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FC Bayern München 5-1 SL Benfica: A noite do adeus!

Miguel Catarino · 2 min

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O Benfica está fora da Liga dos Campeões e não foi preciso este jogo para chegar a esta conclusão. Antes do começo da partida, a vitória do Ajax sobre o AEK por 2-0 resolveu as contas do grupo e atirou os encarnados para a Liga Europa e as equipas que melhor prestação fizeram nesta fase para onde realmente merecem estar: nas eliminatórias!

Quanto ao jogo, os alemães fizeram jus ao estatuto de favoritos e não fizeram por menos! Perante um Benfica sem atitude, ideias e criatividade, foram para o intervalo a vencer por 3-0, com uma exibição excecional de toda a estrutura. Robben bisou e Lewandowski marcou o primeiro de dois golos na conta pessoal. Os encarnados pouco ou nada fizeram no primeiro tempo e entregaram uma prestação deplorável e sem qualidade de estar a pisar um palco europeu como a Allianz Arena.

A segunda parte deu continuidade ao que se tinha verificado nos primeiros 45 minutos. Rui Vitória trocou Pizzi por Gedson ao intervalo e o miúdo ainda fez balançar as redes de Neuer, mas o momento de glória e brilho benfiquista começou e terminou nesse preciso instante. O Bayern dominou e ainda marcou mais dois golos, com Lewadowski a completar o bis e Ribéry a sentenciar o resultado final.

A dupla Robben-Ribéry esteve imparável e foi responsável por três dos cinco golos da noite
Fonte: UEFA Champions League

O final da partida foi claro! Apesar do grupo estar resolvido antes do apito inicial, a goleada do Bayern serviu para clarificar o mau momento dos encarnados, que foram completamente humilhados. O golo de Gedson foi um ponto positivo, mas tudo o resto que foi apresentado não se aceita. De quem é a culpa? Principalmente de Rui Vitória, mas toda a equipa tem uma palavra a dizer e culpas no cartório nesta pobre e terrível exibição.

Esta noite provou-se que esta situação não pode continuar por muito mais tempo. Rui Vitória não é treinador para o Benfica, a equipa está completamente perdida e sem rumo. Este desfecho não é surpresa nenhuma e apenas é o culminar de todos os protestos, más exibições e um fraco estilo de jogo. Resta a Liga Europa e a esperança que este momento mude! E isto é urgente, muito urgente!

Onzes Iniciais

FC Bayern Munique: Neuer; Rafinha, Boateng, Sule e Alaba; Kimmich, Goretzka e Muller (Jeong, 81’); Robben (Renato Sanches, 72’), Ribéry (Wagner, 77’) e Lewandowski

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Conti e Grimaldo; Fejsa (Alfa Semedo, 76’), Gabriel e Pizzi (Gedson Fernandes, 46’); Rafa, Cervi e Jonas (Seferovic, 59’)

A FIGURA

Fonte: UEFA Champions League

Robben – Aos 34 anos, está num ótimo momento de forma e comprovou isso mesmo com uma excelente exibição. Bisou, fartou-se de jogar e saiu de campo com um aplauso estrondoso dos adeptos. Melhor seria impossível!

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Rui Vitória – Continua a ser o homem do momento, pelos piores motivos, e o principal responsável pelo jogo que o Benfica mostrou esta noite. Falhou em todos os aspetos, perdeu a cabeça nas substituições, ao tirar Pizzi e Jonas, em vez de Gabriel, e deixou bem claro que o próximo passo passa mesmo pelo despedimento. As desculpas acabaram e as provas de que tem de ir embora são imensas. É o fim da linha para Rui Vitória e os adeptos fazem questão de o expressar. Esta noite não foi exceção!

Foto de capa: UEFA

Miguel Catarino

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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