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Finalmente chegou o dia. O dia pelo qual os atletas de todo o mundo mais ansiavam: a sua estreia/participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, sendo os Jogos Olímpicos a maior competição desportiva do planeta, aquela que poderá dizer-se que integra, também ela, os melhores atletas do mundo.
Assim sendo, no que toca a Portugal, teremos 92 atletas a representar a nossa nação, registando-se como uma das melhores participações de Portugal nos Jogos Olímpicos.
Como não poderia deixar de ser, também nós tentamos o nosso melhor para vos apresentar, então, quem são os nossos «heróis» que voaram rumo a Tóquio com o objetivo de nos representar e, acima de tudo, orgulhar. Na verdade, já nos orgulham só pelo facto de terem chegado lá.
Assim, desde o Andebol até ao Triatlo, apresentámos, detalhadamente, os atletas portugueses em ação. Deste modo, e sem possibilidade de texto, faz-se, desde já, uma menção honrosa aos atletas que competirão na Ginástica, Remo, Tiro c/ Armas de Caça e Vela, desejando boa sorte a todos os atletas!
Orgulhem-nos como só vocês o sabem fazer.
Foto de Capa: Andebol Portugal
ANDEBOL
Após sangue, suor e lágrimas, a Seleção de Andebol Portuguesa conseguiu um apuramento inédito para os Jogos Olímpicos. Ainda com a morte incompreensível de Quintana presente na mente de todos, Portugal venceu o jogo decisivo com a França, por um golo, e garantiu a presença em Tóquio.
Para este torneio, o selecionador Paulo Pereira convocou 17 jogadores, sendo que, inicialmente, fora deste lote, o nome mais sonante era o de Gilberto Duarte; no entanto Alexandre Cavalcanti é baixa de última hora, devido a uma lesão no tornozelo. Deste modo, o Comité Olímpico de Portugal (COP) tentará substituí-lo por Gilberto.
Ainda assim, Portugal conta com imensos jogadores talentosos, dos quais se destacam Miguel Martins (atualmente no Pick Szeged, da Hungria), André Gomes (Mt Melsungen, Alemanha) e Rui Silva (FC Porto), que será o capitão da Seleção.
🇵🇹 𝔼𝕀𝕊 𝕆𝕊 ℕ𝕆𝕊𝕊𝕆𝕊 ℍ𝔼ℝ𝕆𝕀𝕊 𝔻𝕆 𝕄𝔸ℝ 🌊
𝓔´ 𝓽𝓮𝓶𝓹𝓸 𝓭𝓮 𝓯𝓪𝔃𝓮𝓻 𝓱𝓲𝓼𝓽𝓸´𝓻𝓲𝓪#letsgovamos #heroisdomar #superportugal #seleçãonacionalandebol #portugal #vamoscomtudo #andebol #equipaportugal pic.twitter.com/KVWsyoidGH
— Federação de Andebol (@AndebolPortugal) July 16, 2021
Nos Jogos Olímpicos, o torneio envolve doze seleções, dividas por dois grupos de seis, sendo que os quatro primeiros de cada grupo avançarão depois para os quartos-de-final.
No seu grupo, Portugal evitará confrontos com conhecidos tubarões como Alemanha, França e Espanha, mas enfrentará tanto a Suécia como a Dinamarca, equipas que, no início deste ano, foram as finalistas do Campeonato do Mundo de Andebol (donde os dinamarqueses saíram vencedores).
Os adversários de Portugal na fase de grupos serão: Bahrain, Dinamarca, Egito, Japão e Suécia. Para além dos duelos com as equipas nórdicas, o embate frente ao Egito também se afigura como um dos mais complicados.
Portugal inicia a sua participação no dia 24 de julho, frente ao Egito, às 11:30. Jogará depois a cada dois dias, sendo o último jogo no dia 1 de agosto, contra o Japão, à 1:00. Todos os jogos serão transmitidos em direto na RTP2.
Infelizmente, o sonho da Seleção Portuguesa de Andebol sofreu alguns problemas ainda antes de começar. A 11 mil quilómetros do destino final, a equipa sentiu na pele o impacto da greve da Groundforce no aeroporto de Lisboa, que resultou no cancelamento de centenas de voos.
A solução do COP foi alugar um autocarro para transportar a comitiva (assim como o skatista Gustavo Ribeiro e os tenistas João Sousa e Pedro Sousa) até ao Algarve, onde apanharam um voo fretado até Paris, e da capital francesa partiram para Tóquio. Toda esta operação custou mais de 60 mil euros.
