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Para completar a nossa seleção de jogadores que surpreenderam e que desiludiram na época de 2019, agora terminamos com uma análise àquilo que foi o Ténis Português durante este ano.
Com o passar dos anos, o ténis em Portugal tem sido uma modalidade em constante crescimento, onde cada vez mais vemos mais praticantes da modalidade, e que, aos poucos, se vão “exportando” e destacando no panorama mundial.
Neste contexto, a redação de Ténis do Bola na Rede irá, pela última vez, fazer esta seleção, agora englobando as surpresas e as desilusões – apenas no circuito ATP -, dentro do panorama nacional.
JOÃO SOUSA

Profissionalizado em 2008, o tenista oriundo de Guimarães não teve o seu melhor ano em 2019.
Sem qualquer título, o português apenas chegou a duas meias-finais como o seu ponto mais alto do ano.
Já com 30 anos, e considerado o melhor tenista do panorama nacional, João Sousa teve o seu auge em 2016, quando atingiu o seu ranking mais alto da carreira, e de qualquer outro tenista português até hoje: o 28.º lugar.
Neste momento, o português posiciona-se em 60.º no ranking ATP, não só devido aos resultados precários desta época, mas também devido a uma lesão que o obrigou a retirar-se das competições até ao final do ano.
GONÇALO OLIVEIRA

O tenista, de 24 anos, teve um ano positivo, principalmente no que à vertente de pares diz respeito, mas vamos por partes.
A nível individual, Gonçalo Oliveira teve longe de ser feliz. O seu melhor desempenho foi na China, no Challenger de An-Ning, quando chegou às meias-finais. Raras foram as vezes que o tenista português passou da primeira ronda de qualquer torneio que jogou.
A jogar a pares, Gonçalo Oliveira esteve sempre na luta por títulos. Ao longo de 2019, o tenista natural do Porto, disputou sete finais e venceu quatro, ultrapassando os três troféus que conquistou na época passada.
Feitas as contas, Gonçalo Oliveira termina o ano, na vertente individual, no lugar 268.º. Já na vertente pares fixou-se no posto 97.º do ranking ATP, marca importante, tendo em conta que foi o sétimo português a consegui-lo.
JOÃO DOMINGUES

Proveniente de Oliveira de Azeméis, João Domingues tem tido, aos poucos, um progresso eficiente na sua carreira, bem como a soma de mais uma época positiva para o tenista de 26 anos.
Conquistou, este ano, a sua melhor posição: o 160.º do ranking, e deveu-se muito ao triunfo do challenger de Braga. No final do ano, detém o 174.º lugar.
Recentemente, esteve no challenger da Maia, onde não foi para além das meias-finais.
FREDERICO SILVA

2019 podia ter sido um ano memorável para Frederico Silva. O tenista, de 24 anos, realizou bons encontros nos Challengers e, por quatro vezes, alcançou as meias-finais. No entanto, na hora de confirmar a presença na final e, quem sabe, garantir um título, vacilou.
O tenista nascido nas Caldas da Rainha melhorou a sua performance no court o que lhe valeu uma subida histórica até ao 174.º lugar do ranking ATP, sua melhor classificação de sempre. Porém, Frederico Silva terminou a temporada na posição 204.º.
Em 2020, ficamos a torcer por títulos por parte do jovem tenista luso e quem sabe nova subida record no ranking mundial.
PEDRO SOUSA

Desde 2007 que demonstra o seu potencial no desporto da bola amarela, o tenista residente em Lisboa também tem um balanço positivo da época de 2019.
Encontra-se, neste momento, no 141.º lugar do ranking, porém, foi também em 2019 que conquistou o 99.º lugar, posicionando-se nos 100 melhores tenistas da atualidade.
O tenista de já 31 anos chegou a três finais, das quais conquistou duas: venceu o Open de Meerbursch, na Alemanha, e o Open de Blois, na França.
GASTÃO ELIAS

O experiente tenista português, de 29 anos, dificilmente irá recordar esta época. Foi, sobretudo, um ano marcado por várias lesões que condicionaram o desempenho de Gastão Elias.
No total, realizou apenas trinta partidas, algo que já não acontecia desde 2011. O melhor que Gastão Elias conseguiu foi uma meia-final, em Orlando, nos EUA, em janeiro.
A temporada do ex-número 80 do ranking ATP, deu-se por terminada em outubro, data do seu último torneio. Nas semanas que se seguiram, Gastão Elias foi operado ao cotovelo direito.
Ficamos à espera que recupere a cem por cento e que volte a por em prática o seu melhor ténis.
Foto De Capa: Estoril Open
Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira
Artigo revisto por Joana Mendes













