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A temporada está a chegar ao fim e, em jeito de balanço, foram muitas as figuras que marcaram o ano desportivo do Sport Lisboa e Benfica. De modo geral, a época teve altos e baixos e o desafio passou por saber ultrapassar os baixos rumo a uma reta final de grande qualidade, o que foi bem conseguido. Para essa tarefa, todos contaram, contribuíram com boas exibições e, claro, muitos golos.
A escolha foi naturalmente difícil e algumas personalidades ficaram de parte. Mas não foram totalmente esquecidas. Assim, também é importante referir os nomes de:
13 – Gabriel: Colocando de parte a infortúnia lesão que sofreu, foi uma peça nuclear no meio campo encarnado. A leitura, visão e dedicação para o jogo foram enormes e a segurança que deu tornou o setor imbatível de furar. Por outro lado, foi fundamental na transição ofensiva e um construtor tremendo. Na próxima época, a garantia é para a explosão total.
12 – Renato Paiva: Um grande estratega da equipa B e um potenciador dos jovens talentos do amanhã. Soube gerir todos os convenientes e inconvenientes para dar uma excelente terceira posição, tendo em conta que as formações secundárias não podem subir ao escalão principal.
11 – Diogo Pinto: O capitão da equipa de sub-23 foi absolutamente letal e mostrou ser um finalizador por excelência. Em 2018/2019, marcou 18 golos, cada um mais impressionante que o outro. O futuro é promissor, tal como a sua possível integração na equipa B ou mesmo na principal.
10.

Jonas – Esta posição é completamente discutível e apenas justificável pelo facto de, nesta fase da carreira, Jonas não ter nada a provar ao mundo do futebol. Ainda assim, mostrou que aos 35 anos continua melhor que nunca. A quantidade de jogos foi ligeiramente menor, mas não foi por isso que deixou de fazer o que melhor sabe: a ligação de jogo entre setores e golos. Foram 15 em todas as competições e a época em que marcou menos no Benfica, tendo inclusive chegado ao tento número 300 em toda a carreira na partida contra o Portimonense.
É, por isso, inegável apontar que Jonas é um jogador tremendo e uma das maiores referências da última década e que continua, como bem vimos, a surpreender. Absolutamente fenomenal!
9.

Os laterais – Nesta lista, os nomes de André Almeida e Grimaldo são obrigatórios incluir. Pela importância no setor mais recuado do terreno, por terem sido dos mais utilizados do plantel (Grimaldo fez 52 jogos e André Almeida 51), pelas assistências (11 e 12, respetivamente) e pela consistência que ofereceram jogo após jogo. Estes são motivos mais que suficientes para os seus nomes não serem postos de parte.
8.

Florentino Luís – Já falei de Florentino num dos meus últimos artigos e, por isso, deixo uma passagem desse texto, por ter sido o motivo principal pelo qual o seu nome aparece neste Top. “[Florentino] desarma como ninguém e de forma absolutamente estonteante! Os 11 jogos (agora 12) já realizados mostraram um sentido de visão e compromisso excecionais e de qualidade máxima nas sucessivas sequências de cortes e passes bem definidos e tirados”.
Com isto dito, o 61 foi uma das grandes surpresas da temporada e bastante especial por ter feito a formação no Benfica e ser uma das apostas de Bruno Lage quando substituiu Rui Vitória. De resto, assumiu a responsabilidade sempre que entrou em campo e correspondeu com a garantia de uma boa dinâmica tanto defensiva como ofensivamente.
7.

Samaris – Além da formação, outra grande caraterística da época do Benfica foi a capacidade de dar uma segunda oportunidade a jogadores que sempre deram o seu melhor nos treinos, mas que nunca eram apostas consistentes. Samaris foi um desses exemplos e pela melhor razão. Em palcos de exigência máxima, realizou uma temporada ao mais alto nível que muitos pensavam não vir a ser possível. Foi regular, um líder no verdadeiro sentido do termo e mostrou uma vez mais estar adaptado ao país e ao clube que o recebeu em 2014.
No entanto, para todo este cenário ser ainda mais perfeito, só falta mesmo a renovação! A direção que se apresse, porque um jogador como este não pode sair de um clube como este de mãos a abanar.
6.

