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A faltar cerca de um mês para iniciar a época de 2020, a redação de Ténis do Bola na Rede decide, desta vez, fazer um quadro dos jogadores que poderão surpreender, pela positiva, o campeonato para o início da nova década.
A estes, juntámos quatro dos jogadores mais jovens do campeonato ATP (masculino), que, de alguma forma, se destacaram no panorama mundial, em 2019, e, por isso, acreditamos que poderão estar na sua melhor forma para serem os protagonistas dos melhores torneios de ténis para o recomeço da temporada.
Reunimos, assim, num único artigo, jogadores como Jannik Sinner, Frances Tiafoe, Felix Auger-Aliassime e Davidovich Fokina.
JANNIK SINNER

O jogador italiano de apenas 18 anos é uma das grandes apostas para uma temporada fantástica em 2020.
Em seis vitórias contabilizadas, detém o seu troféu mais valioso de 2019: foi o vencedor da terceira edição do Next Gen ATP Finals.
Para além disto, o italiano tem feito um percurso incrível no que toca à subida no ranking ATP: desde o início do ano, subiu 475 lugares, posicionando-se neste momento entre os 100 melhores tenistas da atualidade, no 78.º lugar.
FRANCES TIAFOE

Com apenas 21 anos, Frances Tiafoe apresenta-se no circuito masculino como uma das grandes promessas do ténis.
Em 2018, o tenista americano venceu o seu primeiro título ATP, no torneio de Delray Beach, nos Estados Unidos. Para trás, ficam cinco vitórias em Challengers.
A época passada acabou por ser uma das melhores desde que se tornou profissional. No final de contas, venceu um torneio e alcançou, pela primeira vez, o top 50 do ranking.
Já esta temporada, Frances Tiafoe ficou em branco no que aos títulos diz respeito. Ainda assim, atingiu a sua melhor marca de sempre, uma vez que subiu até ao 29.º lugar da classificação e, para além disso, realizou boas exibições diante de jogadores com mais experiência. Ainda assim, a falta de consistência foi evidente durante a época e é algo que tem de ser melhorado nos próximos anos.
O ano de 2019 não foi de todo o melhor para Frances Tiafoe mas acreditamos que 2020 pode trazer algumas alegrias para o jovem americano, nomeadamente a presença em finais e, quem sabe, a conquista de mais títulos.
FELIX AUGER-ALIASSIME

Possivelmente o melhor classificado de todos os que falamos, o tenista de nacionalidade canadiana conseguiu, este ano, a sua melhor posição no ranking ATP: do 106.º lugar, chegou ao seu lugar máximo de 17.º, e encontra-se agora em 21.º.
Já oriundo da geração de 2000, Auger-Aliassime já tem algumas participações na Taça Davis, a representar o seu país, bem como três finais como vice-campeão em torneios de ATP 250 e 500 – Estugarda, Lyon e Rio de Janeiro, respetivamente.
Considerado um dos maiores talentos aparecidos da “próxima geração”, o jovem canadiano pode muito bem dar que falar já no próximo ano.
ALEJANDRO DAVIDOVICH FOKINA

O tenista espanhol, de 20 anos, revelou-se como uma das grandes surpresas da temporada, sobretudo pelas suas boas prestações nos Challengers. Ainda assim, Davidovich Fokina não deixou de participar em alguns torneios ATP, com destaque para o Estoril Open.
Foi em solo português, que o tenista natural de Málaga obteve a sua melhor prestação em torneios desta dimensão ao eliminar nomes como Taylor Fritz, Jeremy Chardy ou Gael Monfils. Coube ao experiente Pablo Cuevas terminar com o sonho do espanhol em chegar à final.
No resto do ano, marcou presença em quatro finais e venceu duas. Mas um dado ainda mais impressionante foi a sua entrada para o top 100 do ranking ATP, mais precisamente para a 87.º posição, lugar na qual terminará o ano. Importa recordar que em 2018 terminou em 237.º.
A excelente época que realizou garantiu-lhe um lugar no Next Gen ATP Finals. Apesar de não ter ganho qualquer partida na fase de grupos, Davidovich Fokina deixou um aviso ao mundo do ténis de que podem contar com ele para a próxima época e que quem o enfrentar não terá a vida facilitada. Resta aguardar por 2020 para saber onde é que toda a sua qualidade o irá levar.
Foto De Capa: Next Gen ATP Finals
Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira
Artigo revisto por Diogo Teixeira