Desde então, a equipa tem-se habituado à vida na Aldeia Olímpica sem, no entanto, terem muitas possibilidades de saírem da mesma ou de conviverem com atletas de outros países, devido às restrições impostas pela pandemia.
Na preparação para estes Jogos, Portugal jogou frente ao Brasil (perdendo por 28-34) e a Espanha (vencendo por 32-31). Já em Tóquio, na madrugada do dia 21 de julho, Portugal venceu a Argentina por 31-28, naquele que foi o último teste antes da tão aguardada estreia nos Jogos Olímpicos.
¡Es final! Argentina 🇦🇷 suma minutos de calidad ante Portugal 🇵🇹 en la previa de su debut del viernes a las 23 ante Francia.#Tokyo2020 pic.twitter.com/YCYjs4yb1W
— Sel. Argentina Handball 🇦🇷 (@CAHandball) July 21, 2021
Esta é a melhor geração que Portugal já teve no Andebol; depois de participações bem conseguidas no Mundial e no Europeu, e de vitórias sonantes frente a seleções como França, Espanha e Suécia, não há dúvidas de que esta Seleção pode fazer frente a qualquer equipa do mundo.
A nossa Seleção já alcançou muito, mas o melhor ainda pode estar por vir.
Afonso Viana Santos
ATLETISMO
Com 20 atletas a garantir o apuramento para os Jogos Olímpicos, o Atletismo é a modalidade com maior presença lusa. Entre 2019 e 2021, as marcas mínimas foram sendo batidas nas mais variadas vertentes. A partir do dia 30 de julho, início das provas, todos os sonhos são possíveis.
Após uma prestação aquém na edição de 2016, no Rio de Janeiro, o contingente português espera dar mais alegrias ao país. A fasquia aumentou alguns metros depois das boas provas dadas nos europeus e meetings que ocorreram nos últimos meses. Em determinadas categorias, as expectativas são até de uma vitória e consequente ouro.
Auriol Dongmo foi a representante portuguesa na etapa de hoje da Diamond League e trouxe a prata da competição de lançamento do peso.
Pode conhecer a marca da lançadora na APP #EquipaPortugal.(foto de arquivo. Créditos: Giancarlo Colombo/FPA)#COPortugal #RoadToTokyo pic.twitter.com/n9qxdrUK49
— COP (@COPPORTUGAL) July 4, 2021
Auriol Dongmo, campeã europeia de lançamento do peso, em pista coberta, voltou a brilhar na Diamond League e levou a prata para casa. Em Tóquio, a concorrência é ainda maior, mas a lançadora mostrou-se confiante. A campeã olímpica em título, Michelle Carter, não vai defender a medalha devido a lesão e a coroa da especialidade vai ter uma nova dona.
No triplo salto feminino, Patrícia Mamona também tem dado boas indicações. Nos campeonatos europeus de pista coberta, em Torun, conquistou a medalha de ouro e detém o recorde nacional da categoria (14,66m). Na capital japonesa, a atleta abre os horizontes para uma medalha e para aumentar a melhor marca pessoal.
Pedro Pichardo foi 2.º classificado no Meeting de Madrid, na prova de triplo salto com a melhor marca do ano.
Pode conhecer a marca e os resultados dos restantes portugueses na APP #EquipaPortugal
(foto de arquivo)#COPortugal pic.twitter.com/7Hd6KMxTS1— COP (@COPPORTUGAL) June 19, 2021
Pedro Pablo Pichardo, também ele campeão europeu em pista coberta em 2021, parte no lote de favoritos para uma medalha em Tóquio. Apesar de já estar no convívio com os grandes há alguns anos, estes vão ser os primeiros Jogos Olímpicos do português. Recentemente, ficou no segundo lugar do Meeting de Madrid.
Desde a marcha, passando pelas vertentes de velocidade e terminando na maratona, a comitiva lusa deixa boas indicações e os portugueses podem ficar descansados com a qualidade dos atletas. A melhor previsão é de, pelo menos, uma medalha de ouro no Atletismo e algumas dos lugares mais baixos do pódio.
