Publicidade

Análise à pré-época de Rui Vitória | SL Benfica

Pedro Cantoneiro · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Rui Vitória prometera voltar à ação aos microfones do Canal 11, já depois de ser protagonista de um ‘Sagrado Balneário’ e de cumprir as vezes de outros enquanto comentador no ‘Futebol Total’.

Depois da aventura nas Arábias e do ano sabático, a Europa reabriu portas para o Professor: da Rússia, veio o chamativo interesse do Spartak Moscovo, segundo classificado da última edição da Premier League local.

A 14 de Junho, era apresentado perante 42 jornalistas, um recorde em termos de apresentações de treinador na Rússia. À semelhança do SL Benfica, o clube do povo – ou Narodnaya komanda –, a devida alcunha na língua dominante para lá dos Cárpatos.

Um desafio à medida do técnico português, primeiramente um gestor de homens antes de um competente tacticista, alguém apropriado para lidar com a pressão de grandes multidões e gerir recorrentes carrosséis emocionais, como tão bem soube fazer na Luz. Pelo menos, enquanto o deixaram.

Líder das tropas, Rui Vitória sempre acompanhado pelos seus fiéis escudeiros: Luís Esteves, Arnaldo Teixeira e Valter Dias, da esquerda para a direita, faltando apenas na fotografia Sérgio Botelho
Líder das tropas, Rui Vitória sempre acompanhado pelos seus fiéis escudeiros: Luís Esteves, Arnaldo Teixeira e Valter Dias, da esquerda para a direita, faltando apenas na fotografia Sérgio Botelho.
Fonte: Spartak Moscovo

Numa pré-época que não começou bem, com a primeira vitória a surgir apenas ao terceiro jogo, os destaques centram-se na aposta continuada no 4-2-3-1, já imagem de marca das suas ideias. Fruto do início precoce de temporada – o Spartak já se estreou na Liga, no passado dia 25 -, os treinos começaram muito mais cedo do que é habitual no sul da Europa, onde os campeonatos não têm a pausa invernal.

Ainda antes de entrar julho, já Rui Vitória seguia com um plantel de 24 jogadores para a Áustria, num estágio onde foi possível atestar capacidades contra três equipas: Neftci, habitual campeão do Azerbaijão; NK Bravo, quinto classificado da Liga Eslovena anterior, e Sibenik, sexto classificado da última Liga Croata.

Sem poder ainda contar com sete importante elementos do plantel principal por força dos compromissos de seleções (Dzhikiya, Zobnin e Sobolev integraram a comitiva russa, Alex Král a checa, Quincy Promes foi selecionado para os Países Baixos, Jordan Lársson foi escolhido pelos suecos e Ezequiel Ponce permanece ainda com os olímpicos argentinos), foram entregues importantes minutos a elementos mais novos da equipa, que assimilaram conceitos e deram provas de real valia futebolística.

Entre os mais destacados estão Gaponov, central de 23 anos que aproveitou a ausência do capitão Dzhikyia para acumular minutos (seis jogos a titular), ou Umyarov, o trinco nascido em 2000 que parte na “pole position” para a titularidade na parelha de meio-campo.

No regresso à pátria mãe, o rendimento do conjunto aumentou significativamente, sendo as goleadas em catadupa sinal claro das boas dinâmicas imprimidas pela equipa técnica: no Torneio de Moscovo, três jogos, 14 golos marcados e um sofrido.

Quatro bolas sem resposta a Sochi e Rubin Kazan, cinco ao Khimki – tudo opositores na Premier League, que deixavam antever um início prometedor, numa primeira jornada que seria jogada frente aos segundos mencionados: que acabou em derrota pela margem mínima (0-1), injusta para a maioria das avaliações.

Há muito futebol neste Spartak de Rui Vitória, uma equipa que aposta muito da sua época no duplo confronto frente ao SL Benfica de Jorge Jesus, numa competição na qual não atinge a fase de grupos desde… 2017-18.

FK Spartak Moscovo 1-2 Neftchi (29 de junho) – Derrota inesperada num jogo de muitas mexidas, como é habitual nesta fase. O primeiro onze de Rui Vitória ao leme do FK Spartak Moscovo: Maksimenko; Eschenko, Gigot, Kutepov e Ayrton; Timofeev e Hendrix; Glushenkov, Ignatov e Mirzov; Melkadze.

