Publicidade

Portugal fora da elite mundial

Ana Cristina Silvério · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Dez etapas depois, e pela primeira vez na sua História, Portugal não conseguiu garantir a permanência no Circuito Mundial de 7s, prova que reúne as melhores selecções de Sevens a nível mundial. Era necessário quase um milagre para ultrapassar os nossos rivais russos, e os Linces não só não foram capazes de o fazer como se deram ao luxo de perder todas as partidas disputadas na etapa londrina.

Portugal até entraria bem no torneio, com uma excelente postura na abertura do primeiro jogo, frente ao Quénia, do qual até sairia para o intervalo com um convincente 17-5, após dois ensaios de Pedro Leal (e uma conversão) e um de Vasco Fragoso Mendes. Mas os quenianos na etapa complementar acelerariam e não haveria pernas capazes de os segurar. O resultado final foi conquistado pelos africanos nos segundos finais, para desespero dos comandos lusos. 22-17, um resultado que em nada nos interessava. No segundo duelo, frente à França, os Linces nunca se encontrariam e as suas falhas defensivas iriam sendo punidas com toques de meta dos campeões europeus em título.

Nuno Sousa Guedes e Vasco Fragoso Mendes marcariam cada um o seu ensaio, com Pedro Leal a converter os dois – muito pouco face aos 45 pontos alcançados pelos franceses. No terceiro – e último – jogo da fase-de-grupos a História iria repetir-se e Portugal não teria armas para combater o favoritismo escocês. Pedro Leal marcaria o seu ensaio n.º 100 nas World Rugby Sevens Series ainda na primeira parte e Tiago Fernandes conquistaria o seu ensaio já na segunda. Ambos os ensaios foram convertidos pelo capitão das Quinas, mas a Escócia já ia lançada no comando do marcador. 31-14, resultado final. Uma vez mais Portugal sairia da fase-de-grupos da competição sem somar qualquer vitória.

Apesar dos maus resultados na primeira fase do torneio, a esperança de atingir a permanência era ainda uma realidade. Mas para essa esperança continuar intacta seria necessário vencer a Austrália, a nossa adversária nos quartos-de-final da Taça Bowl. O jogo seria bastante equilibrado na primeira parte e os australianos sairiam para o intervalo a vencer apenas por uma margem de dois pontos. No segundo tempo a partida manter-se-ia bastante emotiva, com a vitória australiana a ser conquistada apenas nos minutos finais. João Bello ainda marcaria um ensaio (convertido por Nuno Sousa Guedes), mas estava gorada a hipótese lusa no circuito mundial. Muito mais do que a derrota frente à Austrália: Portugal via-se despromovido do Circuito Mundial de 7s pela primeira vez na sua História.

A fechar a participação nacional, haveria ainda espaço para um jogo frente à selecção russa. Nuno Sousa Guedes tentaria encaminhar a selecção para a frente, chegando mesmo a marcar e converter um ensaio, mas os atletas nacionais estavam demasiado decepcionados com as circunstâncias em que realizavam a partida, tendo a Rússia aproveitado para vencer confortavelmente por 26-7.

Nuno Sousa Guedes é já uma certeza no futuro da selecção nacional Fonte: World Rugby Sevens Series
Nuno Sousa Guedes é já uma certeza no futuro da selecção nacional
Fonte: World Rugby Sevens Series

Com Portugal afastado da mais empolgante competição mundial na variante de 7s, é altura de os responsáveis lusos repensarem as suas ideias, assumirem os seus erros e fracassos e fazerem reset no rugby VII, isto se quisermos ver a selecção nacional de volta aos grandes palcos já daqui a dois anos!

A Escócia foi a vencedora da etapa de Londres, com uma emocionante vitória na final, frente à África do Sul (27-26). Com a vitória escocesa na etapa, os que sorriram foram os fijianos, que viram confirmada a vitória no circuito mundial pelo segundo ano consecutivo!

Foto de Capa: Portugal Rugby 7s

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Ana Cristina Silvério

Redação Bola na Rede · ver artigos