Naquele que foi o principal e derradeiro encontro da 7ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Sporting venceu ao ter derrotado o Porto por 5-3. Assim, em virtude do empate a 3-3 entre Barcelos e Benfica na noite de sábado, os leões lideram a tabela classificativa de forma isolada, tendo mais dois pontos somados que o Óquei.

A disputar o terceiro jogo de alto nível num espaço de nove dias, o Porto foi a equipa que entrou melhor, tendo mais tempo de posse de bola. Porém, nunca conseguiu criar uma chance de golo. O Sporting, a seu jeito, procurava defender bem e aproveitar situações de contra-ataque, sobretudo através do stick de Ferran Font.

Com cerca de cinco minutos jogados, o Porto dispôs de um lance de dois para um, mas Girão realizou uma enorme estirada, tendo negado um golo certo a Rafa. Pouco depois, Reinaldo Garcia fez uso da sua técnica e “obrigou” o guarda-redes verde e branco a uma nova defesa.

Após um timeout pedido por Paulo Freitas, o Sporting começou a aparecer mais e de forma perigosa em zonas ofensivas. No entanto, Nelson Filipe respondeu sempre bem. Em virtude de um erro do conjunto portista durante o ataque, Toni Pérez teve uma grande oportunidade para inaugurar o marcador, mas, isolado diante do guardião portista, acabou por enrolar o esférico por cima do travessão. Pouco depois, numa situação semelhante, foi a vez de Font ficar sozinho perante Nelson Filipe, mas também não conseguiu marcar.

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O Sporting tanto avisou, que acabou por marcar. Com o relógio a indicar doze minutos para a pausa, Pedro Gil fez uso da sua temível meia distância e assinou o 1-0. Contudo, volvidos treze segundos, Gonçalo Alves imitou o experiente jogador dos leões e restabeleceu a igualdade.

Os golos vieram mexer com a partida, visto que a mesma se tornou ainda mais rápida, tendo sido o Porto a construir as melhores chances de golo, mas sem fazer mexer o marcador. Sem capacidade para chegar perto da baliza portista, os leões apostaram na meia distância de Pedro Gil, que, apenas por alguns milímetros, não fez mais estragos.

A cinco minutos da pausa, Pedro Gil fez um passe que poderia ter sido prejudicial para a sua equipa, pois a bola foi parar ao stick de Rafa. Ainda assim, “apenas” com Girão pela frente, o número nove dos dragões não conseguiu concretizar. Minutos depois surgiu a 10ª falta do Porto. Ferran Font, chamado à marcação do livre-direto, não deu qualquer hipótese de defesa e, com uma “picadinha” magistral, apontou o 2-1 para o Sporting. Passados alguns instantes, Gonzalo Romero esteve quase a fazer o terceiro, mas Nelson Filipe, com uma excelente macha, defendeu.

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia o Porto por 2-1. Se é possível afirmar que os dragões foram quem mais vezes estive perto de marcar, os leões foram quem melhor aproveitou as suas oportunidades. Os vinte e cinco minutos iniciais ficaram ainda marcados por um jogo muito tático, com duas equipas bastante encaixadas, cujos golos resultaram de lances individuais, todos eles espetaculares. Girão, por mais uma vez, esteve em grande e a vantagem leonina muito se devia a ele.

Reinaldo Garcia foi um dos principais agitadores dos dragões
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Logo nos instantes iniciais do segundo tempo, o Porto teve uma grande chance para chegar ao empate, mas Gonzalo Romero disse ‘não’ a um passe açucarado de Rafa para Hélder Nunes.

Tal como havia ocorrido na primeira metade, os dragões foram quem entrou melhor, tentando visar a baliza de Girão de todas as maneiras. O Porto insistiu e, em cima da marca dos trinta minutos, conseguiu empatar. Stickada em zona frontal de Gonçalo Alves e Rafa, em cima de Girão, desviou o esférico e fez o 2-2.

A nova igualdade poderia somente ter durado alguns segundos, mas Henrique Magalhães, ao segundo poste, não deu o melhor seguimento a um passe de João Pinto. Minutos depois, Gonzalo Romero ganhou espaço, deitou Nelson Filipe, mas enrolou a bola por cima.

A quinze minutos do fim, os leões cometeram a sua 10ª falta. Giulio Cocco, jovem especialista dos azuis e brancos, bem tentou tirar Girão do lance, mas não conseguiu bater o internacional português. Momentos depois, Henrique Magalhães quase fez o terceiro, mas não acertou na baliza portista.

O jogo aqueceu e surgiu o primeiro cartão azul da tarde, visto por Reinaldo Garcia, ao ter cometido uma falta sobre Pedro Gil. Ferran Font voltou à marca do livre-direto e apostou numa nova “picadinha”, mas, desta feita, Nelson Filipe defendeu.

Em situação de superioridade numérica, o Sporting nunca conseguiu criar uma real oportunidade de perigo. Retomado o cinco para cinco, o Porto esteve quase a virar o marcador, mas Girão, com uma excelente defesa com a máscara, impediu o golo de Poka. Pouco depois, foi a vez de Gonçalo Alves quase marcar, mas Girão manteve o empate, tendo, porventura, segundo as imagens da transmissão televisiva, retirado a bola já do interior da baliza.

Com menos de cinco minutos para serem jogados, o conjunto sportinguista beneficiou de um contra-ataque de dois para um, e Toni Pérez, solto ao segundo poste e a passe de Gonzalo Romero, fez o 3-2. Segundos depois, Pedro Gil ficou isolado diante do guardião portista, mas Nelson Filipe impediu males maiores para a sua equipa. Contudo, volvidos alguns segundos e na sequência de um lance onde o Porto reclamou falta sobre Gonçalo Alves, Toni Pérez, a passe de Pedro Gil, aumentou a vantagem verde e branca para 4-2. Pouco depois, os dragões beneficiaram de uma grande penalidade devido a um corte com o patim de Gonzalo Romero. Gonçalo Alves, chamado à marcação, não desperdiçou e reduziu para 4-3.

A cerca de dois minutos do fim, Gonçalo Alves cometeu um erro fatal para a sua equipa ao perder a posse do esférico para Gonzalo Romero. O internacional argentino aproveitou a oferta e, isolado perante Nelson Filipe, fez o 5-3, sentenciando o clássico. Pouco depois, o Porto cometeu a sua 15ª falta. Ferran Font voltou a ser o escolhido para a marcação do livre-direto, mas o guardião portista voltou a levar a melhor.

Finalizado o clássico, o Sporting venceu o Porto por 5-3, tendo ascendido e acabando por consolidar a liderança do campeonato nacional, com dezassete pontos. Apesar de os dragões terem começado sempre melhor, os verde e brancos conseguiram equilibrar o jogo, tendo sido eficazes ao aproveitar alguns erros dos portistas. A juntar a estes parâmetros, existiu ainda outro muito importante interveniente chamado Girão, que, mais uma vez, realizou uma enorme exibição.

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 8-Caio, 17-Matías Platero e 57-Toni Pérez; Jogaram ainda: 9-Pedro Gil, 16-João Pinto (CAP.), 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka