Última horaJá está definida a final da Taça Sul-Americana
Publicidade

Tóquio 2020, Skate #2: Japão faz a dobradinha no Street

Marco Minelli · 3 min

Tóquio

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: PÓDIO SÓ FICOU DECIDIDO NA ÚLTIMA MANOBRA

O Japão tem razões para celebrar: ontem, Yuto Horigome levou o ouro no masculino em Tóquio, hoje, Momiji Nishiya e Funa Nakayama garantiram as medalhas de ouro e bronze, respetivamente. O pódio apenas ficou completo com Rayssa Leal, que, aos 13 anos, é a atleta mais jovem de sempre a representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.

Ainda assim, quem começou melhor a prova foi a holandesa Ross Zweltsloot, conseguindo dois scores elevados nas duas runs e um front feeble grind na primeira ronda do best trick, cujo resultado foi um 4,12.

Deste modo, com quatro tentativas ainda pela frente, pareciam estar reunidas todas as condições para que a skater dos Países Baixos estivesse no pódio. A verdade é que não conseguiu mais pontuar. Tentou um frontside overcrooked quatro vezes, que resultou no mesmo número de quedas.

Já Aori Nishimura não conseguiu mais do que o oitavo lugar na final. A japonesa, atual campeã do mundo, tentou a medalha em Tóquio com um halfcab backside noseslide, mas não teve êxito.

Outro dos grandes nomes do street feminino, é o de Alexis Sablone. A norte-americana conseguiu duas boas pontuações no best trick, mas não foi capaz de tirar partido das tentativas restantes para melhorar as já obtidas nas duas runs. No final, quase conseguiu o flip backside 50-50 grind que, muito provavelmente, a colocaria no pódio.

As decisões ficaram todas para a última manobra. Rayssa Leal tentou um back smith no corrimão grande para tentar chegar ao ouro, mas acabou por cair.

O mesmo se passou com Funa Nakayuma, que, para roubar o primeiro lugar à sua compatriota Momiji Nishiya, tentou um front blunt no mesmo obstáculo, mas acabaria por cair também. Por último, Momiji Nishiya até conseguiu melhorar o seu score, por meio de um gap to frontside lipslide.

Desta forma, o Japão garantiu em Tóquio mais duas medalhas na vertente street. Já o Brasil, que era o grande candidato a preencher as três vagas do pódio, só conseguiu a prata.

Foto de Capa:

SKATER DO DIA

Momiji Nishiya – Ninguém esperava que a atleta de 13 anos garantisse uma medalha, muito menos a de ouro. A verdade é que tal aconteceu. A japonesa foi muito constante e conseguiu somar quatro scores acima de três que lhe deram o primeiro lugar em Tóquio.

A DESILUSÃO DO DIA

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Pâmela Rosa (@pamelarosaskt)

Pâmela Rosa – A skater brasileira era a favorita ao ouro em Tóquio, mas nem sequer conseguiu garantir uma presença na final. Nas qualificações teve uma prova atribulada, com algumas quedas, que lhe valeram um décimo lugar e um total de 10,06 pontos.

Posteriormente, numa declaração nas suas redes sociais, a atleta que ocupa o primeiro lugar do ranking mundial, disse que se tinha lesionado no tornozelo durante os treinos de preparação.

MANOBRA DO DIA

Frontside crooked grind – Foi o segundo score mais alto da prova e a pontuação mais elevada que Funa Nakayama obteve. O obstáculo que utilizou e a forma como conseguiu encaixar o truck da frente no corrimão deram origem a um 5.

Marco Minelli

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.