Publicidade

Super Rugby Aotearoa: Um retorno aos tempos «COVID Free»

Marco Minelli · 4 min

Foto: All Blacks

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ao contrário do nosso país, a Nova Zelândia vai dominando a pandemia, sendo que, atualmente, não existe nenhum caso ativo no país. Além do mais, já lá vão três semanas desde que o último caso de COVID-19 foi detetado. Como tal, o regresso ao Rugby foi acompanhado pelo retorno dos adeptos ao estádio sem quaisquer restrições. O Super Rugby Aotearoa tornou-se, assim, a única competição de cariz profissional no mundo a abrir as portas ao público que, como seria de esperar, respondeu em massa aos jogos inaugurais.

Na cerimónia que antecedeu o jogo de abertura, o ministro do desporto neozelandês, Grant Robertson, enalteceu a disciplina do povo Kiwi e sublinhou a importância dos adeptos no desporto.

Posteriormente, sob o olhar de 22000 adeptos, deu-se o pontapé de saída da competição. No recinto fechado do Forsyth Barr Stadium, em Dunedin, os Highlanders levaram a melhor sobre os Chiefs, num jogo muito renhido em todos os capítulos. A equipa da casa acabou por ser mais pragmática do que a franquia da cidade de Hamilton. Os Landers marcaram três ensaios contra os dois dos Chiefs, que, por sua vez, não foram frios o suficiente em fases cruciais do jogo.

Numa segunda parte menos agitada do que a primeira, devido ao elevado número de penalidades que veio diminuir a intensidade do jogo, assistimos a algo cada vez mais raro nesta modalidade, o recurso aos drops. Damian McKanzie, com um pontapé de ressalto, colocou os Chiefs um ponto à frente dos Highlanders a três minutos do fim. Aos 79’, Bryn Gatland respondeu da mesma maneira, com uma excelente execução a 35 metros dos postes, garantindo, desta forma, a vitória por 28-27 diante da equipa orientada pelo seu pai, Warren Gatland.

Os comandados de Aaron Mauger garantiram uma vitória difícil, num jogo que não só ficou marcado pelo regresso à competição, mas também pelo elevado número de penalidades assinaladas e pela adaptação às novas leis do breakdown. Foram 30 as vezes em que Paul Williams penalizou os jogadores, contrastando com as 12 penalidades marcadas no embate entre Highlanders e Chiefs da época passada.

Já do outro lado do país, o Eden Park foi palco de uma grande tarde de Rugby. Além do espetáculo promovido pelos 43000 espetadores presentes, assistimos à muito esperada estreia de Beauden Barrett pelos Blues, diante do clube que representou durante oito épocas, os Hurricanes.

O primeiro ensaio apareceu passados apenas onze minutos. Uma grande jogada dos três quartos dos Blues permitiu a Caleb Clarke chegar à área de validação adversária. De notar também algum demérito pela forma como Vince Aso abriu espaço nas costas da linha defensiva dos Canes.

A franquia da capital não tardou em responder. Os Hurricanes conseguiram criar uma situação de superioridade numérica no lado aberto, que veio a ser finalizada por Dane Coles. Nota para a capacidade de aceleração do talonador e para a sua excelente finalização.

Ao intervalo, o jogo contava com dois ensaios para cada lado, com o resultado em 14-13, a favor dos homens de Leon McDonald.

Na segunda parte, os Hurricanes mostraram-se indisciplinados na abordagem ao breakdown, muito também graças à ação da terceira linha contrária, permitindo, aos Blues, adiantar-se no marcador, com múltiplas penalidades aos postes de Otere Black, que, juntamente com o ensaio de Dalton Papalii, resolveram o jogo. Vitória para a equipa da casa por 30-20.

Os Blues souberam gerir o jogo de uma forma eficaz. O domínio no jogo no chão foi claro, ao conquistarem 10 turnovers e ao conter a terceira linha adversária. Aliada a esta gestão de jogo, esteve uma prestação de grande nível da linha defensiva. Caleb Clarke, Otere Black e Rieko Ioane estiveram em grande plano na tarde de Auckland.

Os Hurricanes pecaram no capítulo disciplinar e no alinhamento, tendo perdido cinco touches com introdução própria. À semelhança do que se passou em Dunedin, o jogo ficou marcado pelo elevado número de vezes em que o árbitro teve de recorrer ao apito, principalmente no breakdown e no fora de jogo.

Como jogadores da jornada, creio que o destaque vai para Mikaele-Tu’u e Hoskins Sotutu, números oito de Highlanders e Blues, respetivamente. Estavam constantemente nos rucks e muito participativos no processo ofensivo, oferecendo capacidade de transporte de bola e de ataque à linha da vantagem.

No próximo fim de semana, os Chiefs receberão os Blues e os Crusaders irão até Wellington defrontar os Hurricanes, na esperança de que haja uma melhoria na adaptação às novas leis.

Foto de Capa: All Blacks

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.