Clara Maria Oliveira
CANOAGEM
Canoagem de velocidade a caminho dos Jogos Olímpicos #LetsGoPortugal #EquipaPortugal #RoadtoTokyo #COPortugal pic.twitter.com/TLEKPsQDMr
— COP (@COPPORTUGAL) July 19, 2021
A canoagem é uma das modalidades em que os portugueses têm mais esperanças. Depois da medalha de ouro de Fernando Pimenta e Emanuel Silva, nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a participação de 2016 deixou a desejar. Com isso, espera-se alguma redenção nas águas de Tóquio.
Na categoria de velocidade são, ao todo, sete os atletas que vão entrar em prova. Na vertente masculina, Fernando Pimenta participa em K1 1000 metros e Emanuel Silva, João Ribeiro, David Varela e Messias Baptista são os canoístas que vão lutar pela medalha na categoria de K4 500 metros.
Fernando Pimenta conquista medalha de bronze na prova de K1 5000, na Taça do Mundo de Canoagem, em Szeged, Hungria. Saiba mais na App da #Equipa Portugal #COPortugal #RoadToTokyo pic.twitter.com/JyjvTqWqve
— COP (@COPPORTUGAL) May 16, 2021
Teresa Portela, no K1 200 metros, e Joana Vasconcelos, no K1 500 metros, são as atletas femininas que vão entrar em ação. Contudo, além da categoria de velocidade, Antoine Launay vai ser o único representante português no slalom. Ao todo, a comitiva da canoagem leva oito sonhos de medalhas.
Tendo em conta o historial de campeonatos do mundo e da europa, a canoagem é sempre uma modalidade querida dos portugueses. Espera-se que agosto seja um mês cheio de sorrisos para os atletas.
Clara Maria Oliveira
CICLISMO
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Portugal marca presença no ciclismo com quatro atletas, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Apesar de três se estrearem, o número de representantes diminuiu de seis para quatro.
As primeiras provas com ciclistas nacionais são a prova de fundo masculino, sábado, dia 24 de julho, e a prova de contrarrelógio, quarta-feira, dia 28 de julho.
Na prova de estrada, João Almeida estreia-se na competição olímpica. Depois de dois Top 10 no Giro d´Italia (quarto em 2020 e sexto em 2021), o jovem ciclista fez por merecer a chamada à competição olímpica.
Nelson Oliveira junta-se a João Almeida para disputar a prova de fundo, havendo menos um representante do que nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O contrarrelogista já é repetente, tendo participado nas duas últimas edições. Em declarações no site da Federação Portuguesa de Ciclismo, o selecionador nacional, José Poeira, acredita na obtenção de, pelo menos, um diploma olímpico, sendo para isso necessário ficar nos oito primeiros de uma das provas. “Ambicionamos, pelo menos, o Diploma Olímpico, sabendo que no contrarrelógio esse é um objetivo realista para o Nelson e para o João, dado que o percurso é muito exigente, favorecendo os portugueses em relação aos contrarrelogistas com caraterísticas de roladores”, salienta o responsável técnico. De salientar que Nelson Oliveira já conseguiu a distinção, ao ficar em sétimo lugar no contrarrelógio, no Rio’2016.
Destaque também de assinalar para a estreia da representação portuguesa nas provas femininas de ciclismo de pista e de BTT. Marta Martins entra em ação a 27 de julho e Raquel Queirós a 8 de agosto.
Por último, é de salientar que nenhum dos quatro atletas compete em nenhuma equipa nacional.
Pedro Filipe Silva
JUDO
Uma das razões pela qual muita gente (eu inclusive) acha que esta pode ser a melhor participação portuguesa de sempre em Jogos Olímpicos, em termos de medalheiro, passa precisamente por esta modalidade, na qual Portugal leva uma comitiva relativamente extensa – 8 atletas, embora faltasse um para podermos participar na competição por equipas.
A competição arranca na capital Japonesa a 24 de Julho e decorre até ao dia 31, encerrando precisamente com o evento de equipas mistas. Dos oito portugueses em prova, o destaque natural vai para Telma Monteiro, a nossa única medalha no Rio 2016 e, obviamente, candidata a um lugar no pódio no Japão, para além de ser a porta-estandarte do nosso país na cerimónia de abertura dos Jogos.
Outro dos grandes favoritos é Jorge Fonseca, bicampeão mundial em 2019 e 2021, sendo que o brilhante ouro há dois anos foi conquistado em… Tóquio! Anri Egutidze, Patrícia Sampaio, Joana Ramos, Catarina Costa, Bárbara Timo e Rochele Nunes também têm altas aspirações, dependendo sempre do sorteio e da forma como se forem sentindo ao longo da competição.
