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O último Grand Slam do ano terminou. Após duas semanas longas, com vários jogos a serem resolvidos apenas no quinto set, ficou decidido ontem, após o jogo entre os finalistas Novak Djokovic e Daniil Medvedev.

As grandes surpresas da prova foram Botic van de Zandschulp, Félix Auger-Aliassime e Carlos Alcaraz. O holandês e o espanhol chegaram aos quartos de final e o canadiano chegou às meias finais da prova. Todos os tenistas realizaram provas fenomenais, que mais tarde vão recordar na carreira. Por outro lado, as desilusões foram Stefanos Tsitsipas, Pablo Carreno-Busta, Casper Ruud e Andrey Rublev; esperava-se muito mais dos quatro tenistas.

NOVAK DJOKOVIC: O PRIMEIRO SET É DO ADVERSÁRIO

O melhor tenista sérvio era o que tinha mais a perder com a edição deste ano do US Open, pois precisava de vencer o último Grand Slam do ano para completar o calendário de Grand Slam, algo que seria inédito na nova era do Ténis. Ao contrário dos outros Grand Slams, o percurso até à final do US Open foi muito diferente dos restantes: Djokovic só venceu duas vezes o primeiro set de todas as partidas.

No primeiro jogo, Djokovic defrontou o jovem Holger Rune, da Dinamarca, e o primeiro set até foi para o sérvio, mas acabaria por perder o segundo set para o dinarmaquês – onde o sérvio fez cinco duplas-faltas. Os outros sets pertenceram ao número um mundial, mas notou-se a qualidade de Rune. A realçar que Djokovic fez 17 aces durante a partida.

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No segundo jogo, o adversário era Tallon Griekspoor, dos Países Baixos, que tinha surpreendido o alemão Jan-Lennard Struff na primeira ronda. O neerlandês foi o único tenista que não ganhou qualquer set contra Djokovic no torneio – é um facto incrível, tendo em conta que Djokovic é o atual número 1 do mundo. O jogo durou apenas 1h40m.

Na ronda seguinte, o sérvio apanhou um adversário com muita experiência, Kei Nishikori, que começou com a série de cinco jogos consecutivos em que Djokovic perdia o primeiro set do jogo. Apesar de o japonês ter começado melhor, Djokovic levaria a melhor nos outros três sets, numa batalha que durou cerca de três horas e 30 minutos.

Nos oitavos de final, Djokovic marcou encontro contra um jogador da casa, Jenson Brooksby. O norte-americano levou a melhor sobre o sérvio no primeiro set e com um grande resultado (6-1). Porém, para descontentamento do tenista e do país, não conseguiu vencer mais nenhum set e a vitória foi para o número 1 mundial. A realçar que Brooksby eliminou tenistas como Taylor Fritz e Aslan Karatsev, jogadores cujo ranking é mais elevado que o do norte-americano.

Nos quartos de final, houve a reedição da final de Wimbledon 2021: Djokovic defrontou Matteo Berrettini e terminou com o mesmo resultado, 3-1. Apesar de ter perdido, o tenista italiano venceu o primeiro set e o encontro durou três horas e 30 minutos. Mais uma vez, fez uma boa prova.

Nas meias finais, Djokovic procurava vingar-se de Alexander Zverev, jogador que o eliminou nas meias finais dos Jogos Olímpicos 2020. O tenista alemão venceu tanto o primeiro set, que estava amaldiçoado para o sérvio, como o quarto set, e o jogo seria decidido no quinto e último set. A realçar que o terceiro set, que Djokovic venceu, ficou decidido após 53 pancadas.

No último set, Zverev começou mal e foi quebrado nas primeiras duas vezes em que serviu e, a partir daí, a vitória não fugiu das mãos de Djokovic. Novak Djokovic alcançou a quarta final em quatro Grand Slams em 2021.

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