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Terminada a competição de rugby dos Jogos Olímpicos, é tempo de fazer o balanço da modalidade naquele que é considerado o maior evento desportivo à escala mundial. As ilhas Fiji confirmaram o seu favoritismo arrecadando a medalha de ouro, mas a História feita pela selecção fijiana não se fica por aqui: esta foi, também, a primeira medalha de sempre conquistada por aquele país numa edição dos Jogos Olímpicos, algo que demorou sessenta anos a ser obtido.
A equipa: Foi com toda a naturalidade que as ilhas Fiji (actuais bi-campeãs do World Series) conquistaram a principal medalha após grandes exibições ao longo de todo o torneio. Os fijianos foram sempre melhores e não deram quaisquer hipóteses aos seus rivais na pretensão pelo trono olímpico.

Fonte: World Rugby
A surpresa: Os japoneses chegaram ao Rio de Janeiro com a lição surpreendentemente bem estudada e foram a equipa sensação do torneio. Com vitórias sensacionais frente à Nova Zelândia e a França, os japoneses tão cedo não esquecerão o magnífico quarto lugar conquistado nos Jogos Olímpicos de 2016.
A desilusão: Apesar de uma lesão grave ter arredado a principal estrela da equipa – Sonny Bill Williams – do torneio muito cedo, a verdade é que não há desculpa para tão pobre campanha dos All Blacks no Rio de Janeiro. A selecção da Nova Zelândia não foi para além dum (muito) modesto quinto lugar… Quando muitos depositavam confiança no título!
O jogo: Fiji vs Nova Zelândia. O jogo dos quartos-de-final opunha duas das melhores selecções de rugby a nível mundial, o que deixava, desde logo, antever um duelo sempre muito disputado. Já com as Fiji no controlo do jogo e os All Blacks a terem uma derradeira hipótese para empatar – ou vencer – a partida nos momentos finais do jogo, estava criado um ambiente de total tensão quando Augustine Pulu arrancou rumo aos metros finais dos fijianos… Valeu a estes a total concentração e rigor de Savenaca Rawaca que placou o seu oponente directo na hora H e salvou a sua selecção de ficar em posição (muito) delicada.
O sete: A selecção campeã olímpica foi a que, naturalmente, viu os seus atletas brilhar mais alto, com Semi Kunatani, Josua Tuisova e Osea Kolinisau a marcar presença na melhor equipa do torneio. A Grã-Bretanha viu dois atletas merecedores de igual distinção – Dan Bibby e James Davies -, a África do Sul um – Kyle Brown – e o Japão (também) um – Lomano Lemeki.
O jogador: Lomano Lemeki é um atleta neo-zelandês – naturalizado japonês – que (muito) deu nas vistas pela sua inteligência técnico-táctica. Foi em grande parte por ele que o Japão brilhou no torneio.

Fonte: World Rugby
Com Fiji, Grã-Bretanha, África do Sul, Japão e Nova Zelândia a aparecer, respectivamente, nos cinco primeiros lugares da tabela classificativa, seguiram-se Argentina, França, Austrália, Estados Unidos, Espanha, Quénia e, por último, o anfitrião Brasil.
Com a conquista da principal medalha, as Fiji vêem cimentado o seu lugar como principal potência do rugby de sevens. E agora, o que se seguirá? O que irão fazer selecções como Nova Zelândia e África do Sul para contrariar esta tendência? Veremos…










