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Decorridas aproximadamente três semanas de competição, o Crucible coroou esta Segunda-Feira Judd Trump como o novo campeão mundial.

Não existe memória de muitas finais disputadas no Crucible, onde a superioridade de um dos jogadores tenha sido tão evidente. O resultado (18×9) fala por si, não tendo deixado margem para dúvidas quanto à justiça desta vitória.

Desengane-se no entanto, quem pensa que John Higgins se apresentou mal nesta final. Pelo terceiro ano consecutivo, o escocês tetracampeão mundial (1998, 2007, 2009 e 2011) conseguiu, de forma merecida, marcar presença na final da maior prova do snooker e apresentou-se a um bom nível. Não foi certamente pelos seus erros que o resultado avolumado se consumou.

Não tendo tido o nível de incerteza no resultado que os adeptos tanto apreciam, esta foi talvez das finais mais bem disputadas da história dos mundiais de snooker.

Se o jogo até arrancou numa toada de equilíbrio, com a primeira sessão a terminar com o resultado em 4×4, a segunda sessão de Judd Trump dizimou as aspirações de John Higgins, que se viu a perder por 11×5 e nunca mais conseguiu ameaçar o domínio de Trump, que acabou por vencer com naturalidade, apresentando-se a um nível assombroso.

Numa final marcada pela existência de 11 centuries, sete deles alcançados por Judd Trump, não restam dúvidas sobre a qualidade de snooker com que estes dois craques brindaram os fãs presentes no Crucible.

Judd Trump vence assim, aos 29 anos, o seu primeiro mundial e junta-se a um restrito lote de jogadores que conseguiu vencer todas as competições da Triple Crown (UK Championship, Masters e Mundial). Um jogador que desde cedo prometia ser um dos melhores do circuito mundial, mas que demorou mais tempo a chegar a este patamar do que era previsível no início da sua carreira. Agora, ultrapassada a pressão de conseguir ser campeão do mundo, os adeptos esperam que consiga manter de forma consistente um nível elevado, sabendo-se que a jogar da forma como jogou esta final, é quase imbatível.

A final foi disputada por John Higgins e Judd Trump, que já tinham disputado a final de 2011 (vitória de Higgins por 18×15)
Fonte: World Snooker

Numa competição que, como vem sendo hábito, desde cedo foi deixando alguns favoritos pelo caminho, destaques para as eliminações do líder do ranking mundial, Ronnie O’Sullivan, logo na primeira ronda frente ao jovem amador James Cahill, bem como as eliminações do campeão em título, Mark Williams e do ex-líder mundial Mark Selby, na segunda ronda, frente a David Gilbert e Gary Wilson, respetivamente.

Os Quartos-de-Final da prova tinham como prato principal o confronto entre John Higgins e Neil Robertson, dois dos principais favoritos à vitória final, chegados de épocas bastante distintas. Enquanto o escocês chegava ao mundial depois de uma das épocas mais discretas da sua carreira, o australiano vinha de uma das melhores épocas dos últimos anos. A experiência de John Higgins acabou por falar mais alto, ao vencer Robertson por 13×10.

Nos restantes jogos desta fase, David Gilbert bateu Kyren Wilson, Gary Wilson levou a melhor frente a Ali Carter e Stephen Maguire acabou eliminado por Judd Trump.

Nas Meias-Finais, imperou o favoritismo, com John Higgins a bater David Gilbert num jogo impróprio para cardíacos (17×16) e Judd Trump superiorizou-se a Gary Wilson (17×11), ficando assim definida a reedição da final de 2011, entre John Higgins e Judd Trump.

Quadro Final do Campeonato Mundial de Snooker
Fonte: Diogo Reganha/Bola na Rede
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