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E, com a final do ATP Finals, acaba mais uma temporada fantástica de Ténis, que de Janeiro a Novembro nos proporciona, nas mais infinitas horas de jogo, as melhores jogadas – desde os Grand Slams aos Challengers – e também onde se desabrocharam os maiores talentos e os (possíveis) campeões do futuro.
É neste contexto que a redação de Ténis do Bola na Rede aparece, com o intuito de, nas próximas três semanas, mostrarmos os melhores e piores momentos do ténis em 2019, bem como o que melhor se fez no Ténis Nacional.
Por isso, começaremos esta sequência de artigos enumerando os seis tenistas que se destacaram positivamente, tanto do campeonato ATP (masculino), como do WTA (feminino).
Antes de começar, é importante referir que estes tenistas são o exemplo de que as gerações têm estado a ser renovadas no ténis mundial, onde os mais jovens começam a sobrevoar sobre os maiores nomes da modalidade, criando oportunidades para que, no futuro, sejam eles os próximos nomes que soam familiar a qualquer pessoa, independentemente de acompanhar a modalidade ou não.
STEFANOS TSITSIPAS

Fonte: ATP Tour
Com apenas 21 anos de idade, o jovem de nacionalidade grega tem sido uma das maiores surpresas no que toca ao ténis mundial.
Vencedor do Next Gen ATP Finals em 2018 – torneio dedicado aos futuros talentos do ténis – Tsitsipas já aí demonstrava que, no seu ano de 2019 nas categorias mais altas do ténis profissional, iria criar dificuldades aos grandes nomes do ténis.
Atualmente, no número seis do ranking ATP, foi em 2019 que conquistou o seu ranking mais alto da carreira: em agosto, foi designado como parte do top cinco, onde se juntou a nomes como Rafael Nadal, Novak Djokovic e Roger Federer.
Para além disso, começou o ano a destacar-se no primeiro Grand Slam da temporada – Australian Open – onde eliminou Roger Federer no oitavos-de-final e foi eliminado apenas nas meias-finais, contra Rafael Nadal.
Chegou a seis finais, e conquistou três: ganhou o Open de Marselha (ATP 250), batendo Mikhail Kukushkin, venceu o Estoril Open (ATP 250), onde bateu Pablo Cuevas; e, neste passado domingo, sagrou-se o campeão do ATP Finals, onde derrotou o austríaco Dominic Thiem.
BIANCA ANDREESCU

Fonte: US Open
Um dos nomes que mais atraiu as atenções no circuito feminino foi o de Bianca Vanessa Andreescu. A tenista, de 19 anos, não podia ter pedido uma época tão boa como esta. Começou o ano a conquistar o Challenger de Newport Beach e terminou em beleza com o título de campeã do US Open. Pelo meio conquistou ainda o Masters de 1000 de Indian Wells e Open de Toronto.
Ao todo, foram cinco as finais que jogou durante a temporada, ultrapassando a única final que teve em 2018. Sem dúvida que a vitória sobre Serena Williams, na final do US Open, foi o ponto alto do ano e o triunfo que mais lhe marcou.
Todas estas vitórias ajudaram a canadiana a chegar ao quinto lugar do ranking WTA. Uma subida monstruosa, em comparação com o ano passado, onde ocupava o lugar 178.º da classificação feminina de ténis.
Com 19 anos, Bianca Vanessa Andreescu apresenta um currículo admirável, dando boas indicações para o ano de 2020, principalmente no que toca à sua participação nos grandes torneios da época. Uma possível chegada à liderança do ranking WTA pode-se tornar uma realidade, sobretudo pela qualidade e garra que apresenta no court.
MATTEO BERRETTINI

Fonte: ATP Tour
É na capital de Itália que surge o talentoso Matteo Berrettini, que, com apenas 23 anos de idade, tem surgido nos nomes do que melhor se faz no ténis mundial.
Enraizado, atualmente, no número oito do ranking ATP (e a sua melhor classificação até hoje), o italiano já se teria destacado em 2018, aquando da vitória do Open de Gstaad (ATP 250).
Assim, com três finais em 2019, arrecada dois títulos: no Open em Budapeste (ATP 250), a vencer a Filip Krajinovic; e em Estugarda (ATP 250), onde levou a melhor sobre Felix Auger-Aliassime.
Não podemos esquecer a performance fantástica de Berrettini na edição deste ano do US Open, onde chegou às meias-finais, e apenas foi derrotado por Rafael Nadal.
Para além disto, ainda podemos considerar o jovem como um dos melhores tenistas italianos que apareceu no país.
ASHLEIGH BARTY