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Eduardo Nunes
NATAÇÃO
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Com nove representantes, a Natação é a segunda modalidade com mais elementos da comitiva portuguesa em competição (apenas atrás do atletismo). Com as primeiras eliminatórias a terem data marcada para 26 de julho, Portugal começa com o seu nome representado nas eliminatórias dos 1500 metros femininos.
Tamila Holub e Diana Durães são as primeiras atletas portuguesas a atirar-se para a água na modalidade acima referida, mas Ana Catarina Monteiro e Angélica André são as restantes representantes femininas. A eliminatória dos 200 metros em mariposa terá lugar dia 27 de julho e Ana Catarina Monteiro tentará a sua maior sorte para alcançar um lugar favorável à sua classificação. Já Angélica André vai ter a oportunidade de brilhar nos dez quilómetros em águas abertas apenas a 3 de agosto.

Fonte: Federação Portuguesa de Natação
Do lado masculino, o primeiro a subir ao palco é José Paulo Lopes nas eliminatórias dos 800 metros livre, no dia 27 de julho, ao qual chegou com a marca de 7.52,81, deixando a esperança de alcançar um bom lugar. No dia seguinte (28 de julho), Francisco Santos, nas eliminatórias dos 200 metros de costas, e Gabriel Lopes, acompanhado de Alexis Santos nas eliminatórias dos 200 metros estilos, vão dar tudo por tudo para passar à próxima fase, com marcas de qualificação que deixam sonhar com esse objetivo. Com o faltar da Natação de águas abertas, Tiago Campos fecha o comité, ao entrar em água a 4 de agosto, com o mesmo objetivo dos restantes colegas: orgulhar Portugal.

Fonte: Federação Portuguesa de Natação
Andreia Araújo
SKATE
The infamous 360 Flip Crook done to perfection by @gustavoribeiro 🇵🇹 pic.twitter.com/zU2YWALqeQ
— STREET LEAGUE (@StreetLeague) May 6, 2021
É verdade que já não vemos Gustavo Ribeiro num campeonato há algum tempo, devido à paragem imposta pela pandemia e à lesão que o skater contraiu no Dew Tour. Por consequência, o atleta luso não conseguiu acumular pontos e perdeu o terceiro lugar no ranking mundial, encontrando-se agora na quinta posição. Ainda assim, o lisboeta é um dos favoritos a estar no pódio.
Recentemente, num vídeo lançado pela Red Bull, Gustavo Ribeiro ficou com a última parte, tendo realizado um impressionante 360 kickflip frontside overcrooked grind. Atualmente, é um dos atletas mais completos em termos técnicos, conseguindo aliar esta qualidade à consistência e aos quick feet.
🇵🇹 @skategustavop aggressive first try Crook Nollie Flip at the 2019 SLS World Championship!@gshock_us #SLStimecapsule pic.twitter.com/R3X6ZPbigR
— STREET LEAGUE (@StreetLeague) March 27, 2021
Desta forma, a expectativa é alta para ver Gustavo Ribeiro em ação, em Tóquio, não só pelo facto de o skater se estrear nos Jogos Olímpicos, mas também por poder contribuir para o crescimento da modalidade em Portugal.
O português entrará em ação no quarto heat, marcado para domingo às 3:03h. No caso de uma provável qualificação para a final, disputará às 4:25h do mesmo dia a tão desejada medalha de ouro.
Marco Minelli
SURF
Yolanda Hopkins e Teresa Bonvalot representam o Surf feminino na #EquipaPortugal e estão na #RoadtoTokyo #LetsGoPortugal #COPortugal pic.twitter.com/X6no567n0j
— COP (@COPPORTUGAL) July 19, 2021
Os Jogos Olímpicos de Tóquio marcam a estreia do Surf como modalidade olímpica. Ao todo são três os representantes portugueses que vão lutar por uma medalha, todos na categoria de shortboard. As ondas do Oceano Pacífico vão dar à costa da praia de Tsurigasaki, numa prova que tem o seu início marcado para o dia 24 de julho.
Do lado feminino, a esperança está do lado de Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins. As surfistas portuguesas garantiram o apuramento para as olimpíadas no passado mês de junho, no campeonato de mundo de Surf, em El Salvador. O primeiro heat da prova feminina está marcado para o dia 25 de julho, pelas 2h20 da madrugada.