FK Spartak Moscovo 2-2 NK Bravo (2 de julho) – Frente aos eslovenos, Moses e Bakaev emendaram prontamente a desvantagem trazida do intervalo e o segundo golo adversário surgiu já numa fase de descompressão (84’). O onze titular: Rebrov; Rasskazov, Gigot, Gaponov e Ayrton; Umyarov e Hendrix; Moses, Bakaev e Mirzov; Melkadze.

FK Spartak Moscovo 4-2 Sibenik (5 de julho) – A despedida do estágio austríaco marcou-se por uma vitória confortável frente aos croatas. A reter o golaço de Ignatov, jovem de 21 anos que já havia finalizado frente ao Neftchi. Além dele, marcaram Victor Moses, Hendrix e Glushenkov. O onze: Selikhov; Rasskazov, Gigot, Gaponov, Ayrton; Umyarov e Hendrix; Moses, Bakaev e Mirzov; Melkadze.

FK Spartak Moscovo 4-0 Sochi (11 de julho) – Foi à lei da bomba que Bakaev, Sobolev e Moses construíram a goleada. O 2-0 registado ao intervalo, autoria do primeiro e de Mirzov, consolidou o natural domínio moscovita. Os eleitos para iniciar a partida: Maksimenko; Rassakazov, Gigot, Gaponov e Ayrton; Umyarov e Hendrix; Bakaev, Ignatov e Mirzov; Melkadze.

FK Spartak Moscovo 4-0 Rubin Kazan (14 de julho) – Sobolev a justificar estatuto no seio do conjunto e a explicar o porquê dos 4,5 milhões de euros pagos ao Krylia Sovetov – o ponta-de-lança russo, presente no Euro 2020 e principal alternativa a Dzyuba, será uma das principais ameaças à baliza encarnada.

O onze: Selikhov; Rasskazov, Gigot, Gaponov e Ayrton; Umyarov, Hendrix; Moses, Bakaev e Mirzov; Melkadze.

FK Spartak Moscovo 5-1 Khimki (18 de julho) – Num onze já muito próximo daquele que iria estrear a equipa na Premier League, na derrota em casa do Rubin (1-0), a goleada gerou-se pelos tentos de Gigot, Sobolev, Larsson, Kutepov e Melkadze.

Foram a jogo os regressados dos compromissos internacionais, numa tentativa de aprimorar os últimos detalhes da preparação: Maksimenko; Rasskazov, Gigot, Dzhikiya e Ayrton; Umyarov e Zobnin; Moses, Larsson e Quincy Promes; Sobolev.

Será este, em princípio, o onze mais forte às ordens de Rui Vitória e algo muito próximo a isto que esperará o SL Benfica na Otkritie Arena, no próximo dia 3 de agosto. Moses, com quatro golos, e Sobolev, com três, foram os homens em maior destaque na pré-temporada russa.

Gigot, central francês, foi o titularíssimo, iniciando todos os encontros, assim como o lateral esquerdo brasileiro Ayrton; Umyarov e Hendrix, com cinco jogos, aproveitaram as ausências de Alex Král e Zobnin; Bakaev, Mirzov e Melkadze foram acumulando minutos, enquanto os prováveis titulares, Jordan Larsson, Quincy e Sobolev, ganhavam ritmo.

Antes do reencontro com o seu SL Benfica, Rui Vitória terá oportunidade de somar os primeiros pontos na Liga num confronto frente ao Krylia Sovetov, hoje (30 de julho), em Samara.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Pedro Cantoneiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
FC Porto

Um golpe de génio no meio da insistência | Marítimo 1-2 FC Porto

O FC Porto venceu, este sábado, o Marítimo, por 1-2, na 8.ª jornada da Primeira Liga, num encontro em que esteve longe de apresentar a sua melhor versão, mas conseguiu transformar uma exibição irregular numa vitória importante.   Depois de uma primeira parte marcada pelas dificuldades na construção e pela chegada à vantagem por parte dos madeirenses, os dragões, que empataram ainda antes do descanso, cresceram após o intervalo, assumiram o controlo e chegaram ao triunfo com um momento de talento individual de Oskar Pietuszewski. Entre a inspiração do jovem polaco, a influência das substituições de Francesco Farioli e os problemas que a equipa voltou a revelar, o resultado acabou por sorrir ao líder, embora o caminho até aos três pontos tenha sido mais complicado do que precisava.

Raul Saraiva · 10 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.