Fonte: US Open
De apenas 23 anos, esta jovem australiana tem sido o exemplo da renovação de geração pelo ranking WTA.
O seu talento no desporto da bola amarela vai mais longe e dita-lhe um atual número um na classificação geral WTA, onde já passaram nomes como Serena Williams, Simona Halep ou Naomi Osaka.
Em 2019, a australiana tem no seu palmarés seis finais, das quais saiu vencedora em quatro: Open de Miami, contra Karolina Pliskova; Campeonato de Paris, vencendo Marketa Voudrousova; Open de Birmingham, levando a melhor sobre Julia Georges; e, finalmente, conquistou o WTA Finals, triunfando sobre a ucraniana Elina Svitolina.
Esta tenista é o exemplo de que a modalidade tem vindo a crescer, principalmente no campo feminino, e de que a sobrevalorização da “next gen” no ténis é uma realidade cada vez mais próxima, e isso tem-se visto em peso na WTA.
DANIIL MEDVEDEV

Fonte: ATP Tour
Em 2014 ocupava o lugar 647.º do ranking ATP. Cinco anos depois é quarto classificado e apresenta-se como uma das surpresas de 2019. Falo do tenista russo Daniil Medvedev.
O jovem, de 23 anos, teve um ano que ultrapassou todas as expectativas, sobretudo pelo número de finais seguidas que disputou entre agosto e outubro. No total, foram seis as finais que jogou neste período de tempo e das quais ganhou três títulos: Masters 1000 de Cincinnati, Open de St. Petersburgo e Masters 1000 de Shanghai. A esta lista temos que acrescentar a vitória no Open de Sofia, na Bulgária, no início da época.
Relativamente à sua prestação nos Grand Slams, destaque para o US Open. No último grande torneio da temporada conseguiu chegar ao jogo decisivo, no entanto acabou derrotado pelo número um mundial Rafael Nadal. No Open da Austrália, foi afastado nos oitavos de final ao perder diante de Novak Djokovic. Em Roland Garros, não passou da primeira ronda e em Wimbledon ficou-se pelos dezasseis avos de final.
O seu desempenho durante a temporada valeu-lhe a presença no ATP Finals. O último torneio da época não irá ficar guardado na memória de Daniil Medvedev, tendo em conta que em três jogos somou três derrotas.
Nove finais, quatro títulos e número quatro mundial. São estes os números que ajudaram o tenista russo a ter a sua melhor temporada desde que se tornou profissional. Resta saber se consegue fazer igual ou ainda melhor no próximo ano.
CORI GAUFF

Fonte: Wimbledon
Um dado que todos os tenistas que falámos neste artigo têm em comum é a idade. O facto de serem tão novos e conseguirem as marcas que conseguiram durante este ano contribuem para todo um chamar de atenções por parte dos amantes do ténis.
Cori Gauff faz parte desta lista. Com apenas 15 anos, conseguiu um dos grandes feitos, e logo em Wimbledon. Depois de ter garantido a qualificação para o quadro principal do Grand Slam, Cori Gauff enfrentou, nada mais, nada menos, que a veterana Venus Williams. Com uma derrota mais que garantida fora de court, eis que a menina de 15 anos surpreendeu tudo e todos ao derrotar uma das jogadoras com mais títulos de sempre do ténis. O sonho de Wimbledon só terminou nos oitavos de final. Coube a Simone Halep pôr um final nesta jornada incrível.
Seguiram-se algumas semanas com altos e baixos, mas em outubro, houve um novo momento para mais tarde recordar. Tudo aconteceu em Linz, na Áustria. Foi aqui que venceu o seu primeiro título WTA, após bater Jelena Ostapenko por 2-1.
Depois da conquista do seu primeiro título, Cori Gauff viu a temporada a chegar ao fim, uma vez que as regras da WTA limitam o número de torneios às tenistas com menos de 18 anos. Assim será até atingir a maioridade, nada que impeça a jogadora norte-americana de fazer ainda mais história.
Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira
Foto De Capa: ATP Tour
Artigo revisto por Joana Mendes










