra-ataque ia assustando a União.

Fonte: CERS Rink-Hockey
A Oliveirense fez tudo o que podia, mas Pedro Henriques impediu nova vitória portuguesa
Fonte: CERS Rink-Hockey

Tal como ocorrera no dia anterior, os guarda-redes começavam a tornar-se os principais protagonistas, fazendo com que o marcador se mantivesse apenas no 1-0.

A um minuto do intervalo, contra-ataque rápido da Oliveirense que termina com uma falta de Raul Marin sobre Jepi Selva no interior da área espanhola. No respetivo penalti, Ricardo Barreiros não conseguiu bater Pedro Henriques. Contudo, ainda antes do intervalo, Matias Platero viu um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Pablo Cancela. O próprio assumiu a marcação do livre-direto e não desperdiçou, empatando a partida.

No retomar do jogo, igualmente antes da pausa, Albert Casanovas e Pablo Cancela foram admoestados com um cartão azul.

O segundo tempo teve um inicio morno e equilibrado, mas com a Oliveirense a estar melhor. O Reus, por sua vez, tinha uma maior preocupação em defender bem e depois aproveitar as saídas rápidas em contra-ataque. Tendo sido precisamente desta forma que, aos trinta e um minutos, Albert Casanovas fez o 2-1, voltando a colocar os catalães na frente.

A Oliveirense não sentiu o golo e continuou a fazer o seu jogo, mas pela frente tinha um muro chamado Pedro Henriques e podia ter visto a sua situação ficar ainda mais complicada quando Jepi Selva viu um novo cartão azul, forçado, por uma falta sobre Matias Platero. Xavier Puigbi defendeu o livre-direto de Raul Marin e manteve a Oliveirense ligada ao jogo.

Mesmo com mais um jogador em pista, tanto Reus como a Oliveirense tiveram oportunidades para marcar, mas o resultado não se modificou.

Se o jogo não se alterou com a superioridade numérica, pouco depois sofreu dois golpes fatais para os comandados de Tó Neves. Primeiro, jogada individual de Marc Torra e Ricardo Barreiros, ao tentar desviar a bola da sua baliza, traiu o seu guarda-redes. De seguida, contra-ataque de três para dois e na recarga, Marc Torra voltou a marcar, fazendo o 4-1 para os espanhóis.

A perder por três golos, a Oliveirense saltou para o ataque, mas o Reus fechou-se e quando era necessário, o seu guardião impedia a aproximação da equipa portuguesa no marcador.

Até ao final, o jogo só teve um sentido, que foi o da baliza catalã. No entanto, Pedro Henriques, o recetor das bolas, não se deixou ir na cantiga e não aceitou as mensagens do emissor e segurou a vitória catalã.

Momento em que Raul Marin, capitão do Reus, recebe o troféu da Liga Europeia  Fonte: CERS Rink-Hockey
Momento em que Raul Marin, capitão do Reus, recebe o troféu da Liga Europeia
Fonte: CERS Rink-Hockey

Com esta vitória, o Reus conquistou a sua oitava Liga Europeia da história. Algumas curiosidades quem envolvem esta conquista são as seguintes:

-Três épocas (2014/2015-2015/2016-2026/2027), três equipas diferentes (FC Barcelona, SL Benfica e Reus Deportiu) e três Ligas Europeias para Marc Torra.

-Pedro Henriques voltou a ser decisivo. Em 2012/2013 e 2015/2016 foi elemento chave para eliminar o Barcelona nas meias-finais. Este ano, foi a vez do Benfica provar do próprio veneno. Desta feita, também foi de extrema importância na final, embora tenha também tenha tido algum protagonismo na final do Dragão-Caixa.

-Depois da última conquista em 1971/1972, o Reus regressou aos títulos europeus.

Foto de capa: baldigabriele.com

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos