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O Benfica venceu o Omonia e chegou à liderança da Europa League, mas nem tudo foram motivos para sorrir. Apesar da vitória por 4-1, a exibição deixou dúvidas sobre a consistência dos encarnados, sobretudo numa primeira parte em que a posse de bola raramente se traduziu em verdadeiro controlo do jogo.
A equipa de Marco Silva acabou por resolver a partida com maior eficácia após o intervalo, mas a reação na segunda parte não apaga as dificuldades iniciais. Num jogo em que o favoritismo exigia mais do que uma vitória, o Benfica mostrou que tem qualidade para decidir, mas continua a precisar de provar que consegue dominar com critério, personalidade e regularidade durante os 90 minutos. Porque ganhar é importante, mas convencer também conta.
Os encarnados entraram bem na partida, chegou à vantagem aos 14 minutos, através de um autogolo de Loïc Négo, mas voltou a revelar dificuldades em transformar a posse de bola em verdadeiro domínio.
O Omonia nunca baixou os braços, mostrou personalidade e chegou ao empate aos 42 minutos, por Andronikos Kakoullis, castigando alguma falta de concentração dos encarnados.
Ao intervalo, ficava a sensação de um Benfica com mais bola, mas com pouca capacidade para controlar verdadeiramente o jogo. Uma primeira parte pouco objetiva, que voltou a levantar dúvidas sobre a consistência da equipa e a sua capacidade para assumir o favoritismo sem complicar.
Na segunda parte, porém, as águias conseguiram corrigir parte do que tinha feito mal e encontrou aquilo que lhe faltara até então, eficácia e golos. Pavlidis, Aursnes e Prestianni resolveram a partida e garantiram uma vitória importante, que colocou os encarnados na liderança da Liga Europa, com nove pontos.
Mais do que o resultado, fica a ideia de uma equipa que continua a alternar bons momentos com períodos de menor esclarecimento. A capacidade para marcar e resolver o jogo na segunda parte merece destaque, mas não deve esconder as dificuldades sentidas antes do intervalo.
Ganhar é sempre importante, sobretudo numa competição europeia, mas há aspetos que precisam de ser melhorados. O Benfica tem qualidade para se impor, mas precisa de demonstrar maior consistência, critério e maturidade ao longo dos 90 minutos. Porque nem sempre a eficácia será suficiente para disfarçar as dificuldades.














