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Fred Gil, como é agora reconhecido pelo ATP, é um nome que, com certeza, traz grandes memórias ao público português. A final do Estoril Open em 2010, os quartos-de-final do torneio de Monte Carlo ou a chegada ao lugar 62 do ranking foram alguns dos efeitos que Frederico Gil alcançou. Atualmente no lugar 532 da hierarquia, o tenista português não atira a toalha ao chão e afirma que se sente com muita força para continuar e que ainda não conseguiu atingir todos os objetivos de carreira.

Foi no Millennium Estoril Open, onde Fred Gil jogou pares com Felipe Cunha e Silva, e após um treino com Nicolas Almagro, que o Bola na Rede esteve à conversa com Frederico Gil. O passado, o presente e o futuro foram os temas desta conversa.

Bola na Rede: Este ano já contas com quatro títulos de pares. Quais são os teus objetivos para esta temporada?

Fred Gil: Neste momento, quero investir mais na minha carreira de pares. Mas não vou descurar a vertente de singulares, pelo contrário. O Catalin (parceiro com o qual Fred Gil conquistou os últimos dois títulos de pares) convidou-me para jogar com ele e eu gostei muito. Ele também me vai dar uma ajuda como treinador. Estou na luta. Os meus objetivos são voltar a ganhar pontos e recuperar a confiança. Eu tinha estabelecido chegar aos 300 primeiros nos singulares.

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Frederico Gil com Catalin-Ionut Gard, parceiro com o qual já venceu 2 títulos de pares este ano Fonte: Facebook Oficial de Fred Gil
Frederico Gil com Catalin-Ionut Gard, parceiro com o qual já venceu 2 títulos de pares este ano
Fonte: Facebook Oficial de Fred Gil

BnR: Achas que ainda é possível alcançar esse objetivo?

F.G.: Acho, mas vou apontar mais no sentido de terminar nos 500 primeiros. Não entrei bem no início do ano e acho que os 300 primeiros talvez seja um bocadinho difícil de conseguir. Se conseguisse acabar por volta dos 500, já seria bom.

BnR: O ano passado, neste mesmo torneio, falavas que o mais importante era seres feliz a jogar ténis. Já está tudo resolvido?

F.G.: Para mim, está tudo resolvido. Sinto-me bem novamente. Estou, entre aspas, bem com a vida e agora é focar-me mais na minha carreira e na minha vida.

BnR: No ténis, a parte mental pode ser mais importante do que a parte técnica e tática?

F.G.: Sim, claro. Sou eu que estou lá dentro. Se não estiver bem a nível mental, dificilmente vou conseguir produzir o meu melhor ténis.