Ferro – Sobre uma das grandes promessas do Benfica, partilho mais uma passagem do texto conjunto que fiz sobre Ferro e Florentino. “[Ferro] é o elemento nuclear de transição entre o processo defensivo e ofensivo. Enquanto central, tem a facilidade de saber ler cada movimento que vai efetuar e o que isso irá provocar no seguimento da partida e no comportamento dos colegas e adversários, que são obrigados a adaptarem e até improvisarem a sua estratégia inicial”.
Acrescento também que Ferro rejuvenesceu o centro da defesa do Benfica, muito pela infeliz lesão de Jardel, já recuperado. Voltou a encontrar Rúben Dias, o eterno parceiro da formação, e esteve incrivelmente bem sempre que foi chamado de forma regular por Bruno Lage. Mais um triunfo da formação e que está a produzir excelentes resultados.
5.

Bruno Lage – Falando de Bruno Lage, o que seria do Benfica versão 2018/2019 se não fosse a sua “contratação”? Mexeu com todos os setores deficitários, apostou na formação e deu novas oportunidades a jogadores que se fartavam de aquecer o banco ou a cadeira da bancada nos jogos. Além disso, desde que assumiu a braçadeira de treinador, as vitórias vieram em maior número (em 27 jogos, ganhou 21). Tal como Renato Paiva, é um pensador do jogo por excelência e uma das razões pela qual se deve ligar a processos tão simples e óbvios como o treino e o impacto que tem no plantel e no jogo. A maior parte do mérito desta época é sua e da capacidade que teve em gerir e encaixar as peças certas no momento certo, algo que Rui Vitória não foi capaz de fazer na fase final do seu percurso na Luz.
4.

Pizzi – E o que seria o Benfica sem o seu habitual pensador de jogo dentro do campo? O transmontano fez mais uma grande temporada e quebrou recordes com o número impressionante de assistências: já vão 22 e ainda faltam dois jogos. Pizzi foi, uma vez mais, igual a si mesmo e letal nos capítulos da transição, ligação e finalização. Prestes a terminar, esta é sem sombra de dúvidas a melhor época de águia ao peito e com a esperança de que, a este nível, muitas mais virão.
3.

Rafa Silva – Nunca Rafa tinha marcado tanto desde que chegou ao Benfica em 2016. Os primeiros anos foram conturbados, mas com a dose certa de estratégia e adrenalina, Rafa explodiu totalmente. Uma autêntica mota ofensiva e cada vez mais uma aposta central de Lage. É incrível o que Rafa já conseguiu fazer e, tal como Pizzi, esta é a melhor temporada que está a realizar na Luz.
2.

Seferovic – Falando de segundas vidas, que mais se pode acrescentar ao extraordinário percurso de Haris Seferovic em 2018/2019? Penso que já foi tudo dito, mas nunca é demais relembrar. Só para que conste: Seferovic é um autêntico rato de área, com um pé esquerdo magnífico e um dos vários nomes que Bruno Lage faz questão de não retirar do onze inicial. Os 25 golos marcados significam não só a melhor época no Benfica como a época em que marcou mais em toda a carreira. Para não falar do protagonismo muito maior que alcançou com (mais) uma grande figura do Benfica em 2018/2019.
1.

João Félix – Sobre o novo menino de ouro da Luz, já muito foi escrito e falado. Não diria que foi a grande figura da temporada, porque todos foram importantes à sua maneira, mas antes mais uma aposta firme de Bruno Lage e que trouxe resultados extraordinários, que podem fazer de Félix o grande trunfo de 2018/2019. Na equipa principal, a visibilidade atingiu grandes proporções, como é lógico, o que deu origem a uma febre enorme em seu redor, com a particularidade de que a magia no seu estilo de jogo foi e é real. Estamos perante um grande prodígio do futebol português e que no Benfica mostrou nada menos que isso. Resta saber se, perante tanto buzz, a direção conseguirá mantê-lo na próxima época, dada a quantidade de tubarões à sua volta com uma cláusula incomportável de dinheiro.
Foto de Capa: SL Benfica









