À segunda edição do Challenger de Braga, segunda vitória para um tenista lusitano. Pedro Sousa não pode defender o título devido a lesão, mas, vindo de uma excelente participação no Estoril Open, João Domingues agarrou oportunidade para escrever o seu nome a letras douradas na (ainda) curta história do torneio.

Na final enfrentou o argentino Facundo Bagnis e entrou logo da melhor maneira e com o pé no acelerador. O argentino até serviu primeiro, mas de pouco lhe valeu, com Domingues a vencer os três primeiros jogos e rajada e colocar-se rapidamente com dois breaks de vantagem.

No entanto, Bagnis respondeu ao quarto jogo e recuperou um deles e recuperaria o outro ao oitavo jogo para igualar a 4-4. Sem mais breaks, o primeiro set, marcado também pelo conhecido rigor de Carlos Ramos que advertiu Bagnis pelo tempo despendido entre serviços, seria decidido no tiebreak, com o argentino a levar a melhor.

O segundo set também começou de feição para Bagnis, que quebrou Domingues logo a abrir. No entanto, depois de fazer o 2-0, não mais mexeu no seu marcador, com Domingues a ganhar seis(!) jogos consecutivos para empatar o encontro.

O final foi quase tirado a papel químico. Bagnis voltou a entrar bem e quebrar logo ao primeiro jogo, mas Domingues também tornou a dar a volta, mesmo ainda perdendo um ponto e a concentração por coaching, desta feita para vencer por 3-6.

É uma vitória especial para o português, que, após uma semana de alto nível, conquista apenas o seu segundo título Challenger (a juntar a sete em Futures), o primeiro em solo português, depois de Mestre 2017.

Resultado final: João Domingues 6-7(5); 6-2; 6-3 Facundo Bagnis

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

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