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No masculino, Frederico Morais é o único português a entrar em ação. Com o apuramento já garantido desde 2019, Kikas começa a caminhada no próximo dia 24 de julho, pelas 23h. O surfista do World Tour parte para Tóquio como um dos nomes mais conhecidos do comité.
As expectativas não são as mais altas e o favoritismo não cai nos ombros da comitiva lusa. No entanto, existe alguma vontade de colocar ainda mais a modalidade no mapa e demonstrar que a aposta e a estreia nos Jogos Olímpicos foi positiva.
Clara Maria Oliveira
TAEKWONDO
O vimaranense e ex-líder da classificação masculina, entre maio e junho de 2015, e que já se sagrou vencedor na categoria de 58 kg, nos Jogos Europeus disputados na capital do Azerbaijão, Baku, corria o ano de 2016, irá partir cheio de ambições para aquelas que serão as segundas olimpíadas do praticante, atualmente ao serviço do SL Benfica, instituição que representa desde 2014, tendo ainda representado o Vitória SC e o ABC, Académico Clube de Braga.
Recorde-se que o licenciado em Medicina pela Universidade do Minho, curso esse finalizado em 2017, arrecadou dois ouros em defesa do estabelecimento nas Univercíadas e já integrou o contingente lusitano que defendeu a bandeira no Rio. Refira-se que Bragança fez aí história ao tornar-se no primeiro competidor do nosso país a vencer um combate numa olimpíada, tendo somente sucumbido no duelo de acesso às medalhas, diante do dominicano Luisito Pie, que ficaria com o bronze, com a derrota a fixar-se num 3-4.
Creio que, e apesar de reconhecer que para um país sem tradição nesta modalidade, o nono posto alcançado pelo «Sr. Doutor» já é um resultado histórico. Defendo que, e devido à sua enorme ambição, fruto dos seus 29 anos e muita experiência em competições de tamanha importância, o desportista é um fortíssimo candidato a trazer um dos metais para solo pátrio.
Taekwondo: Rui Bragança assegura presença nos Jogos Olímpicoshttps://t.co/eP1NjtQs7I pic.twitter.com/UpTxjoCl2H
— maisfutebol (@maisfutebol) May 7, 2021
Com início previsto para o dia 24 de julho, com a ação a ter lugar na Makuhari Messe Hall, espaço este inaugurado na década de oitenta do século passado, uma arena que funciona como centro de convenções, estando a mesma localizada em Chiba, a 30 km da capital, servirá de palco a 16 praticantes que lutarão por chegar às medalhas. Destaque-se que apenas estarão em solo asiático os melhores de cada categoria, sendo que Bragança combaterá na de 58 kg.
Na minha opinião, estaremos perante um resultado de boa valia e de assinalável qualidade se Rui se classificar entre os cinco primeiros. Contudo, acredito piamente que, em caso de o atleta estar num daqueles dias, poderá surpreender, arrecadando perfeitamente um lugar de pódio.
Diogo Rodrigues
TÉNIS
Tal como no Rio de Janeiro, são dois os atletas que nos irão representar. O repetente João Sousa e o estreante Pedro Sousa, que, apesar de terem o mesmo apelido, não têm qualquer relação familiar. Jogarão a competição individual e também a de pares, começando a sua ação no dia 24, e só acabando (esperemos) no dia 1 de Agosto.
O ano não está a correr de feição aos dois atletas, Pedro com um talento brutal, mas muitas lesões que impediram uma maior progressão ao longo da carreira, e o João com uma entrega e empenho extraordinários, mas apenas a espaços a conseguir demonstrar o ténis que o tem levado tão longe. A expetativa aqui é bem mais modesta do que no judo, apontando a uma representação condigna, algo que está praticamente assegurado e, dependendo do sorteio, a avançar pelo menos uma ronda.
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Eduardo Nunes
TÉNIS DE MESA
Com nomes já bem conhecidos na modalidade e a entrarem em campo logo no dia 24, o Ténis de Mesa quer sonhar alto, mas com os pés bem assentes na terra.
A primeira ronda dos torneios singulares tem data marcada para o primeiro dia dos Jogos Olímpicos, e será disputada durante a madrugada. Tiago Apolónia e Marcos Freitas, do lado masculino, e Shao Jieni e Fu Yu, do lado feminino, são os nomes aos quais os portugueses têm de prestar atenção.
