Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

André Almeida, o certinho mal-amado

Alexandro Ferreira · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O lado direito da defesa do Benfica começou por ser uma das várias dores de cabeça deste plantel, no inicio da época. Quem diria que estaríamos aqui hoje, a falar sobre esta mesma posição e sobre este mesmo jogador.

André Almeida tem sofrido de uma desconfiança generalizada por parte de adeptos e especialistas. No entanto, o lateral português vai respondendo dentro de campo, e o apelido de jogador mediano, já começa a ser curto, para descrever o que o jogador tem feito esta época.

A nove jornadas do final do campeonato, o lateral português já igualou a época passada de Nelson Semedo, que hoje atua no Barcelona, e que rendeu 30 milhões de euros aos cofres encarnados. Tudo leva a crer que no final, a estatística seja superada.

Apesar das críticas, André Almeida é um jogador que “certinho”, que vai cumprindo as suas funções
Fonte: SL Benfica

Com sete assistências e dois golos, é difícil de assimilar que haja tanta dificuldade em reconhecer mérito, competência e acima de tudo qualidade a André Almeida. A juntar a isto, o português sente o clube como poucos, e mostra uma capacidade de luta e garra que embelezam todo o seu percurso. André Almeida é realmente dos jogadores mais completos deste plantel, mas a carga negativa que se gerou à sua volta parece pesar-lhe na hora de ser apreciado e reconhecido.

Se há altura para um ponto de viragem nesta história amarga para o jogador, este é sem dúvida o momento. Com exibições cada vez mais convincentes, o jogador pisca até o olho ao Mundial na Rússia. Falta saber se conseguirá manter o rendimento no que falta jogar nestas 9 jornadas, e se tem capacidade para deixar para trás a dura concorrência.

O tempo dirá se André Almeida virá a ter o reconhecimento que já merece. Mas para a posteridade, fica a soberba passagem de ponto fraco a indiscutível desta equipa. Um jogador que hoje em dia, é um notável lateral moderno, e que merece ser elevado a outro patamar.

Foto de Capa: SL Benfica

Alexandro Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.