As provas por equipa, nomeadamente os oitavos de final da prova masculina, estão marcadas para 1 de agosto, com João Monteiro a juntar-se aos dois compatriotas acima mencionados, com a ambição de chegar o mais longe possível no torneio.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
Andreia Araújo
TRIATLO
É no Odaiba Marine Park que os atletas portugueses se vão lançar às águas para o primeiro dos três segmentos do triatlo. A representação portuguesa vai estar a cargo de João Silva, João Pereira e de Melanie Santos. A prova masculina ocorre no dia 25 de julho, às 22h30. À mesma hora, no dia 26 de julho, arranca a competição feminina.
A distância olímpica do triatlo é de 51,5 quilómetros divididos por 1,5 de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. A acompanhar os atletas a cada braçada, pedalada e passo vão estar as altas temperaturas e os elevados índices de humidade.
A prestação de João Silva num evento teste para esta prova, em Tóquio, no ano de 2019, onde conseguiu um sexto lugar e terminou à frente de nomes fortes do triatlo mundial, deixa água na boca para um bom resultado. O 29.º classificado do ranking mundial vai para a sua terceira participação em Jogos Olímpicos. Em Londres 2012, conseguiu um nono lugar, sendo que no Rio de Janeiro 2016 foi o 35.º a cruzar a linha da meta. Depois de se ter estreado com um quinto lugar no Rio de Janeiro, João Pereira chega a Tóquio com menos competição que o compatriota, mas nem por isso com menos ambição.
O evento masculino fica marcado pela ausência de Alistair Brownlee, que arrecadou a medalha de ouro nas duas últimas edições dos Jogos. No entanto, nomes como Jonathan Brownlee, irmão de Alistair, e Alex Yee (Reino Unido), Mario Mola e Javier Gomez Noya (Espanha), Vincent Luis (França), Kristian Blummenfelt e Gustav Iden (Noruega), Henri Schoeman (África do Sul), Marten Van Riel (Bélgica), Tyler Mislawchuk (Canadá), entre outros, prometem não facilitar a tarefa aos portugueses. Ainda assim, não é descabido almejar colocar os dois atletas lusos dentro do Top 15.
João Pereira e João Silva voltam aos Jogos Olímpicos para darem o melhor #EquipaPortugal #LetsGoPortugal #COPortugal #RoadtoTokyo https://t.co/ABnIc3hpHR
Veja a mensagem de João Pereira https://t.co/lxuyVMPHBB e de João Silva https://t.co/Iw0jOHUZzO pic.twitter.com/T53gg74VN2— COP (@COPPORTUGAL) July 10, 2021
Portugal tem na vertente feminina a única medalha olímpica conquistada no triatlo. Vanessa Fernandes, com um segundo lugar em Pequim 2008, foi a autora da proeza. Agora, é hora de Melanie Santos mostrar o que vale. Aos 26 anos vai fazer, em Tóquio, a sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos.
Um lugar na primeira metade do pelotão pode ser um resultado alcançável. Para ambicionar mais do que isso, a portuguesa terá que bater nomes de grande gabarito, tais como Flora Duffy (Bermudas), Georgia Taylor-Brown, Vicky Holland e Jessica Learmonth (Reino Unido), Maya Kingma (Países Baixos), Nicola Spirig (Suíça), Laura Lindemann (Alemanha) ou Katie Zaferes (Estados Unidos). Gwen Jorgensen, ouro em 2016, optou por se dedicar ao atletismo, mas falhou a qualificação para os 5 mil e 10 mil metros pista.
Melanie Santos vai estar em Tóquio com a #EquipaPortugal e espera alcançar um lugar no top-16.
Conheça a atleta em https://t.co/9ZhH5mCiPH e veja a mensagem em https://t.co/qcBr3KUZ69#COPortugal #RoadToTokyo pic.twitter.com/j7Q0Lqz240— COP (@COPPORTUGAL) June 28, 2021
No dia 30 de julho, pelas 23h30, realiza-se a prova de estafetas mistas, uma das novidades para estes Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta prova, as equipas são constituídas por quatro elementos (dois homens e duas mulheres). Cada membro completa 300 metros de natação, 6,8 quilómetros de ciclismo e 2 quilómetros de corrida antes de dar lugar ao colega. A passagem de testemunho é feita seguindo a sequência mulher-homem-mulher-homem. Portugal apostou na qualificação, mas não vai ser um dos países a disputar a prova.
Francisco Grácio Martins
Artigo revisto por Joana Mendes










